terça-feira, 29 de maio de 2018

Jogador Nº1

Se você não foi um jovem nos anos 80 e 90 não vá assistir ao filme Jogador Nº1. Ele é feito para quem viveu nessa época. Quem não viveu não vai entender nada. Não vai captar tudo o que é jogado na tela com a maestria de Steven Spielberg. Aliás, não é a toa que este é o diretor com mais filme na lista de 100 melhores filmes de todos os tempos. O cara sabe fazer filme para agradar quem assiste.

O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome de Ernest Cline. A história acontece numa Terra do futuro onde as pessoas desistiram de fazer as coisas. Por isso, vivem num espaço virtual chamado Oasis. Tudo começa quando o fundador do jogo morre e deixa sua propriedade para a primeira pessoa que encontrar alguns easter eggs que serão descobertos resolvendo enigmas. A descoberta da solução desses enigmas é necessária para encontrar três chaves. Aquele que tiver as três chaves será o novo dono do jogo. Uma megacorporação tem interesse em ser dona do Oasis para dominar o mercado de espaços virtuais e trava uma grande corrida com alguns jovens para achar as chaves.

Vários personagens de outros filmes aparecem. Tem uma sequencia ótima ambientada dentro do clássico de terror O Iluminado. Gigante de Ferro, Robocop, Lara Croft e a De Lorean são alguns dos personagens. O tempo inteiro tem referencias a muitos filmes e jogos.

Eu adorei.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Boa Sorte

Sou um cara cético. Não costumo acreditar em nada que eu não veja. Tenho dificuldade para compreender coisas que não são explicadas cientificamente. Fiquei muito feliz quando na escola me foi apresentado o método cientifico. Observação, hipótese, lei e teoria. Tudo precisa passar por essas etapas para que eu acredite.

Dito isso, não acredito em sorte. Sorte, segundo o o Sr. Google é uma Força sem propósito, imprevisível e incontrolável, que modela eventos de forma favorável ou não para determinado indivíduo, grupo ou causa.

Segundo meu entendimento, nada pode ser sem propósito, imprevisível ou incontrolável. Talvez eu não consiga explicar tudo o que acontece no universo. Seria uma loucura de minha parte pensar que eu poderia. Mas alguém deve ter a explicação para as coisas que eu não tenho. Aquilo que não tem explicação não existe.

Acredito que trilhamos nosso caminho. Nem sempre conseguimos fazer do jeito que imaginamos. Tudo é tática. Não esquecendo que nossa tática vai se defrontar com a tática dos outros e as vezes, o outro sai vitorioso. Mas tudo é resultado de nossas escolhas. Qualquer coisa diferente disso é desculpa. Segundo meu entendimento.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Estréia

Querido blog!

Finalmente chegou meu dia. Pela primeira vez na história desse país, não sirvo mais para trabalhar em uma empresa. Meu trabalho não foi considerado bom para trabalhar num lugar. Logo eu que sempre tomei a frente e sempre que algo me incomodava pedia para sair. Dessa vez a incomodada foi a empresa. Acontece. Um dia ia acontecer. Assim como um dia vou cair de moto.

Demissão e cair de moto são coisas que acontecem com quem trabalha e com quem anda de moto. Não ficarei parado em casa com a boca escancarada e cheia de dentes. Já tenho outro trabalho em outro lugar.

Não coloque todos os ovos na mesma cesta. #ficaadica

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Parábola da demissão da formiga desmotivada

Havia uma formiga que todos os dias chegava cedo em seu trabalho e fazia tudo com dedicação e excelência. Ela era produtiva e feliz!

Como a formiga era muito dedicada, trabalhava por conta própria. Um dia, o gerente marimbondo percebeu que a formiga estava trabalhando sem supervisão e teve um pensamento: “se ela era tão produtiva sem supervisão, imagina então se fosse supervisionada!”

Então, colocou uma barata como sua supervisora. Essa barata era muito experiente e competente, seus relatórios eram impecáveis!

Em sua nova função, a primeira medida que a barata tomou foi padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Depois, chamou uma secretária para ajudá-la a montar os relatórios e chamou uma aranha para organizar os documentos e atender o telefone.

O gerente marimbondo se encantou com o trabalho de qualidade realizado pela barata, e também pediu gráficos com assuntos debatidos em reuniões. Para cumprir melhor sua função, a barata contratou uma mosca e comprou mais equipamentos.

A formiga, que antes era produtiva e muito feliz em seu trabalho, começou a se sentir reprimida em meio a tantos papéis, aparelhos e reuniões.

Com toda a evolução daquele departamento, o marimbondo sentiu que era o momento de contratar um gestor para a área onde a formiga trabalhava.

A escolhida para o cargo foi uma cigarra, que muito exigente mandou emperiquitar sua sala.

Não demorou muito para que a nova gestora precisasse de equipamentos pessoais de trabalho e de uma assistente, foi escolhida a pulga que já tinha trabalhado com ela anteriormente. Juntas, elas elaboram uma estratégia de melhorias para o departamento e um controle de orçamento para a área onde a formiga trabalhava, formiga essa que a cada dia ficava mais triste e desmotivada; nem cantar mais, ela cantava!

A gestora cigarra conversou com o gerente marimbondo para lhe mostrar que precisavam investir em uma pesquisa de clima. O marimbondo concordou, mas ao analisar as finanças, percebeu que a unidade onde a formiga trabalhava não estava mais rendendo como antigamente, e por esse motivo, contratou a coruja, que era uma consultora muito reconhecida e famosa, para fazer um diagnóstico da situação.

A coruja trabalhou nesse diagnóstico por três meses, e em seu extenso relatório de conclusão, ela afirmou que tinha muita gente na empresa.

Chegou a hora de demitir alguém da empresa, e adivinha quem foi a escolhida? A formiga, óbvio, porque ela tinha mudado muito de um tempo para cá, andava desmotivada e não conseguia acompanhar o ritmo da empresa.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Vasectomia

Passados 10 meses do nascimento do Guillermo, chegou o momento de encerrar minhas atividades de reprodutor da espécie. Decidi por fazer uma vasectomia. O processo não é tão simples como eu acho que deveria ser. Acredito que deveria ser incentivadas ações de pessoas que não querem ter filhos, no entanto, existem empecilhos.
1º Passo: escolher um urologista. Eu escolhi o urologista pela internet. O critério que eu utilizei era o de realizar o procedimento coberto pela Unimed. O escolhido foi o médico João Pedro Telles.
2º Passo: na primeira consulta o médico explica como funciona todo o procedimento, riscos, dificuldade de reversão, benefícios e sobre a necessidade de ser uma decisão do casal. É necessário levar os documentos para consentimento da esposa, reunir documentos da família e levar na Unimed para autorização.
3º Passo: entrega da documentação na Unimed. Todos os documentos reunidos deverão ser apresentados para autorização do procedimento. A Unimed demora 60 dias para dar o retorno tendo em vista a possível mudança da decisão.
4º Passo: Passados os 60 dias e efetivada a autorização, é necessário comparecer novamente na Unimed para revalidar a documentação.
5º Passo: reconsulta com o médico para ultimas informações e marcação da data do procedimento.
6º Passo: Dia da cirurgia. Necessidade de depilação e jejum de 12 horas.

Como acontece:
Fui recebido no hospital Ernesto Dorneles para realização do procedimento. Após uma breve espera fui encaminhado para a sala de preparação. Nesta sala retirei toda a roupa e coloquei aquelas roupas de hospital que só cobrem a parte da frente do corpo. Deita na maca.
Fui levado a área de cirurgia. Mais uma pequena espera. Fui finalmente posicionado na sala de cirurgia. Médico, anestesista e enfermeiras já estavam a minha espera.
Troquei de maca. Fiquei nú. O médico lavou todas as partes que ia usar com um líquido gelado. Encolhei o bichinho que já estava bem tímido.
O anestesista puxou o meu braço esquerdo e ali foi criado o acesso para a anestesia. O braço direito foi estendido para o outro lado e ali seria monitorada a minha pressão arterial. Assim fiquei: nú, com os braços abertos.
Recebi alguma coisa que me sedou. A anestesia foi somente local. Acordei quase 1 hora depois com tudo já pronto. Pelo menos estava coberto com um lençol.

Fui levado para uma sala de recuperação. Todo mundo que passava levantava o lençol e dava uma olhadinha. Nem perguntavam se podia. Chegavam já olhando. Achei estranho.

A cirurgia iniciou às 11 e antes do meio dia já estava finalizada. Saí do hospital às 14:30 com muita fome, dois curativos no saco e sem dor nenhuma.

No dia seguinte a coisa ficou um pouco desconfortável. Como não trabalhei, fiquei só no repouso. No segundo dia saí de casa para trabalhar. Peguei transporte coletivo já que moto era desaconselhado. Aí comecei a sentir dores. Parece a dor de chute no saco. Só que não passa. O lado esquerdo dói mais. Não sei o motivo. o médico pediu que eu não realizasse esforço por 10 dias pelo menos.

Ainda não testei nada.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pai

Ontem foi dia determinado pelo comércio para ser o dia dos pais. Acho muito justo que se tenha uma data fixada para comemorar e ganhar presentes. Justo para a economia.

Agora sou pai. Me acho pai. Tento me comportar como pai. Não sei se estou indo bem. O Guillermo tem só 5 meses e não me deu nenhum feedback. A não ser alguns sorrisos e choros. Acho que por enquanto essa é a uma das duas formas de comunicação que eu entendo. Ele sorri quando esta satisfeito e chora quando quer alguma coisa. Acho que ele sorri mais que chora. Não devo estar indo tão mal.

Assim como alguns filhos só lembram que tem pais nesta data programada, alguns pais por sua vez só lembram que tem filhos neste dia de ganhar presentes. Ou no dia de pagar a pensão.

Estou tentando ser um pai presente. Um pai participativo. Ser pai não é exatamente uma coisa que eu queria. Eu queria ser mochileiro. Estou fazendo o que posso para estar presente. Faço o possível para estar junto. Deixo de fazer outras coisas para brincar com o bebê. Me importo. Me preocupo. Tento ensinar. Não sei quando devo fazer cada coisa. Não sei a medida de cada coisa que precisa ser feita.

Fico bem preocupado com o futuro do Guillermo. Não sei se tudo o que é feito e tudo o que vai ser feito será a coisa certa a ser feita. Não sei se ele será uma criança chata. Não sei se ele será uma criança mal criada. Não sei se será inteligente. Fico preocupado se ele não terá uma doença grave e sem cura. Fico preocupado se ele não vai sofrer um acidente e ter sequelas.

Fico feliz quando ele sorri. Fico contente quando ele faz alguma coisa que tento ensinar. Fico emocionado quando ele me encara de forma fraternal. Quando ele me encara sinto um peso enorme da responsabilidade. Aquele olhar parece dizer que tudo o que ele for no futuro é reflexo daquilo que sou hoje com ele.

Ser pai deve ser isso mesmo. Sentir o peso da responsabilidade.

sábado, 25 de março de 2017

Nesceu chorando no Moinhos de Vento

Meu último texto foi em início de fevereiro. Incrível como a vida acontece tão rapidamente. De fevereiro pra cá algumas coisas interessantes aconteceram. Nasceu o Guillermo! Retornei a atividades escoteiras, passei pelo contrato de experiência no meu novo trabalho. Tudo indo muito bem.

Guillermo nasceu no hospital Moinhos de Vento no dia 02 de março por volta das 19 horas de cesariana. Eu acompanhei todo o processo. As coisas tem sido bastante intensas nesses primeiros dias de paternidade. Confesso que ainda me sinto incomodado com o novo habitante da casa. Os choros incomodam, a falta de horário para comer, cagar e essas poucas coisas que fazem um bebê ainda me desorientam. Ele esta com saúde e parece que eu e a Aline estamos tendo sucesso nesse projeto.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Mudando ares

Então já se passaram várias semanas e muitas coisas aconteceram.
Resolvi trocar de trabalho.
Já não estava motivado para realizar minhas atividades.
Desde final de dezembro estou em um novo desafio. Uma mudança radical.

"Não é sobre tudo que o seu dinheiro
É capaz de comprar
E sim sobre cada momento
Sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr
Contra o tempo pra ter sempre mais Porque quando menos se espera
A vida já ficou pra trás"

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Passou e tu não viu



Não existe mais ninguém que lembre do aniversário de alguém sem as redes sociais.

Assim como já ocorre a 37 anos, no dia 5 de novembro, sábado, foi meu aniversário. Antecipadamente eu havia retirado a visualização e o aviso da data na minha página no Facebook. Resultado: recebi raríssimas felicitações. Por telefone foram somente meus pais. Por WhatsApp recebi de algumas pessoas que viram no Skype ou no LinkedIn. Não dá para encher uma mão as felicitações espontâneas que recebi.

Não fiz nenhum tipo de festinha. Seja churrasco, janta, almoço ou qualquer tipo de celebração com convidados. Resultado: sem presentes. Somente da esposa. Algo útil e que eu estava precisando.

Minha conclusão: vivemos uma falsa ilusão de que redes sociais podem aproximar pessoas. Somos incentivados pela própria rede a uma aproximação. Sem esse empurrãozinho quem lembra de alguém? Quantas felicitações sinceras recebemos sem a rede social? No meu caso, menos de cinco.

Realmente não sou muito adepto de grandes comemorações de aniversário. Nesta data, já que não fui muito requisitado, aproveitei para tirar um dia sabático. Sem ligar computador, da cama para o sofá e de volta para a cama. Comprei um jornal de papel (fazia tempo que não comprava um jornal), assisti a coisas legais na TV, procurei não atrair problemas, procurei evitar a fadiga. De repente, o dia do meu aniversário acabou. Assim, sem grande aviso, sem evento no Facebook. Sem ser trend topic.

Necessário, somente o necessário. O extraordinário é demais.

sábado, 15 de outubro de 2016

Atendimento Master?

Este é mais um relato de serviço mal realizado de uma central de atendimento telefonico.

Estava em casa no sábado, final de tarde, sem ter nada de legal para fazer. Fui buscar as correspondências. Dentre os inúmeros panfletos de propaganda uma carta de cobrança do banco Santander. Já é o segundo mês que recebo tal correspondência. Não tenho cartão de crédito Santander. Já tive, venceu a validade, não tive interesse em renovar. Quando venceu o antigo, entrei em contato, comuniquei que não tinha interesse em ter um novo e o atendente me disse que "tudo bem". Nunca recebi um cartão novo. Nunca me preocupei com isso. Não sei de dívidas do antigo cartão.

Então recebo pelo segundo mês uma carta de cobrança com informações para que eu entrasse em contato com a central.
Entrei em contato. Opção 3, informa CPF, opção 3 novamente, aguarda. Alguém atende. Pede nome e data de nascimento. Informo. Pede o número do cartão. Informo que não tenho cartão e conto pela 1° vez a história que originou a ligação, falo que estão cobrando uma dívida que não fiz de um cartão que não tenho. O atendente 1 diz que nesse caso ele não pode me ajudar. Que só pode negociar o pagamento comigo e que não tem informações sobre a dívida ou sobre o cartão. Só tem o valor para ser cobrado. Me fornece um número para que eu entre em contato com outra central.

Entro em contato com a outra central através do número que o atendente me deu. Uma gravação informa que aquele não é um número correto e que devo ligar para outro.

Ligo para o terceiro número. Informo CPF, opção sei lá e outra opção não sei qual. Sou atendido pelo atendente 2. Pede nome e data de nascimento. Explico pela 2° vez tudo que já havia explicado para o atendente 1. Ele escuta atentamente e diz que preciso falar com outra central. Diz que vai passar a ligação e antes que eu possa argumentar alguma coisa já estou escutando uma musiquinha chata. Sou atendido pela atendente 3. Novamente preciso informar nome e data de nascimento. Esta pede também o CPF. Explico tudo pela 3° vez. Ela pede para aguardar e antes que eu possa dizer alguma coisa já estou sozinho na ligação. Após alguns minutos a ligação cai.

Ligo novamente para aquele terceiro número. Informo CPF, opção não sei qual e outra opção sei lá. Sou atendido pelo atendente 4. Pede nome e data de nascimento. Explico pela 4° vez tudo que já havia explicado para o atendente 1, 2 e 3. Ele também escuta atentamente e também diz que preciso falar com outra central. Passa a ligação e sem que eu possa argumentar alguma coisa estou num silêncio de passagem de ligação. Já estou irritado.

Sou atendido pela atendente 5. Novamente me é solicitado nome, data de nascimento e CPF. Resisto em fornecer novamente as informações. Estou sem paciência. Não adianta, sou obrigado a fornecer os dados. Sem eles não é possível visualizar meu cadastro. Contrariado forneço. Explico tudo pela 4° vez. A explicação é cada vez mais aflita e nervosa. Ele pede para aguardar. Retorna e me diz que no caso em questão devo me dirigir a alguma agencia e falar com o gerente

Update
Fui na agência. Falei com uma gerente. Expliquei tudo mais uma vez. A gerente verificou a situação no computador. Concluiu que era uma anuidade de uma cartão que eu não desbloqueei e não usei.  Disse que não poderia fazer mais nada. Me indicou um numero para ligar.

Liguei da agência mesmo. Fui atendido pela atendente 6 (sem contar a gerente). Novamente me é solicitado nome, data de nascimento e CPF. Informo tudo direitinho. Explico tudo pela 6° vez (contei a vez que expliquei para a gerente como a 5º). Ele pede para aguardar. Aguardo. Sou passado para outra área de atendimento. Outro atendente (o numero 7) escuta tudo o que eu tenho para falar. Após minha explicação diz que no caso em questão devo me dirigir a alguma agencia e falar com o gerente.

Fui embora.