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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

|Dos a Deux|


Sem nenhuma palavra... ?
É povrável.
Ah! desculpe, PROVÁVEL. Dois homens... duas solidões perdidas na espera... São dois seres infantis que se abrigam em peles adultas, se protegendo um ao outro, se protegendo um do outro, tentando se divertir para renunciar à realidade.

Eles usam chapéus moles demais para serem honestos. Os pés traçam viagens improvisadas como se fossem camundongos amedrontados. As silhuetas se desenham abrigadas sob um arco de solidão, e se desarticulam em torno de uma fatia de pão. Os olhos escapam do sono do justo. Os corpos os fazem, homem, irmão, amigo, inimigo, mestre, escravo,... Eles se chocam, se irritam, se embaraçam, se portam, se suportam,... para dar a impressão de que o tempo passa...

Eles podem tentar de tudo, pegos na armadilha, estão condenados à ficar ali, portanto não ha nada à fazer, além de esperar, neste espaço.

Antes do Fim:

Nada que eu fosse escrever seria tão autêntico e bonito quanto ao texto acima que encontrei no site do Grupo Francês Dos a Deux. Eu e a Aline tivemos o privilégio de estar na platéia assistindo a esta peça, encenada junto às comemorações dos 150 anos do Theatro São Pedro como convidados da rádio Bandnews. Para mais fotos e informações acesse: http://www.dosadeux.com/

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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

|Eventos|

O ruim de ficar um tempão sem escrever nada é que fica um monte de assunto pendente. Fica difícil saber por onde começar e lembrar de tudo, ainda mais que eu fiz algumas coisas bem legais.

Paulinho Moska e Kevin Johansen
Moska era do conjunto Inimigos do Rei (tem que ter mais de 25 anos para lembrar) e Johanstein é um Argentino, criado no Alaska, que viveu em Nova York e faz música com bastante influência brasileira. Os dois formam um belo dueto de violão e voz. Músicas penetrantes em português e espanhol. Os dois têm um ótimo carisma e senso de humor. E o show ainda foi por conta da Bandnews FM.

Tributo ao Tim Maia
Evento de lançamento do livro Tudo ou Nada de autoria do Nelson Mota com um belo show da banda Tributo a Tim Maia. O vocalista da banda, Jorjão (já tocou com um monte de banda de Porto Alegre), é muito parecido com o Tim. Tocaram vários sucessos do Tim. Foi um show emocionante tinha bebida, comida, manobrista e era de graça.

Meu nome não é Johnny
Devido a propaganda feita, esperava mais do filme. Achei uma mistura de coisas que deram certo no cinema nacional. Tem um pouco de Cazuza, um pouco de Carandiru, um pouco de Tropa de Elite. O tão elogiado Selton Melo não esta muito diferente de outros papéis já feitos, tem um pouco de cada personagem já encarnado por ele. Vai fazer sucesso na Tela Quente.

Entre Tapas e Beijos
Peça teatral participante do projeto Porto Verão Alegre. Interessante por ser uma apresentação muda. Mostra o que acontece a um casal depois de um final de relacionamento causado por uma desastrosa noite no motel. A montagem tem uma boa trilha sonora para acompanhar os gestos dos atores. Mais uma cortesia da Bandnews FM.

Antes do fim:

O melhor Cachorro-quente de Porto Alegre ainda é o Cachorro do Bigode, o melhor suco é da Lancheria do Parque, o melhor sorvete é o da Sorveteria Jóia. E como é bom ficar até altas horas falando besteira, comendo, bebendo Coca-cola gorda, cantando e tocando violão com boas pessoas.



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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

|Bebês|

Já faz um tempo que eu estava com este texto na manga para publicar e finalmente chegou a hora. Ele foi retirado do jornal Zero Hora hoje, eu achei super bacana o texto do cronista David Coimbra e assino embaixo. Afinal daqui a alguns meses vou ser titio e terei algumas festinhas pra ir.


Magrela é como chamo a Mariana Bertolucci, aqui do Segundo Caderno. Dias atrás, a filhinha dela, Antônia, completou um ano. Não pude ir à festa, tinha Feira do Livro, Café TVCOM e tal. Aí, no outro dia, a Magrela ralhou comigo:

Não foi, pelintra!

Fiquei chateado, pensando que a Antônia pode ter sentido minha falta e tudo mais, até que lembrei: ela estava fazendo um ano, pô!
Nem sabe que está de aniversário. Só que é impossível usar esse tipo de argumento com pais de nenês. Há muitos deles, aqui na Redação. A todo momento um diz:

- Já viu o meu bebê? Tens que ir lá em casa, ver o bebê.

Por que nunca ninguém aparece e me convida:

- Já viu minha prima? Precisa ver minha prima. Ela tem 19 anos, está voltando da praia agora. Bronzeadinha. Foi miss, inclusive. Ela passa o dia na piscina lá de casa, com aquele biquíni do tamanho de uma fatia de pizza onde não cabe meio tomate. Às vezes faz topless. Uma lindeza, minha prima. Vai lá em casa, ver a minha prima.

Mas, não. Para isso, ninguém me convida. Só me convidam para ver nenês e, se não vou, ficam brabos. Não é mesmo um Estado de intolerâncias?


Antes do Fim:
Eu e a Aline assistimos a peça Hamlet Sincrético a uns dias atrás e não cheguei a comentar aqui. Vale muito a pena assistir, a peça é bem fiel ao texto de Shakespiere mesmo sendo ambientado em um cenário de cultura afro-brasileira. Abre a cabeça e vai quando voltar a cartaz.