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Terça-feira, 22 de Julho de 2008

|Tudo Muda o Tempo Inteiro|

Acredito que toda a polêmica em torno da intolerância à combinação de álcool e direção é uma questão cultural. Eu acho a coisa mais normal do mundo fazer tudo sem beber. Não vejo nenhuma necessidade de ter que tomar vinho pra comer massa, tomar cerveja para dançar ou beber whisky pra esquecer. Sempre fiz tudo de bom sem beber e acredito que até aproveitei mais do que quem bebe. Enfim, torço para que a lei continue em vigor e as estatísticas que mostram a diminuição dos acidentes sejam cada vez mais divulgadas.

Na contramão disso, fico preocupado com as mulheres feias. Essas se valiam do álcool na cabeça dos homens para conseguir ficar com alguém interessante. Da mesma forma, aqueles que davam a desculpa de que estavam bêbados e não se responsabilizam pelos atos, terão que arrumar outra desculpa.

Porque somente boas bandas acabam ou dão um tempo?

Nesta semana mais uma banda legal anunciou que vai dar um tempo. É a Engenheiros do Hawaii. Segue abaixo mensagem deixada no site da banda:

"Os Engenheiros do Hawaii vão sair da estrada por um tempo. Quanto tempo? Não sei. Talvez voltemos para comemorar os 25 anos, dia 11 de janeiro de 2010... Talvez um pouco antes ou muito depois. Sempre fomos uma banda silenciosa, estou curioso pra "verouvir" como vão soar as músicas e discos com este silêncio radicalizado. Novidades, neste site. Cuidem-se! Tu-di-bom!!!! HG".

E foi assim com a Ultraman, com o Ira!, com a Los Hermanos, com os Cascaveletes, com a TNT e por aí vai. Enquanto isso proliferam-se os Bondes disso e daquilo, os MC's e as duplas sertanojos.

Mais um ano de eleições. Mais um ano de coisas funcionando nas prefeituras. A minha rua já foi consertada. As ruas de Porto Alegre estão sendo melhor sinalizadas. Os prefeitos estão nas ruas ouvindo a população. Aquele vizinho estranho é candidato a vereador e te cumprimentou. Soluções mirabolantes serão encontradas para resolver os mais incríveis problemas. Ano que vem tudo estará igual. Sei lá, perdi a brilho dos olhos com esta história de eleições.

Antes do fim:

Nas grandes cidades de um país tão irreal

Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal

Levamos uma vida que não nos leva a nada

Levamos muito tempo pra descobrir

Que não é por aí... não é por nada não

Não, não pode ser... é claro que não é, será?

Engenheiros do Hawaii

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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

|Bem certinho!|

"Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana."

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin

1814-1876

Filósofo anarquista

Antes do fim:

Leiam:

www.previdi.com.br

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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

|Pornografia Musical|

Falam e reclamam das músicas em ritmo de funk. Mas tem alguns heróis da MPB com umas músicas com triplo sentido. Só porque não tem dancinha pornô ninguém reclama.

O Djavam é um frustrado. Não teve jeito de a guria querer dar pra ele. Também pudera, querendo o Dragão do São Jorge emprestado... Que argmento fraquinho esse do Djavan.

SE
Composição: Djavan
Você disse
Que não sabe "se não"
Mas também
Não tem certeza que "sim"...

Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe
Que eu só penso em você
Você diz
Que vive pensando em mim...

Pode ser
Se é assim
Você tem que largar
A mão do "não"
Soltar essa louca
Arder de paixão
Não há como doer
Prá decidir
Só dizer "sim" ou "não"
Mas você adora um "se"...

Eu levo a sério
Mas você disfarça
Você me diz à beça
E eu nessa de horror
E me remete ao frio
Que vem lá do sul
Insiste em "zero" a "zero"
Eu quero "um" a "um"...

Sei lá, o que te dá
Não quer meu calor
São Jorge, por favor
Me empresta o dragão
Dragão!
Mais fácil aprender
Japonês em braile
Do que você decidir
Se dá ou não...
Já o Sr. Nando Reis é um prevertido. Se o Djavan tivesse a atitudo do Nando teria tido sucesso. A letra abaixo é uma das mais bizarras que já vi. É sexo explícito.

MONÓICO
Composição: Nando Reis
Aparte aquilo que a gente quer
Eu sou um homem, você é uma mulher
Se estou com fome você me traz uma colher
E eu me alimento

Mas na verdade isso tanto faz
Sou só metade se você é meu par
Eu só queria com você me casar
E você me completa

Eu sou um antúrio, você é um ibísco
Eu quero tudo e sempre tudo coloco em risco
E num mergulho eu acho que sou seu marido
E eu me afogo

Sinto seu dedo mas não vejo a sua mão
Não sinto medo quando estou deitado olhando pro chão
E o meu relevo ofereço pra sua visão
E você me afaga

Quero que sua lingua lamba o meu corpo nú
E que o meu sexo te dê todo o céu azul
Nas suas pernas se encrava o tesouro do meu baú
E eu te abuso

Me dê seu leite como meu licor
Me dê seus peitos cheios de amor
Me dê um beijo sem nenhum pudor
E você me penetra

Raspe meu sal como um animal
Use sua boca me faça seu fio dental
Solte meu cinto, dou seu guia e farol
E eu te ilumino

Diga seu nome que eu revelo minha identidade
Mate minha fome que eu farei tuas vontades
Uma esfinge cercada por três piramides
E Você me enterra

Sou sua sombra, seu espelho, sua ilusão
Você é meu leito, minha onda, minha missão
Não temos tempo precisamos de solução
E quem é que espera?

Temos dois lados, pois temos frente e verso
Me queira inteiro assim te imploro e peço
Sou mais que o avesso sou seu fogo seu forro seu ferro
E eu te engulo

Eu sou um homem você é uma mulher
Você me come porque eu quero ser sua mulher
E eu quero o homem que come essa mulher
Será que você me entende?

E finalmente restaremos só osso e pó
Sejamos homens, mulheres, qualquer um de nós
E Fatalmente terminaremos sós
Mas você: a quem pertence?

Você pertence à você.


Vai dizer que as letras de funk não são ingênuas?

Antes do fim:

Não confundir Capitão de fragata com cafetão de gravata.
Não confundir espingarda de caçar rolinhas com espinafre de caçarolinha.
Não confundir a banda dos fuzileiros com a bunda do funileiro.
Não confundir Pato a Tucupi com entupir o cu do pato.
Não confundir a grande obra do mestre Picasso com grande picasso do mestre-de-obras.
Não confundir a boba da Celeste com abóbada celeste.
Não confundir idiossincrasia com índio sem camisinha.
Não confundir crepúsculo com opúsculo.
Não confundir hóstia de missa com bosta de pica.
Não confundir o livro de história de Rocha Pombo com a história da pomba da Marta Rocha.

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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

|23 de Abril|

Dia de São Jorge
Dia do Escoteiro
Dia que quase não acaba...
Dia 23 de abril, aproximadamente 22 horas. Estou retornando de um evento na Sede Regional da União dos Escoteiros em um ônibus modelo executivo da Empresa Viamão. Estou acompanhado de outro colega que também estava no evento em homenagem aos Escoteiros.

Logo após o ônibus sair do terminal eu escutei um barulho ensurdecedor. Um barulho que eu nunca tinha escutado antes, pelo menos tão próximo. Em seguida senti uma certa ardência nas narinas. Era cheiro de pólvora.

O motorista parou o ônibus e foi verificar. A pessoa que estava no local do barulho disse que o celular havia estourado. Seguiu-se viagem.

Já bem próximo de casa, o ônibus desviou para dentro de um posto policial. Imediatamente entraram dois policiais e foram direto abordar o rapaz que estava no local do estouro. Junto ao rapaz, encontraram um auto-rádio com CD, uma elevada quantia em dinheiro, carteiras com documentos, diversas chaves de carros e uma arma calibre .38.

Desce todo mundo do ônibus. Sobe todo mundo no ônibus. Sobem policiais no ônibus. Será necessário localizar a bala disparada no ônibus. Sim, foi um tiro. O ônibus terá que ir para a perícia. Todo mundo vai ter que descer do ônibus novamente.

Desci do ônibus. Queria ir para casa. Estava bem próximo, faltava apenas 1 kilômetro até a minha residência.

Depois de falar com o motorista, teria que pedir autorização de um policial para ir embora. Lá fui eu explicar para o policial que morava perto que não gostaria de aguardar outro ônibus e poderia ir para casa caminhando mesmo. Foi quando ocorreu o seguinte diálogo:
Policial: Tu não é de um Grupo Escoteiro?
Eu: Sim! Sou do Grupo Escoteiro da parada 44, ao lado da Escola Orieta.
Policial: Eu me recordo de ti. Acho que tu já participou de alguma atividade que eu estava.
Eu: Legal...
Policial: Aguarda um pouquinho...

Aguardei menos de um minuto. Imaginei que o policial ia querer pegar meus dados antes de me liberar. Quando veio a surpresa. O policial pegou o próprio carro para me levar em casa. Deixou-me na porta de casa em completa segurança. Ele também já foi de um Grupo Escoteiro. No dia do Escoteiro um Escoteiro me ajudou.

Antes do fim:
Tal como São Jorge, assim devem agir os escoteiros: em face de uma dificuldade ou perigo, não lhe voltem as costas, nem se deixem intimidar. Enfrentam-nos com determinação e energia até os vencerem, isto embora eles lhes tenham parecido enormes e tenebrosos, ante os poucos meios com que contam para lhes fazer face. Eis a atitude dos Escoteiros sempre que seja necessário correr em defesa do Bem, da Justiça e de quem careça de proteção.
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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

|236|

Hoje é aniversário de Porto Alegre. Cidade onde vivo minha vida apesar de nela não morar. Cidade que acompanho o crescimento. Cidade que acompanha meu crescimento. Porto Alegre dos cinemas. Porto Alegre da Redenção. Porto Alegre do Julinho. Porto Alegre do Laçador. Porto Alegre das árvores. Porto Alegre do Gazômetro e do Pôr-do-sol do Guaíba. Porto Alegre do ônibus de dois andares. Porto Alegre do Cavanhas. Porto Alegre dos Shows no Pôr-do-sol. Porto Alegre da rádio Ipanema. Porto Alegre da Rua da Praia. Porto Alegre do Centro. Porto Alegre do Opinião. Porto Alegre da Lima e Silva. Porto Alegre do Theatro São Pedro. Porto Alegre da sorveteria Jóia. Porto Alegre do Brique. Porto Alegre do Cais do Porto. Porto Alegre da Bicicleta. Porto Alegre do calçadão de Ipanema. Porto Alegre, meu Porto Alegre.

NAS RUAS DE PORTO ALEGRE
Porto Alegre, tuas ruas tem infinitas histórias
E em todas suas rotas, vejo o poeta e a poesia
O escrito e o escrevente, descrito nesta memória
Como o revoar das pombas, das torres da reitoria...
~
Quem me dera, seu eu fosse um filho de Veríssimo
Ou um neto de Quintana, bem que eu poderia ser
Para dar-te Porto Alegre, um verso muito ilustríssimo
E neles ilustrados as suas ruas, em seu lindo amanhecer...
~
Eu bem que poderia ser mais um ipê da Redenção
E num domingo de Bric, desfolhar-me na Bonifácio
Anunciando o outono, no final de mais um verão
Enfeitando de flores, as linhas deste meu prefácio...
~
E de lá iria com o vento, ou quem sabe ele eu seria
E assim eu correria pelo Guaíba, do Gasômetro à Ipanema
E assim atravessaria os morros da Glória até a Serraria
E em Porto Alegre eu me esparramaria, como um simples poema...
~
E minhas palavras chegariam até Moinhos de Vento
E passeariam pela Goethe até findar-se na Mariante
E esboçariam em palavras, este meu grande sentimento
Depositadas em rimas, como uma flor lapidada em diamante...
~
Porto Alegre, quem me dera sê suas ruas falassem
E no adentrar da noite, suas histórias pudesse me contar
Falaria-me dos passos na madrugada, como se cantassem
As Pegadas de Bebeto Alves, nas ondas sonoras soltas no ar...
~
Há em mim um pouco do Menino Deus, andando pela Getúlio
A também um pouco do Punk, desfilando pela Osvaldo
Há todo aquele frio do vento na Andradas nas manhas de julho
E o caminho da Farrapos, do centro até São Geraldo...
~
Porto Alegre, lá me vou pela Borges seguindo ao Beira-Rio
Ou quem sabe pela Azenha, até o Olímpico Monumental
O vermelho e o azul, equilibrando-se ao teu meio-fio
Em nestas suas sendas, a história de um outro Gre-Nal...
~
Nas tuas esquinas, meninos vendem o Correio e a Zero Hora
Trazem as notícias do que foi ontem, mas não prevêem o futuro
Ah, Porto Alegre, os meus passos eu firmo em ti agora
E observo na Mauá, o detalhe de um artista pintado no muro...
~
Ah, Porto Alegre, em tuas ruas um povo que luta e protesta
Os caras pintadas, colonos sem terra, professores e suas sinetas
Também há comemoração, tri-legal tuas ruas sempre abertas
Magia simples, casas antigas, venezianas nas venetas...
~
Porto Alegre, quem me dera morrer, e assim virar poeira
Esparramando-me pelas solas dos sapatos, nas noites sem lua
Assim estaria nos seus caminhos planos, até em suas ladeiras
E me eternizaria feliz, nos ladrilhos de suas ruas ...
MARCO RAMOS

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

|Lotado|

Incrível como tem dias em que não deveríamos sair de ônibus. Ontem foi um dia desses. Logo cedo o ônibus que eu estava ficou preso em um congestionamento. Os carros da avenida não se moviam. Logo descobrimos o motivo da confusão, um motoqueiro estava estendido no chão, junto aos pneus de outro coletivo. Ainda bem que não era o meu! Motoqueiro no asfalto já é quase banal, só dá notícia no Diário Gaúcho, o jornal da maioria...

No final da tarde, quando saí do trabalho, peguei o ônibus que deve ter batido o recorde de número de pessoas por m². Que ônibus mais cheio! Não via a hora de descer logo dele para me deliciar em um outro ônibus com uma lotação normal e cumprir meu trajeto de retorno ao lar. Era tanta gente neste ônibus que acho que ele ficou quase dez minutos parado até que todos os interessados em desembarcar conseguissem se organizar e chegar até a porta. Como a gente perde tempo dentro de ônibus...

Consegui descer e estava me dirigindo para a outra parada quando repentinamente surge o ônibus que eu queria pegar, vaziuzinho da Silva. Corri e é óbvio que não consegui alcançar o ônibus. Tive que ficar na parada esperando o próximo. O bom é que pude descansar bastante da minha tentativa frustrada pois o próximo ônibus só apareceu depois de uns 20 minutos. Cheio é claro. Então lá fui eu ficar espremido no corredor do meio do coletivo. Braços pra cima, pendurado no corrimão. Mal tinha espaço para colocar um pé no chão, quem dirá os dois.

Finalmente cheguei ao meu destino, sã, salvo e fedorento. O trajeto da minha casa até o trabalho feito por transporte coletivo demora uma hora e quarenta minutos. O mesmo trajeto de carro é feito em 20 minutos... mas não daria um post...

Antes do fim:
É como se eu estivesse em BH
Pegando um balaio lá pra casa
Do paulinho pra mais um ensaio
Da Savassi pra Pampulha
Com um trânsito danado
Na Avenida Catalão
É como se eu tivesse em Salvador
Num calor retado no buzu de Piripiri
Como se eu tivesse em Porto Alegre
Pegando um baita frio
Dentro de um bus pro Nonoai
Como se eu tivesse em São Paulo
E tivesse que ir de bumba
de Carapicuíba a Itaquaquecetuba
Ficando só de pé
Ou enquadrando a bunda
Desesperado pra chegar

Ônibusfobia – Jota Quest

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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

|Eventos|

O ruim de ficar um tempão sem escrever nada é que fica um monte de assunto pendente. Fica difícil saber por onde começar e lembrar de tudo, ainda mais que eu fiz algumas coisas bem legais.

Paulinho Moska e Kevin Johansen
Moska era do conjunto Inimigos do Rei (tem que ter mais de 25 anos para lembrar) e Johanstein é um Argentino, criado no Alaska, que viveu em Nova York e faz música com bastante influência brasileira. Os dois formam um belo dueto de violão e voz. Músicas penetrantes em português e espanhol. Os dois têm um ótimo carisma e senso de humor. E o show ainda foi por conta da Bandnews FM.

Tributo ao Tim Maia
Evento de lançamento do livro Tudo ou Nada de autoria do Nelson Mota com um belo show da banda Tributo a Tim Maia. O vocalista da banda, Jorjão (já tocou com um monte de banda de Porto Alegre), é muito parecido com o Tim. Tocaram vários sucessos do Tim. Foi um show emocionante tinha bebida, comida, manobrista e era de graça.

Meu nome não é Johnny
Devido a propaganda feita, esperava mais do filme. Achei uma mistura de coisas que deram certo no cinema nacional. Tem um pouco de Cazuza, um pouco de Carandiru, um pouco de Tropa de Elite. O tão elogiado Selton Melo não esta muito diferente de outros papéis já feitos, tem um pouco de cada personagem já encarnado por ele. Vai fazer sucesso na Tela Quente.

Entre Tapas e Beijos
Peça teatral participante do projeto Porto Verão Alegre. Interessante por ser uma apresentação muda. Mostra o que acontece a um casal depois de um final de relacionamento causado por uma desastrosa noite no motel. A montagem tem uma boa trilha sonora para acompanhar os gestos dos atores. Mais uma cortesia da Bandnews FM.

Antes do fim:

O melhor Cachorro-quente de Porto Alegre ainda é o Cachorro do Bigode, o melhor suco é da Lancheria do Parque, o melhor sorvete é o da Sorveteria Jóia. E como é bom ficar até altas horas falando besteira, comendo, bebendo Coca-cola gorda, cantando e tocando violão com boas pessoas.



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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

|O Começo|

Estou devendo um post explicativo sobre o meu final de ano que aconteceu no dia 21 de dezembro.
No post do dia 21 de novembro escrevi algumas palavras de motivação e esperança que deixaram alguns leitores curiosos.
Vamos nos superar
E não desistir
Fazer algo nunca antes feito
Tentar quebrar barreiras e limites
Milhões de executivos
Fazem isso o tempo inteiro
Seja uma criança sempre lépida e faceira
E agora, junte-se ao levante
Finalmente duas semanas após o meu final de ano, tive uma resposta. Positiva.
Se o homem deve caçar
Para evoluir
Encare como evolução da espécie
Como se fosse um culto religioso
Milhões de executivos
Fazem isso o ano inteiro
Tire do cabide o melhor traje de domingo
Sem demora, vista-se e levante
Fui finalmente contratado, assinaram a minha carteira de trabalho. Agora sou empregado, deixei de ser estagiário.
Todos juntos no bar Lá-lá-lá-lá!
Vamos celebrar Lá-lá-lá-lá!
Brindem copos no ar Lá-lá-lá!
Vamos comemorar!
Depois de 5 anos sem nem mesmo tirar férias, trabalhando nas mais diversas atividades, aguentando as mais diversas coisas, passando pelas mais diversas situações, finalmente terei todos os benefícios que o Senhor Getulio Vargas me autorizou a ter.

Antes do fim:
Musica incidental
Isso é Que é Sábado!
Bidê ou Balde

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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

|Antes que o ano acabe|

Certa noite de chuva

Chovia muito no último dia em que vi meu pai.
Eu estava com oito anos de idade e padecia na cama com 40ºC de febre. Amígdalas.

Meus pais tinham se desquitado havia já alguns meses.
Eu, meus irmãos e minha mãe morávamos num apartamento de um quarto na Assis Brasil. Ele foi nos visitar e deparou comigo tiritando sob a coberta.

Lembro com nitidez daquela noite, dele parado à soleira da porta do quarto, de pé, olhando-me, e minha mãe ao lado, com o papel da receita do médico na mão. Ele tomou a receita e ofereceu-se para ir à farmácia. Deu as costas para o quarto, mergulhou na escuridão do corredor e foi embora. Nunca mais o vi.

Logo depois ele se mudou para outro Estado, no Centro-Oeste, e lá construiu o resto da sua vida. Um dia de 2001 alguém me disse:

- Teu pai morreu ontem.

E eu não sabia o que sentir.

Não conto essa história com ressentimento. Porque acho que entendo o que aconteceu com meu pai, naquela noite de chuva. Ao sair do apartamento, ele de fato tencionava comprar os remédios.

- Vou comprar dois de cada! - recordo que disse.

Mas meu pai era alcoolista. Na rua, deve ter cruzado pela porta de um bar, ou com um amigo, e parou para beber. Quando deu por si, era tarde para ir à farmácia e tarde para desculpar-se. Continuou bebendo, gastou todo o dinheiro e, no dia seguinte, envergonhado, preferiu não dar notícias. Assim passou-se um dia, e outro, e mais outro. De repente, havia transcorrido tempo demais para voltar atrás ou para dar explicação. Meu pai não enfrentou a própria vergonha, isso não é incomum. Acontece. É compreensível.

O que sempre me enfeitiçou nessa história, que, afinal, é parte da minha própria história, não foi o detalhe da desistência do meu pai. Não foi o abandono. Foi o momento em que meu pai decidiu entrar no bar. Uma decisão tão aparentemente irrelevante, tão fácil de ser tomada, dar dois passos da calçada em direção a uma porta aberta, e, ao mesmo tempo, uma decisão tão crucial. Fico pensando em como a vida é repleta dessas pequenas deliberações que podem alterar rumos e mover destinos. Fico pensando em todas as palavras espinhosas não ditas, nas vezes em que o sinal amarelo não foi cruzado, em que o gatilho não foi apertado, em que não liguei para ela, nas chances que deixei passar, e nas vezes em que fiz tudo isso, por bem ou por mal. Um passo, uma palavra, um gole, um pedido de perdão que não foi feito, e tudo muda. Mudou para meu pai. Mudou para mim. Neste fim de ano, o que desejo a todos é isso, que o passo seja certo, que a palavra seja macia, que o gole valha a pena, que o perdão seja pedido. E concedido.



Antes do fim:
O texto acima é de David Coimbra. Ficará fixado aqui como um incentivo de que neste ano que chega, as pessoas possam fazer as coisas da maneira correta. E quando não for possível fazer da maneira correta, corrijam a tempo de não criarem feridas.

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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

|Fotografia|

Hoje estava descarregando algumas fotos da máquina digital e fiquei pensativo... que coisa mais sem graça é tirar fotos hoje em dia. Bom é receber fotos que nem sabíamos que haviam sido tiradas.

Como era interessante aquela época em que as pessoas posavam para a foto e só descobriam se a foto realmente ia sair depois de revelado o filme. Ficava aquela expectativa.

Uma vez, antes do tempo do Julinho, na época do Isabel, fomos visitar alguns pontos turísticos de Porto Alegre em uma excursão do colégio. Eu gastei um filme inteiro tirando fotos dos colegas e dos lugares que visitamos. Todas as fotos queimaram.

A algumas semanas atrás eu fui acampar com o Grupo Escoteiro e tiramos uma foto igual aquela que foi tirada no finalzinho do filme "A Praia" em que todo mundo pula na hora de bater a foto na beira da prais. Tiramos esta foto em uma máquina à moda antiga. O filme ainda não foi revelado. As pessoas ficam curiosas e perguntam se o foto já ficou pronta. Tem uma expectativa.

Hoje para se ver um album de fotografias é necessário um computador ou uma TV conectada a um DVD ou algum outro mecanismo parecida. Senta todo mundo na frente e olha todo mundo junto, não tem o album passando de mão em mão. Não sei o que é mais legal. Eu na verdade nunca gostei muito de olhar foto.

Talvez passar o album de mão em mão renda mais histórias. Sempre tem aquela foto que para na mão de alguém e este alguém conta uma história sobre o dia em que a fotografia foi batida ou lembra quem bateu a foto. E sempre são boas histórias. É dificil lembrarmos de coisas ruins olhando fotos.

Escrevi isso porque hoje escutei uma música que me fez pensar em fotos.

Antes do fim:

Fotografia

Composição: Leoni, Léo Jaime

Hoje o mar faz onda feito criança

No balanço calmo a gente descansa

Nessas horas dorme longe a lembrança

De ser feliz

Quando a tarde toma a gente nos braços

Sopra um vento que dissolve o cansaço

É o avesso do esforço que eu faço

Pra ser feliz

O que vai ficar na fotografia

São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos

O sol passando sobre os amigos

Histórias, bebidas, sorrisos

E afeto em frente ao mar.

Quando as sombras vão ficando compridas

Enchendo a casa de silêncio e preguiça

Nessas horas é que Deus deixa pistas

Pra eu ser feliz

E quando o dia não passar de um retrato

Colorindo de saudade o meu quarto

Só aí vou ter certeza de fato

Que eu fui feliz

O que vai ficar na fotografia

São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos

O sol passando sobre os amigos

Histórias, bebidas, sorrisos

E afeto em frente ao mar.

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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

|Naquele tempo do Julinho|

Teve aquela vez da viagem de final de ano do colégio. Passamos o ano inteiro discutindo onde seria ser a nossa viagem de Formatura no segundo grau. Programamos os lugares mais bacanas possíveis. Começamos com o sonho de consumo de grande parte dos formandos na época: a Ilha do Mel. Todo mundo mobilizado, vendendo rifa, pesquisando ônibus, agência de turismo, tudo certo. O dinheiro não deu.

Plano B.
Surgiram diversas alternativas de viagem para vários outros lugares. Não seria a mesma coisa, o pessoal já não estava com tanta vontade. A turma se desmobilizou, não queria mais fazer a viagem de final de ano. A formatura ficaria só pela cerimônia mesmo, sem grandes atividades.

A solução
Vamos ver quem esta querendo mesmo, juntamos um dinheiro e alugamos uma casa. Certo! Onde? Em Mariluz, uma prainha perto de Imbé. Pra quem ia passar o final de semana na Ilha do Mel, Mariluz esta de bom tamanho.

Acabamos indo em uma meia dúzia de colegas mais legais para uma casa simples em Mariluz. Choveu, a casa alagou, mas foi um dos finais de semana mais legais da minha adolescência. Até hoje lembro.

Turminha boa que se separou. Nunca mais conseguimos nos reunir. Nem bem nos falamos mais...

Antes do fim:

Carro e Grana - Leoni

Houve um tempo em que tudo girava ao meu redor
Dos meus desejos e vontades
E todo mundo ria de tudo que eu dizia
E eu dizia um monte de bobagens
Eu achava que tinha de tudo para sempre
Que eu tinha amigos de verdade
Mas a verdade sempre vem bater à porta
A gente tenha ou não vontade

Já tive carro e grana
E um monte de convites pra qualquer lugar
Hoje eu só ando a pé
Mas eu continuo a andar

E aquelas pessoas que andavam ao meu redor
Hoje escolheram uma menina
Que por enquanto acredita em tudo que eles dizem
É a mesma história toda vida
O que eu sei eu sei que ela só vai descobrir
Quando ela sair de moda
Um tropeço ensina mais do que o sucesso
E é tudo bem mais claro agora

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007

|Tri|

Ontem peguei um ônibus equipado com o novo sistema de bilhetagem eletrônica de Porto Alegre. O nome do sistema é Tri, e o pessoal do ônibus já estava dizendo que a coisa é Tri lenta. Funciona assim: o passageiro que tem o cartão chega na roleta (que esta travada) encosta o cartão no sensor e libera a roleta. Simples? Na teoria é. As pessoas chegam na roleta e querem passar por ela, colocar a bolsa em cima do balcão do cobrador e procurar o tal cartão. A roleta esta trancada e começa a confusão. Para aqueles que não tem o cartão e pagam com dinheiro é a mesma confusão. O passageiro chega dá o dinheiro para o cobrador e tem que aguardar até o a roleta seja liberada. Não sei se a cobradora que era meio tosca ou o sistema não é rápido mesmo. As pessoas estavam dando o valor da passagem, a cobradora recebia, colocava o dinheiro no caixa e depois liberava a roleta olhando para a tela do equipamento e sinalizando com a mão para o passageiro passar. Resultado: Dez minutos na parada aguardando todo mundo entrar.
Outro problema: Agora todo o passageiro tem que passar pela roleta. Inclusive os idosos.

Antes do fim:
Muito bacana a homenagem que o Grupo RBS fez para a Casa de Cinema pela passagem do vigésimo aniversário da produtora.


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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

|Penalti|

É chegada a hora. Falta exatamente 1 mês para o meu final do ano.

Tudo pode ser, se quiser será
O sonho sempre vem pra quem sonhar
Tudo pode ser, só basta acreditar
Tudo que tiver que ser, será


É hora de apelar.
É hora de buscar coisas sabe-se lá onde.

Tudo que eu fizer
Eu vou tentar melhor do que eu já fiz
Esteja o meu
destino onde estiver
Eu vou buscar a sorte e ser feliz


Os dados estão lançados, eles estão rolando a quase dois anos.
A roleta gira, a bolinha pula. Falta só cair na meu número.
A história chegou em um momento decisivo.

Todos juntos vamos lá! Na torcida.

Antes do fim:

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Renato Russo
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

|Tráfico|

Recebi hoje um e-mail com o texto abaixo e achei bem interessante.

TRAFICANTE - Fala aê merrrmão...

FILHO - Me arruma um pó de cinqüenta...

TRAFICANTE - Segura aê...

FILHO - Valeu...

TRAFICANTE - O pó tá acabando... mas amanhã a gente vai invadir o morro ali do lado... Vamú tomá as boca e ficá cus bagulho...

FILHO - Já é... Demorô... invade mermo... domina geral... Se entrar na frente mete bala de "AK"...

TRAFICANTE - Valeu, "preibóy"... É nois...

No outro dia...

MÃE - Bom dia meu filho... que cara é essa...??

FILHO - Nada...

MÃE - Você está bem?

FILHO - Tô bem, pô!! Que saco.... me deixa em paz...merda.

A essa altura, o filho ainda drogado se tranca no quarto. A mãe preocupada bate da porta...

MÃE - Meu filho... estou indo pro trabalho... deixei seu café pronto, um beijo, fique com Deus.

FILHO - Não enche... vai logo...

A mãe pega o carro e se dirige ao trabalho, quando de repente em uma rua qualquer...

TRAFICANTE - Paraê Tia... perdeu... perdeu...

TRAFICANTE - Sai... Sai... Sai...(em desespero a pobre mulher tenta fugir e arranca com o carro - uma rajada de tiros acontece)

Em casa o telefone toca...

FILHO - Alô!

POLICIAL - Quem fala?

FILHO - Quer fala com quem?

POLICIAL - Aqui é o Tenente Alberto, eu poderia falar com algum parente da Sra Rita?

FILHO - Po...polícia?? (o filho desliga o telefone sem ouvir o policial)

Minutos depois ele sai de casa pra comprar mais pó. Logo a frente tem uma visão terrível...

FILHO - Mãeeeeeeeeeeee !!! Não!!! Não!!!

FILHO - Como isso pode acontecer???

POLICIAL - Sinto muito, traficantes tentaram roubar o carro de sua mãe pra invadir um morro... eles a mataram...

FILHO - Mãee! Nãão....

Antes de "curtir" uma onda nova,

Antes de dar um tequinho inocente,

Antes de fumar um bagulinho natural,

Antes de dar dinheiro ao tráfico para que eles comprem um arsenal e matem alguém que você realmente gosta, pare e faça algo que você não faz há muito tempo... Pense!!!

Isso tudo que está acontecendo é culpa de quem usa drogas e enchem o bolso desses traficantes de dinheiro.

Quem compra drogas patrocina a violência!
Antes do fim
Eu sabia que esse negócio de fazer aniversário todos os anos não ia acabar bem. O resultado está aí: envelheci.
Luís Fernando Veríssimo
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

|Horário de Verão e os Honestos|

Eu não gosto do horário de verão. Só gostava quando era pequeno e não precisava acordar cedo e não tinha muito horário para acordar.

Hoje tenho que acordar antes da 7hs da manhã, no novo horário é antes das 6hs. Normalmente eu durmo tarde, depois da meia-noite, agora deito e não tenho sono, fico me revirando na cama.

A sensação que muitos têm de que uma parcela da população nasceu para acordar cedo e outra para acordar tarde é verdadeira e é decorrente de hábitos arraigados e da herança genética. Não é só crença, é pura verdade, garantem os que estudam esse processo que chamam de ‘relógio biológico’ ou ‘ritmo circadiano’, conforme conta a professora titular de nutrição da USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (SBAF), Jocilem Salgado. De acordo com ela, durante o horário de verão os mais sensíveis a mudanças no relógio devem estar preparados para uma transição de 10 a 15 dias. Eu sou um entre essa parte da população que não consegue dormir e acordar cedo.

Parece que cérebro não funciona direito. Mesmo tomando um banho frio para despertar, é como se não tivesse dormido, até porque acabo não indo dormir mais cedo. No horário do almoço não me dá fome.

Até que se tem a vantagem de se ficar mais tempo curtindo o sol, mas isso é pra quem pode. Eu tenho que ir pra aula depois do trabalho e só vejo o Sol pelas janelas que cruzam por mim no decorrer do dia. A economia que justifica o horário de verão seria mesmo acertada se realmente acabassem com a corrupção nesse pais, porque quando economizamos , sobra mais para o governo estourar em mordomias para os politicos. E porque ao invés de adiantar uma hora do relógio não desligamos a televisão e passamos o chuveiro para o morno?
Antes do fim
A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado;
é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada;
é passar acima de 60km/h e reccorrer da multa;
é furar a fila do cinema ou do ônibus;
é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu;
é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas;
é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba;
é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde;
é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas;
Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o Sol e aí, não precisava existir o horário de verão...
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2007

|Pitbull|

Ontem a noite o Jornal da Globo mostrou uma matéria sobra as mortes provocadas por cães da raça "Pitbull", o Reporter Record também falou sobre isso.

Alguns dias atrás o colunista do jornal Zero Hora Paulo Santana descobriu que para manter o extinto selvagem dos leões do Zoologico de Sapucaia do Sul, eram atirados alguns coelhos vivos nas jaulas dos bixanos. O Paulo Santana não concorda que frageis e dóceis coelhos, que são o símbolo da Páscoa, fossem atirados aos leões. A opinião pública também acabou se manifestando e os protetores do animais fizeram protestos. Resultado: os leões já não exercitam o seu extinto caçando coelhinhos.

Ontem o mesmo Paulo Santana sugeriu em sua coluna que sejam dados para os leões cães da raça Pitbull. Complementando a sugestão ele diz que poderiam até mesmo serem cobrados ingressos para assistir ao espetáculo da batalha do leão contra o cão. O colunista ainda coloca em dúvida a vitória do leão tendo em vista a atrocidade dos ataques de Pitbul já vistos.

Eu achei uma brilhante idéia. Tenho tremendo ojeriza aos cães desta raça que além de feios, tem uma fama nada simpática. Eu nunca passei a mão na cabeça de um cachorro desses, nem pretendo. Acredito que somente pessoas com um certo probleminha tem esses cachorros horrendos criados como animais de estimação.

Um cachorro Pitbull não age mais de uma vez, logo após um ataque o cachorro acaba sumindo, seja apreendido ou sacrificado. Os donos tem sempre o mesmo discurso: ele era muito mansinho. Dúvido de alguém que se orgulhe por ter um Pitbull manso.

Antes do fim:
É chegado o mês do Rio Grande. Viva a República do Pampa.

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

|Pátria sem Chuteiras|

Enquanto algumas pessoas brigavam em frente a FIERGS na última sexta-feira, a Defesa Civil em um belo trabalho não reconhecido levava patriotismo ao Rio Grande do Sul em sua caravana do Fogo Simbólico da Pátria.

Para quem não sabe, a Defesa Civil é responsável por “espalhar” a Chama da Pátria pelas cidades gaúchas, simbolizando o amor que o Brasileiro tem pelo País. O dia culminante desta celebração acontece no dia 7 de setembro, data da Proclamação da Independência do Brasil.

Fui na cerimônia de chegada do Fogo Simbólico na cidade de Viamão representando os Grupos Escoteiros da cidade. Sabem quantas pessoas estavam prestigiando a cerimônia? Apenas 44 pessoas contando as crianças de colo.

Tem explicação para esse esvaziamento de expectadores em uma cerimônia de celebração à Pátria? Tem que ter!

Antes do fim:

Para quem nunca sequer houviu falar da Liga de Defesa Nacional, segue link onde se pode tomar conhecimento desta bela causa: http://www.ligadadefesanacional.org.br/.

A Liga de Defesa Nacional promove todos os anos o “Desfile da Juventude”. Em Porto Alegre o evento acontece na avenida José Bonifácio (rua do Brique da Redenção). No dia 1º de setembro irão desfilar escolas, entidades e Grupos Escoteiros. Prestigie.

Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

|Goya|

Embalado por ótimas indicações, fui no domingo conferir a exposição das gravuras de Francisco José de Goya y Lucientes que estava no MARGS.

Bastante gente deslumbrada com os detalhes das obras, até que depois de algum tempo fui contemplado com uma lupa para apreciar os detalhes do traço, algo que nunca antes havia tentado.

Quanto às obras em si, gostei bastante, e fiquei impressionado pela riqueza de detalhes que demonstraram que a lupa não era 100% frescura. As gravuras sobre touros são bem bacanas, mas o destaque é sem dúvida a coleção Los Caprichos, de 1799, a primeira do artista. Ferocidade absurda e críticas nada sutís estão nas 80 gravuras como a que segue abaixo. Bruxas se embelezando na penteadeira, anjos peidando, burros de jaleco tomando o pulso de pacientes terminais. Arte.

Antes do fim:

Engraçado como são as pessoas. Se a polícia nada faz, reclamam que ela não serve pra nada. Quando a Brigada Militar finalmente resolve parar de brincar de revistar donos de carros e passa a correr atrás de pessoas que não cumprem a Lei, sempre tem aqueles defensores fracos e oprimidos para dizer que a Polícia esta abusando do poder e da autoridade. Parabéns para a Polícia que no domingo estava no Brique da Redenção tirando os vendedores ambulantes das ruas.


Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

|Baucis e Filémon|

Pra começo de conversa:
Como estou com postagens atrasadas, resolvi descarregar hoje. Seguem duas histórias bem bacanas que eu encontrei nas minhas navegadas pelo mundo virtual.

A primeira historinha serve para homenagear todas as pessoas que acreditam em Dia dos Namorados. Logo em seguida coloco uma homenagem a todas as pessoas que acreditam que podem resolver alguma coisa pelo tele-atendimento.

Querendo experimentar a bondade dos homens, conta a mitologia, Júpiter e seu filho Mercúrio tomaram um dia a forma humana e desceram a uma terra da Grécia chamada Frigia.

Bateram aí de porta em porta, pedindo agasalho; mas ninguém lhes prestou atenção, nem socorreu. Tendo procurado em vão despertar a piedade dos habitantes do lugar, chegaram enfim a uma pobre cabana de um casal de velhinhos, que os acolheu com doçura e caridade. Chamava-se a mulher - Baucis, e o marido – Filémon. Alimentando e confortando os forasteiros, nem o marido nem a mulher podiam de leve suspeitar estarem na presença de deuses.


Depois de ter repousado com o filho Mercúrio, Júpiter, ao sair, transformou a pobre cabana em um templo suntuoso e disse aos velhinhos maravilhados que poderiam pedir-lhe o que quisessem, pois tudo lhes concederia. Marido e mulher, dando-se as mãos amorosamente, pediram então que lhes concedesse a graça de não morrer um antes do outro...
E o pedido foi concedido.

Certo dia, quando já contavam idade bem avançada, estavam nos degraus do templo, narrando a história daquele lugar sagrado, quando Baucis viu brotarem folhas em Filemon e Filemon viu o mesmo fenômeno ocorrendo em Baucis. Ainda trocavam palavras de despedida quando uma coroa de folhagem brotou-lhes na cabeça.

- Adeus, amor da minha vida - diziam juntos e, no mesmo momento, o tronco se fechou em suas bocas. Os pastores da Tiania mostram ainda hoje as duas árvores - o carvalho e a tília - lado a lado como se estivessem namorando para sempre.

Antes do fim:
Achei este texto no site http://www.previdi.com.br/. Vale a pena ler!

O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UMA ATENDENTE DE TELEMARKETING

No princípio era o Gerúndio. E Deus pegou o telefone e disse:
- A gente vai estar fazendo a Luz!

Mas a luz não se fez, porque uma atendente O mandou esperar na linha, por favor.
E Deus teve que aguardar um bilhão de anos, ouvindo Für Elise. E quando foi atendido, Deus repetiu:
- A gente vai estar fazendo a Luz! E isso vai estar sendo uma ordem!

E a voz do outro lado disse:
- Desculpe, Senhor, mas Luz não vai estar sendo neste setor. Eu vou estar encaminhando o Senhor para o setor de Fotogênese e Ontogenia.

E Deus deu cascudos em cinco anjinhos, criou o Oriente Médio e inventou a injeção de Benzetacil para descontar a raiva.
Então, esperou mais três bilhões, setecentos e noventa e nove milhões, três mil, trezentos e quatorze anos. Ao final dos quais, escutou:


- O Senhor está no setor de Fotogênese e Ontogenia. Para criar a Luz, disque 1. Para criar o sistema solar, disque 2. Para criar o homem, disque 3. Para saber a idade da
Hebe Camargo, disque 4. Para reclamações quanto à Criação, disque 5 ou aguarde que um dos nossos filósofos metafísicos vai atendê-lo.

E Deus apertou o 1 e esperou mais dois bilhões de anos, tempo este que usou para, como revanche, inventar o doce de melancia, os livros escritos por ex-prostitutas e o
sistema partidário brasileiro. Ao final daquele tempo, o Criador foi atendido:
- Pois não, Senhor, com quem eu estou falando?
- Com Deus, minha filha, o Onisciente, o Onipresente, o Onipotente. Mas pode me chamar de Magnânimo.
- E em que eu vou poder estar lhe ajudando, Senhor?
- A Luz, minha querida. Eu estou esperando na linha há não sei quantos bilhões de anos.
Quero estar criando a luz. Pode ser ou tá difícil?
- Só um milhão de anos, por favor, Senhor.
- Um milh...? Eu...

E Deus ouviu Für Elise por mais seis bilhões de anos, o que definitivamente contribuiu para, no futuro, Beethoven ter sofrido bastante e morrido surdo. E ao final deste período e de dialogar com mais de cem atendentes, finalmente teve seu pedido atendido.
E descontaram o valor da obra dobrado na fatura do Seu cartão de crédito e não deram os brindes promocionais, como as duas luas de Vênus e um anel a mais em
Saturno.

E Deus se vingou, criando a mensagem de celular fora da área de cobertura e a taxa por deslocamento.

Sexta-feira, 2 de Março de 2007

|Entre o Carnaval e o Natal|

Finalmente tudo retorna ao “normal”. As pessoas já estão tentando trabalhar como antes do Natal, os horários dos ônibus voltarem a ser freqüentes, os ônibus voltarem a ser superlotados (lotados nunca deixaram de ser), as aulas iniciaram e por aí vai.

A única coisa que ainda não começou mesmo foi o segundo mandato do Lula. Parece que nada de diferente vai acontecer e não sei por que achei que algo talvez remotamente pudesse acontecer. Santa ingenuidade Batman.

Agora só falta mesmo chegar um bom friozinho, afinal mais um verão esta passando e o ar condicionado novamente não deu conta do serviço. Acho que é o aquecimento global. Plantemos árvores!

Antes do fim:

Tem um arquivo sonoro novo no Podcast. Nem tão novo pois é de antes da
divulgação dos ganhadores do Oscar. Acessem ali ao lado e ouçam um pouquinho que
seja...