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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

|Pornografia Musical|

Falam e reclamam das músicas em ritmo de funk. Mas tem alguns heróis da MPB com umas músicas com triplo sentido. Só porque não tem dancinha pornô ninguém reclama.

O Djavam é um frustrado. Não teve jeito de a guria querer dar pra ele. Também pudera, querendo o Dragão do São Jorge emprestado... Que argmento fraquinho esse do Djavan.

SE
Composição: Djavan
Você disse
Que não sabe "se não"
Mas também
Não tem certeza que "sim"...

Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe
Que eu só penso em você
Você diz
Que vive pensando em mim...

Pode ser
Se é assim
Você tem que largar
A mão do "não"
Soltar essa louca
Arder de paixão
Não há como doer
Prá decidir
Só dizer "sim" ou "não"
Mas você adora um "se"...

Eu levo a sério
Mas você disfarça
Você me diz à beça
E eu nessa de horror
E me remete ao frio
Que vem lá do sul
Insiste em "zero" a "zero"
Eu quero "um" a "um"...

Sei lá, o que te dá
Não quer meu calor
São Jorge, por favor
Me empresta o dragão
Dragão!
Mais fácil aprender
Japonês em braile
Do que você decidir
Se dá ou não...
Já o Sr. Nando Reis é um prevertido. Se o Djavan tivesse a atitudo do Nando teria tido sucesso. A letra abaixo é uma das mais bizarras que já vi. É sexo explícito.

MONÓICO
Composição: Nando Reis
Aparte aquilo que a gente quer
Eu sou um homem, você é uma mulher
Se estou com fome você me traz uma colher
E eu me alimento

Mas na verdade isso tanto faz
Sou só metade se você é meu par
Eu só queria com você me casar
E você me completa

Eu sou um antúrio, você é um ibísco
Eu quero tudo e sempre tudo coloco em risco
E num mergulho eu acho que sou seu marido
E eu me afogo

Sinto seu dedo mas não vejo a sua mão
Não sinto medo quando estou deitado olhando pro chão
E o meu relevo ofereço pra sua visão
E você me afaga

Quero que sua lingua lamba o meu corpo nú
E que o meu sexo te dê todo o céu azul
Nas suas pernas se encrava o tesouro do meu baú
E eu te abuso

Me dê seu leite como meu licor
Me dê seus peitos cheios de amor
Me dê um beijo sem nenhum pudor
E você me penetra

Raspe meu sal como um animal
Use sua boca me faça seu fio dental
Solte meu cinto, dou seu guia e farol
E eu te ilumino

Diga seu nome que eu revelo minha identidade
Mate minha fome que eu farei tuas vontades
Uma esfinge cercada por três piramides
E Você me enterra

Sou sua sombra, seu espelho, sua ilusão
Você é meu leito, minha onda, minha missão
Não temos tempo precisamos de solução
E quem é que espera?

Temos dois lados, pois temos frente e verso
Me queira inteiro assim te imploro e peço
Sou mais que o avesso sou seu fogo seu forro seu ferro
E eu te engulo

Eu sou um homem você é uma mulher
Você me come porque eu quero ser sua mulher
E eu quero o homem que come essa mulher
Será que você me entende?

E finalmente restaremos só osso e pó
Sejamos homens, mulheres, qualquer um de nós
E Fatalmente terminaremos sós
Mas você: a quem pertence?

Você pertence à você.


Vai dizer que as letras de funk não são ingênuas?

Antes do fim:

Não confundir Capitão de fragata com cafetão de gravata.
Não confundir espingarda de caçar rolinhas com espinafre de caçarolinha.
Não confundir a banda dos fuzileiros com a bunda do funileiro.
Não confundir Pato a Tucupi com entupir o cu do pato.
Não confundir a grande obra do mestre Picasso com grande picasso do mestre-de-obras.
Não confundir a boba da Celeste com abóbada celeste.
Não confundir idiossincrasia com índio sem camisinha.
Não confundir crepúsculo com opúsculo.
Não confundir hóstia de missa com bosta de pica.
Não confundir o livro de história de Rocha Pombo com a história da pomba da Marta Rocha.

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

|CQC|


Sempre fui fã do Marcelo Taz, desde os tempos em que ele apresentava o Vitrine na Tv Cultura.

Ontem estreou na Band um novo programa “cômico-jornalistico” na Band chamado Com Qualquer Custo, ou simplesmente CQC. Achei muito interessante e inovador. Apesar de por vezes ser parecido com algumas coisas que já vimos. Eles se parecem um pouco com o Pânico, fazem perguntas pertinentes e incomodam os entrevistados , porém, sem cair no besteirol. Eles se parecem com um antigo quadro que o Alexandre Garcia tinha no Fantástico dos bastidores da política, porém mais ácidos. Eles se parecem com o Casseta e Planeta sob o aspecto de ser uma grande equipe de engraçados porém, sem cair na malha fina da Globo. É inovador por misturar tudo isso e ficar legal. É inovador porque é um formato que já existe há bastante tempo na Argentina e os outros é que copiaram deles.

Destaque para o repórter Rafinha Bastos, gaúcho, que fez uma reportagem sobre a poluição nas águas de São Paulo. Ele foi procurar uma solução e mostrou como é difícil conseguir falar com uma autoridade. Depois de várias tentativas, conseguir falar com alguém, derrubou água de esgoto na mesa do importante, colocou um vaso sanitário na recepção do lugar, abaixou as calças e sentou ali e raptou uma planta, que prometeu devolver assim que o problema estivesse resolvido.

Enfim, é jornalismo com comédia. Talvez eles incomodem um pouco os políticos mostrando os políticos como eles são. O programa já é sucesso na Argentina, Chile, Espanha e Itália, inclusive foi a pedra no sapato, ou melhor, a mosca na sopa dos últimos Presidentes Argentinos.

O programa é transmitido todas as segundas a partir das 22:45 na Band.

Antes do fim:

Destaque para a trilha sonora do programa,.teve Metálica, Ramones e bastante rock. Ponto negativo para a câmera nervosa que não é necessária.
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

|Baucis e Filémon|

Pra começo de conversa:
Como estou com postagens atrasadas, resolvi descarregar hoje. Seguem duas histórias bem bacanas que eu encontrei nas minhas navegadas pelo mundo virtual.

A primeira historinha serve para homenagear todas as pessoas que acreditam em Dia dos Namorados. Logo em seguida coloco uma homenagem a todas as pessoas que acreditam que podem resolver alguma coisa pelo tele-atendimento.

Querendo experimentar a bondade dos homens, conta a mitologia, Júpiter e seu filho Mercúrio tomaram um dia a forma humana e desceram a uma terra da Grécia chamada Frigia.

Bateram aí de porta em porta, pedindo agasalho; mas ninguém lhes prestou atenção, nem socorreu. Tendo procurado em vão despertar a piedade dos habitantes do lugar, chegaram enfim a uma pobre cabana de um casal de velhinhos, que os acolheu com doçura e caridade. Chamava-se a mulher - Baucis, e o marido – Filémon. Alimentando e confortando os forasteiros, nem o marido nem a mulher podiam de leve suspeitar estarem na presença de deuses.


Depois de ter repousado com o filho Mercúrio, Júpiter, ao sair, transformou a pobre cabana em um templo suntuoso e disse aos velhinhos maravilhados que poderiam pedir-lhe o que quisessem, pois tudo lhes concederia. Marido e mulher, dando-se as mãos amorosamente, pediram então que lhes concedesse a graça de não morrer um antes do outro...
E o pedido foi concedido.

Certo dia, quando já contavam idade bem avançada, estavam nos degraus do templo, narrando a história daquele lugar sagrado, quando Baucis viu brotarem folhas em Filemon e Filemon viu o mesmo fenômeno ocorrendo em Baucis. Ainda trocavam palavras de despedida quando uma coroa de folhagem brotou-lhes na cabeça.

- Adeus, amor da minha vida - diziam juntos e, no mesmo momento, o tronco se fechou em suas bocas. Os pastores da Tiania mostram ainda hoje as duas árvores - o carvalho e a tília - lado a lado como se estivessem namorando para sempre.

Antes do fim:
Achei este texto no site http://www.previdi.com.br/. Vale a pena ler!

O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UMA ATENDENTE DE TELEMARKETING

No princípio era o Gerúndio. E Deus pegou o telefone e disse:
- A gente vai estar fazendo a Luz!

Mas a luz não se fez, porque uma atendente O mandou esperar na linha, por favor.
E Deus teve que aguardar um bilhão de anos, ouvindo Für Elise. E quando foi atendido, Deus repetiu:
- A gente vai estar fazendo a Luz! E isso vai estar sendo uma ordem!

E a voz do outro lado disse:
- Desculpe, Senhor, mas Luz não vai estar sendo neste setor. Eu vou estar encaminhando o Senhor para o setor de Fotogênese e Ontogenia.

E Deus deu cascudos em cinco anjinhos, criou o Oriente Médio e inventou a injeção de Benzetacil para descontar a raiva.
Então, esperou mais três bilhões, setecentos e noventa e nove milhões, três mil, trezentos e quatorze anos. Ao final dos quais, escutou:


- O Senhor está no setor de Fotogênese e Ontogenia. Para criar a Luz, disque 1. Para criar o sistema solar, disque 2. Para criar o homem, disque 3. Para saber a idade da
Hebe Camargo, disque 4. Para reclamações quanto à Criação, disque 5 ou aguarde que um dos nossos filósofos metafísicos vai atendê-lo.

E Deus apertou o 1 e esperou mais dois bilhões de anos, tempo este que usou para, como revanche, inventar o doce de melancia, os livros escritos por ex-prostitutas e o
sistema partidário brasileiro. Ao final daquele tempo, o Criador foi atendido:
- Pois não, Senhor, com quem eu estou falando?
- Com Deus, minha filha, o Onisciente, o Onipresente, o Onipotente. Mas pode me chamar de Magnânimo.
- E em que eu vou poder estar lhe ajudando, Senhor?
- A Luz, minha querida. Eu estou esperando na linha há não sei quantos bilhões de anos.
Quero estar criando a luz. Pode ser ou tá difícil?
- Só um milhão de anos, por favor, Senhor.
- Um milh...? Eu...

E Deus ouviu Für Elise por mais seis bilhões de anos, o que definitivamente contribuiu para, no futuro, Beethoven ter sofrido bastante e morrido surdo. E ao final deste período e de dialogar com mais de cem atendentes, finalmente teve seu pedido atendido.
E descontaram o valor da obra dobrado na fatura do Seu cartão de crédito e não deram os brindes promocionais, como as duas luas de Vênus e um anel a mais em
Saturno.

E Deus se vingou, criando a mensagem de celular fora da área de cobertura e a taxa por deslocamento.