quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

|Chorando no Campo|

A chuva cai chorando

E o meu amor vai e vem

No céu, no chão

A rede vai e vai levando

A noite além da noite

Me faz lembrar o que eu não vivi

Toda essa história esse segredo

Memórias num vendaval

Pela estrada enquanto eu passo

O cinema é só ilusão

Vou chorando pelo campo

No meio do temporal

A chuva dá saudades

De um lugar que eu nunca fui

E o vento vai soprando

Um choro tão distante

Pela estrada enquanto eu passo

O cinema é só ilusão

Vou chorando pelo campo

No meio do temporal.


Antes do fim:
Esta música é do Lobão. Ficou ótima com a interpretação da Ira!.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

|E o Sol?|

Após a completa desesperança de ver o Sol antes do final de semana, alguém me empolgou. Me disseram que hoje no final do dia, eu iria conseguir ver o que tanto quero.

Um balde de água gelada novamente. Desta vez acho até que foi pior. Já estava preparado para me deslocar ao encontro do sonho. Faltavam alguns minutos para alcançar o pote de ouro no final do arco-iris.

Fazer o que? Não adianta... não vou mais me iludir. Só vou querer saber quando tiver certeza. O que adianta se comprometer se não é possível cumprir? Pra mim compromisso é compromisso. Deveria ser. As pessoas tem que ter noção daquilo que podem fazer. Avaliar corretamente o tempo antes de dizer que o Sol vai sair de trás das nuvens carregadas que o encobrem.

Antes do fim:

Sabe puto da cara? Fiquei.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

|A tempestade|

Dia de Sol, calor. O mar esta limpo, a areia bem branquinha.
Um ótimo dia para ir até a beira da praia e tomar um belo e refrescante banho de mar.

São três quadras até o mar. A caminhada é longa e cansativa. No final vai valer a pena.

Quando se estava para colocar o pé na areia caiu aquele toró. A praia teve que ficar pra outro dia.

Foi como um balde de água fria. Esfriou o que talvez estava muito quente. 

Antes do fim:
Chegou a tempestade devastando o lugar
E quem viu desesperou-se e comecou a chorar

O frio, queimando as plantas, castigando animais
A fome era o que mais assolava
Matando bons e maus em uma só tacada
Maskavo 

18637

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

|Estaleiro Só|

Quando eu ia na casa da minha avó com o ônibus Camaquã pela avenida Padre Cacique, era obrigado a passar em frente ao local em que um dia funcionou uma empresa contrutora de navios. A Estaleiro Só S/A. Empresa esta fundada na metade do século XIX, em 1850, época em que Porto Alegre não poderia ser considerada mais do que uma aldeia. Tratava-se, no entanto, da primeira ferraria e fundição que se tem notícia na capital, estabelecida na esquina da Rua Uruguai com a Praça Montevidéo, no coração de Porto Alegre.

Produziram ferros, sinos para igrejas, tachos de cobre e, durante a guerra do Paraguai, forneceram bocais, estribos e cornetas para o exército em operação. Neste período, parece ter se desenhado a vocação da empresa, que também passou a fazer reparos na frota naval da Marinha Brasileira.

Nas últimas décadas, estabeleceu-se como sociedade anônima, adotando o nome de Estaleiro Só S.A. Depois de já constituído como um estaleiro, produziu mais de 170 embarcações, cerca de 30 modelos de navios, entre eles ferry-boats, navios-tanque, baleeiras, rebocadores, iates e pesqueiros. Seu apogeu ocorreu durante a década de 70, do século XX. Neste período, chegou a contabilizar cerca de 3 mil funcionários.

Nos anos 80, a indústria sofreu um forte declínio, principalmente devido à falta de financiamentos. O Estaleiro Só iniciou, então, um processo de diversificação de suas atividades, abrindo uma divisão de metal-mecânica, destinada à fabricação e pré-montagem de caldeiraria pesada, semi-pesada e leve. Esta iniciativa, que chegou a dar uma sobrevida ao empreendimento, não foi suficiente para mantê-lo ativo nos anos que se seguiram.

A área com mais de 50 mil metros quadrados junto ao Guaíba, na zona Sul da capital, está abandonada desde 1995 após ser utilizada desde meados dos anos 50 para fins privados. Hoje, o que existe no local são as ruínas do Estaleiro, lixo e abandono.

Então alguém comprou a área em um leilão. E provocou a ira de pessoas que querem deixar tudo abandonado do que jeito que esta com o argumento de que irá privatizar a orla do Guaíba. Aquela parte da orla já é privada! É de propriedade de ratos, baratas, cobras e drogados. Sou totalmente favorável de que algo seja construído ali urgentemente. Os novos donos do local querem construir prédios comerciais e residenciais. Vai ficar muito legal. Bem melhor do que as áreas já utilizadas pela iniciativa privada (existem áreas junto ao Guaíba utilizadas pelos times do Grêmio e do Inter).

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

|A Grande Preocupação|

Incrível como as vezes encontro músicas que gostaria de ter feito. A música baixo está atualíssima e eu partilho do que é dito na letra. Para quem também gostar e quiser saber mais sobre o dono da música, acessa o site http://www.thiagocorrea.com.br/ que lá tu vai encontrar mais músicas e também versões de sucessos em ritmo de Samba Rock. Bem interessante.

 Thiago Correa - A Grande Preocupação


Composição: Thiago Correa

Hoje eu vou falar o que eu tenho percebido.
Mas sei quando acabar você já vai ter esquecido.
Por que a nossa memória cabe só o que interessa.
Tem Maria tem Glória, mas a ordem não é essa.

Tem a tal de violência, mas é só no seriado.
Tenho a alarme, grade e um pastor alemão.
Mas sinceramente voto em libertar os condenados
E mudar pra segurança da prisão

Li sobre um policial morto semana passada
Saiu a nota no jornal. A causa não revelada
Eu já nem me admiro porque sei da verdade
Morreu de tiro? Não. De honestidade.

Sua esposa é professora e tá aprendendo a lição
Já tá usando a vassoura em sua nova profissão
Ela não come todo dia, mas comprou televisão.
Viva as Casa Bahia
felicidade em prestação.

Policia desmonta um grande esquema de corrupção
Criança atingida por bala perdida na operação
Mas a Grande Preocupação
Foi que levou a táça da segunda divisão (Vai lá Timão)
Dinheiro roubado, imposto aumentado e a gente a cantar (Lalaiálaiá)
Mendigo encontrado intoxicado por lixo hospitalar
Mas a Grande Preocupação foi quem se virou nos 30 no domingo do Faustão. (No domingão)

Pele branca, grana preta, adolescente revoltado.
Se acha excluído por não ser discriminado
Sonha em fazer Dread, ser pobre e favelado.
Vende drogas, usa gírias, fala bem, melhor calado.

Enquanto acha bonitinho ser ladrão
Seu pai faz vasectomia e a mãe lipoaspiração
Mas povo alegre só enxerga a solução
A gente desce na boquinha da garrafa até o...

Brasileiro é alegre,
Brasileiro tem gingado.
A família toda espera que ele seja advogado
Na primeira oportunidade vai pro exterior
É o melhor dos manobristas, tem diploma de doutor.
Mas tu viu o noticiário que horror?
Dado Dolabela na carreira de cantor
Ronaldinho engordou e ainda está na seleção
Sandy e Júnior anunciam sua separação.

Nosso povo é bem tratado a pão e circo e novela
Eu acredito no senado, acredito em Cinderela.
Mas se o circo não tem dono é só leão que come?
Então tem pizza rolando enquanto o povo passa fome?

Hoje mesmo eu sonhei que era deputado
Terça e Quinta trabalhei, depois fiz feriado.
Suas regras decido, minhas leis eu mesmo invento.
Então tá bom, tá resolvido, vou me dar mais um aumento.

Quanta coisa acontecendo, ninguém sabe, ninguém viu.
Olha o Lula recebendo o Papa no Brasil
Meu cumpadi, meu amigo, venha
cá me dar um abraço.
Faça tudo o que digo, mas disfarça o que eu faço.

Quem transar de camisinha vai ouvir um sermão
Mas pra benzer um coroinha a gente abre uma exceção.
Então esquece o pecado, o Romário já fez mil.
Nesse país de Pelados o costureiro é o Clodovil.



Antes do fim:
Não gosto de horário de verão.

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

|Cabeleireiros|

A visita mensal ao cabelereiro para mim é um mal necessário. Não tenho o cabelo dos mais comportados e passado alguns milimetros da medida ideal, a juba já começa a ficar revoltada e a missão diária de pentear o cabelo fica dificultada. Sempre achei o ritual do corte de cabelo uma missão um tanto chata.

Cabelereiras, cabelereiros ou barbeiros. É sempre a mesma rotina com pequenas variações dependendo do local em que se vai ou do sexo do profissional.

Em salões em que as mulheres são as responsáveis pelos cortes, o assunto predominante são novelas ou fofocas das chamadas "celebridades". As revistas na sala de espera são: "Caras", "Contigo" ou "Minha novela". Sempre de três meses atrás.

Em cabelereiros masculinos os assuntos inevitáveis são futebol, política, mulher e tempo.  As revistas vão de "Sexy" a "VIP" não esquecendo do "Diário Gaucho". Mas o assunto que impera é futebol. Impossível ir cortar o cabelo e não falar da rodada do domingo do campeonato brasileiro. O assunto sempre começa com o cabeleireiro tentando nivelar o assunto com a tradicional frase: "E aí? Como foi o teu time?" Dependendo da resposta ele vai descobrir se o cara é gremista ou colorado. Se for do mesmo time o assunto engrena, se for de times adversários o assunto vira discussão ou acaba por ali. Para acabar o assunto vem a frase: "E esse tempo..."

Mas, só pra me fazer ficar surpreso, dias atrás fui realizar o ritual do corte de cabelo. Sentei no poltronão da salão e já fiquei aguardando as indagações sobre o tempo e o meu time quando, na primeira fala descobri que o profissional era castelhano. Seria pior ou melhor o papo do castelhano? Fiquei na espectativa aguardando o que viria.

O castelhano era chileno, já tinha morado na Argentina, no Uruguai e tinha pequenas passagens pela Europa. Veio para o Brasil a uns 10 anos mas mantém o sotaque porque as mulheres gostam. Morava no Rio de Janeiro e veio visitar o Forum Social Mundial em Porto Alegre e nunca mais saiu daqui. Apaixonou-se pela cidade. Conversamos sobre o desenvolvimento dos países do Mercosul, a busca por novas fontes de energias, a inércia do povo brasileiros frente a ineficiencia dos serviços públicos e sobre separatismo. um cabeleireiro diferente, com um papo acima da média dos outros. 

Para quem quiser conhecer, o Chileno corta cabelo na Rua Andrade Neves esquina com a General Câmara tem que perguntar pelo Chileno pois esqueci o nome dele e neste salão devem ter uns 20 cabeleireiros. 

Antes do Fim:

Suposto Alcaide
  • José Fogaça - demorou a dizer que seria candidato a reeleição tanto quanto demorou a fazer alguma coisa na cidade;
  • Manuela - acredito que o PPS vai cobrar por bancar a campanha de uma candidata do PC do B um partido que em Porto Alegre sempre foi sombra do PT e não teria como abraçar sozinho uma candidatura inevitávil. Casoo eleita pode não cumprir todo o mandato para se candidatar ao Governo do Estado;
  • Maria do Rosário - o melhor que o PT deveria ter feito era ter indicado o vice da Manuela;
  • Onyx - Não parece a vontade e tem propostas de difícil implantação. Não combina com a campanha e não tem nada a ver com o seu vice Mano Changes;
  • Marchezan - focou a campanha na saúde. É do partido da queimada governadora do Estado;
  • Carlos Gomes - quer um trem bala até a praia!!!;
  • Vera Guasso - quer fazer greve;
  • Luciana Genro - a mais esforçada. Alisou o cabelo, não esta gritando, esta sorrindo e aparentemente virou simpática. Acredito que é a que mais fez esforços para ser Prefeita. Votaria nela.

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

|O homem do Avesso|

Picava fumo meio sem jeito naquela hora sebruna;

Era um fumo dos buenos, amarelinho, “flor de tropa” do bolicho velho,

Era um homem dos buenos, bem gaúcho,“flor de tropa” de qualquer galpão.

 

Sua mão ainda ágil deslizava pelo cabo de uma faquinha sem marca,

Mas afiada feito língua de fofoqueira em dia depois de baile.

O fumo, estranha serpente inerte e contorcida, aos pouquinhos ia se

Transformando em um punhado de pequenos mundinhos, pedacinhos

E farelos de odores, sabores, desejos e prazeres ocultos

E a longo prazo de males bem conhecidos.

 

Cada mundinho de fumo parecia matutar:

“-Será palha ou Colomi?”

E o gaúcho nem aí...Dê-lhe faca e dê-lhe dedo!

Talvez picando seus medos nesse longo repetir.

 

Já era o terceiro naco picado assim a preceito,

Talvez abrindo caminho pra esfumacear o seu peito;

Pra fazer toda a fumaça se tornar nuvem no céu...

Mas todo o fumo rumava pra um saquinho de papel.

 

Não fumava, nem mesmo dos fabricados,

mas mesmo assim continuava a picar;”

“-Esse homem é do avesso, não dá pra se preocupar.”

Disseram uns companheiros...

“-Mas é um baita dum parceiro na hora de trabalhar.”

Já remendaram no ato com medo do pau pegar.

 

“-Do avesso é a vó torta!”, respondeu de relancina.

 

No mais ficou em silêncio por uns quilos de minutos,

Picando e picando fumo até outro naco ter fim.

 

Se vieram os companheiros,

Se vieram pra perguntar:

“-Porque picar tanto fumo

Se tu sequer vai fumar?”

“-Sanidade não tem preço...

Ou tu é mesmo do avesso

Ou então quer te mostrar.”

 

Ele respondeu no ato,

Como quem quer vale-quatro

Tendo na mão mais que um ás.

 

“-Ouvi no rádio umas coisas que me fizeram pensar...

Que me tiraram da caixa, me levaram de roldão

E que me deixam surpreso com tanta interrogação.”

 

“-Se tem faca que não corta,

Se tem luz que não clareia,

Se tem gênio que não pensa

E burro que não burreia.”

 

“-Se tem revólver que engasga,

Se tem galo que não briga;

Tem uns esbanjando bóia

E outros roncando a barriga.”

 

“-Me digam sem implicar...

O que é que tem demais picar fumo e não fumar?”

 

“-Se tem gente que se elege pra melhorar a nação

E se esquece do que disse logo depois da eleição;

Se tem pastor que arrecada pra distribuir aos irmãos

E quer sair do país com os pilas no culhão.”

 

“-Se tem polícia mal paga pra cumprir sua função

E por vez desconta a mágoa no couro do cidadão.”

 

“-Se o povo em vez de viver tem desviada a atenção

Porque só sai no jornal mensalinho e mensalão;

Se até no futebol tem juiz que é mesmo ladrão...”

 

“-Me digam sem implicar...

O que é que tem demais picar fumo e não fumar?”

 

“-Se tem ciclone em Torres, tornado em Muitos Capões,

Se o mundo todo desaba com ondas e furacões.

Se isso é fruto de uma espécie que planta devastação,

Suga a terra, cansa o ar e no final lava as mãos...”

 

“-Me digam sem implicar...

O que é que tem demais picar fumo e não fumar?”

 

“-Oigalê, bicho daninho!

Do avesso tá mesmo o mundo...

Eu tô aqui, picando fumo,

Bem quieto no meu cantinho!”


Antes do fim

É. As coisas são assim...


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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

|Olimpíadas|

O Brasil enviou para os Jugos na China uma delegação de 469 integrantes, sendo que destes somente 277 são atletas. Mais de 40% da delegação não é de atletas. O que fazem não atletas em uma olimpíada?

Na Olimpíada de Atenas em 2004, foram competir pelo Brasil 247 atletas. A delegação trouxe de volta apenas 10 medalhas. O Brasil participa de Jogos Olímpicos desde 1920 e ao todo já trouxe 76 medalhas, apenas 17 de ouro.

Os Americanos ao todo, na história dos Jogos já conquistaram 2177 medalhas, sendo 891 de ouro.
Até mesmo os pobres Cubanos, que sempre sofreram tanto nas mãos do Fidel já ganharam 164 medalhas e somente 100 destas não foram de ouro.

Pra que ir uma delegação tão grande de brasileiros para concorrer em coisas que nem temos chance de ganhar. Porque não enviar somente os atletas que realmente tem chance de ganhar alguma coisa. Acho vergonhoso vibrar um décimo lugar ou comemorar mais um bronze para o Brasil.

Existem os que reclamam de que não existe apoio financeiro do governo para os esportes olímpicos. E eu pergunto: existe comprometimento com um bom resultado? Você que tem um dinheirinho sobrando investiria em quem se contenta em estar participando dos maiores Jogos Olímpicos da história? Colocaria a marca de sua empresa na camiseta em quem fica feliz em ganhar uma medalha de bronze? Eu não.

Antes do fim:

Rockixe
Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho

Vê se me entende, olha o meu sapato novo
Minha calça colorida o meu novo way of life
Eu tô tão lindo porém bem mais perigoso
Aprendi a ficar quieto e começar tudo de novo

O que eu quero, eu vou conseguir
O que eu quero, eu vou conseguir
Pois quando eu quero todos querem
Quando eu quero todo mundo pede mais
E pede bis

Eu tinha medo do seu medo do que eu faço
Medo de cair no laço que você preparou
Eu tinha medo de ter que dormir mais cedo
numa cama que eu não gosto só porque você mandou...

Você é forte mais eu sou muito mais lindo
O meu cinto cintilante, a minha bota, o meu boné
Não tenho pressa, tenho muita paciência
Na esquina da falência que eu te pego pelo pé

Olha o meu charme, minha túnica, meu terno
Eu sou o anjo do inferno que chegou pra lhe buscar
Eu vim de longe, vim d´uma metamorfose
Numa nuvem de poeira que pintou pra lhe pegar

Você é forte, faz o que deseja e quer
Mas se assusta com o que eu faço, isso eu já posso ver
E foi com isso justamente que eu vi
Maravilhoso, eu aprendi que eu sou mais forte que você

O que eu quero, eu vou conseguir
O que eu quero, eu vou conseguir
Pois quando eu quero todos querem
Quando eu quero todo mundo pede mais
E pede bis, e pede mais...
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

|As Maravilhas|

O jornalista José Luíz Prévidi, através do seu site http://www.palegre.com/ promoveu uma eleição para escolher as 7 Maravilhas de Porto Alegre. As eleitas, em ordem de colocação foram as seguintes:

  1. Mercado Público;
  2. Rua da Praia;
  3. Guaíba/Pôr-do-Sol;
  4. Usina do Gasômetro;
  5. Parque da Redenção;
  6. Estátua do Laçador;
  7. Catedral Metropolitana.

Eu participei da eleição indicando o meu voto a favor do não eleito Santuário de Nossa Senhora Madre de Deus, situado no alto do Morro Teresópolis, onde é possível ter uma das mais belas vistas de Porto Alegre. Gostei dos eleitos. Não saberia qual tirar para colocar o meu escolhido.

Antes do fim:
O site Palegre começa, em setembro, nova votação para eleger as 7 Delícias de Porto Alegre. Segue abaixo as 7 delícias que eu lembrei agora sem ordem de preferência:

  • Qualquer prato de massa do Copacabana;
  • Pizza a moda da casa da Pizzaria Barão;
  • Cachorro-quente do Bigode;
  • Batata Frita aos 4 Queijos do Cavanhas;
  • Pastel Portuquesa do Cenoura Pasteis;
  • Polenta com queijo do Bar do Beto;
  • Sorvete de banana da Sorveteria Jóia.
17545

terça-feira, 22 de julho de 2008

|Tudo Muda o Tempo Inteiro|

Acredito que toda a polêmica em torno da intolerância à combinação de álcool e direção é uma questão cultural. Eu acho a coisa mais normal do mundo fazer tudo sem beber. Não vejo nenhuma necessidade de ter que tomar vinho pra comer massa, tomar cerveja para dançar ou beber whisky pra esquecer. Sempre fiz tudo de bom sem beber e acredito que até aproveitei mais do que quem bebe. Enfim, torço para que a lei continue em vigor e as estatísticas que mostram a diminuição dos acidentes sejam cada vez mais divulgadas.

Na contramão disso, fico preocupado com as mulheres feias. Essas se valiam do álcool na cabeça dos homens para conseguir ficar com alguém interessante. Da mesma forma, aqueles que davam a desculpa de que estavam bêbados e não se responsabilizam pelos atos, terão que arrumar outra desculpa.

Porque somente boas bandas acabam ou dão um tempo?

Nesta semana mais uma banda legal anunciou que vai dar um tempo. É a Engenheiros do Hawaii. Segue abaixo mensagem deixada no site da banda:

"Os Engenheiros do Hawaii vão sair da estrada por um tempo. Quanto tempo? Não sei. Talvez voltemos para comemorar os 25 anos, dia 11 de janeiro de 2010... Talvez um pouco antes ou muito depois. Sempre fomos uma banda silenciosa, estou curioso pra "verouvir" como vão soar as músicas e discos com este silêncio radicalizado. Novidades, neste site. Cuidem-se! Tu-di-bom!!!! HG".

E foi assim com a Ultraman, com o Ira!, com a Los Hermanos, com os Cascaveletes, com a TNT e por aí vai. Enquanto isso proliferam-se os Bondes disso e daquilo, os MC's e as duplas sertanojos.

Mais um ano de eleições. Mais um ano de coisas funcionando nas prefeituras. A minha rua já foi consertada. As ruas de Porto Alegre estão sendo melhor sinalizadas. Os prefeitos estão nas ruas ouvindo a população. Aquele vizinho estranho é candidato a vereador e te cumprimentou. Soluções mirabolantes serão encontradas para resolver os mais incríveis problemas. Ano que vem tudo estará igual. Sei lá, perdi a brilho dos olhos com esta história de eleições.

Antes do fim:

Nas grandes cidades de um país tão irreal

Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal

Levamos uma vida que não nos leva a nada

Levamos muito tempo pra descobrir

Que não é por aí... não é por nada não

Não, não pode ser... é claro que não é, será?

Engenheiros do Hawaii

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