quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
|Carnaval|
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
|Na Natureza Selvagem|
Baseado na Obra de: Jon Krakauer (Into the Wild)
Elenco: Emile Hirsch (Christopher McCandless), Marcia Gay Harden (Billie McCandless), William Hurt (Walt McCandless), Jena Malone (Carine McCandless), Brian Dierker (Rainey), Catherine Keener (Jan Burres), Vince Vaughn (Wayne Westerberg), Kristen Stewart (Tracy), Hal Holbrook (Ron Franz), Zach Galifianakis (Kevin)
Duração: 140 min.
Gênero: Drama/Aventura
Christopher Johnson McCandless nasceu em 1968 e cresceu no estado da Virginia, EUA. Filho de um engenheiro da NASA, ele sempre se destacou por sua habilidade atlética e um certo isolamento, que se traduziu num crescente descontentamento com a situação social nos EUA. Em 1990, inspirado pelos trabalhos de escritores como Jack London, Leon Tolstoi e Henry David Thoreau, largou tudo após concluir a universidade, doou suas economias para a caridade e se tornou um andarilho, assumindo a alcunha de Alexander Supertramp. Viajou pelos EUA, alternando períodos na estrada e trabalhos temporários. Sua peregrinação culminou em uma viagem para o Alasca, onde pretendia viver da terra em um estado de isolamento e contemplação.
A história real de Christopher McCandless se tornou o livro “Na Natureza Selvagem”, de Jon Krakauer, em 1997. Dez anos depois, o ator e diretor Sean Penn reacende a lenda deste jovem, neste belíssimo e emocionante drama. O filme traz um magro e barbudo Emile Hirsch (“Os Reis de Dogtown”, “Alpha Dog”) como protagonista, quase irreconhecível para quem se lembra de seu papel como o garoto de “Show de Vizinha”, de 2004. “Acho que eu tinha uns 9 anos quando passou um programa na televisão e eu fui cativado e fascinado pela história desse cara que foi para o Alasca”- lembra-se Hirsch - “Aquilo me impactou profundamente quando eu era criança. Depois que Sean me ofereceu o papel e eu li o livro, aquelas emoções voltaram com tudo.”. Tentando recriar a personalidade forte e decidida de Chris, Hirsch faz um trabalho impecável e merece cada um dos muitos elogios que recebeu de público e crítica por sua atuação. Também espanta a seriedade de seu treinamento físico: para filmar as cenas no Alasca, o ator de apenas 22 anos chegou a perder 15 quilos, atingindo o peso de 52 Kg (ele tem 1,70 m).
Eu poderia dizer que a presença dominante de Emile Hirsch, entremeada por uma narração quase poética, carrega o filme, mas isso seria uma grandíssima injustiça em relação a todos os outros envolvidos no trabalho, em especial com o veterano Hal Holbrook. Holbrook interpreta Ron Franz, um viúvo e veterano de guerra que conhece Chris durante suas viagens e por algum tempo convive com o andarilho, ensinando-lhe sobre sua profissão. Ron, assim como tantos outros no caminho de Chris, vive à margem da sociedade, isolado em um mundo particular. O momento da despedida entre ele e o jovem idealista é o momento mais emocionante do filme, tanto que Hal Holbrook foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 2008. Outros atores também marcam presença no longa: William Hurt e Marcia Gay Harden fazem os papéis dos pais de Chris e servem como vínculo do andarilho ao seu passado; a jovem Jena Malone interpreta Carine, a irmã de Chris, e faz muitas das narrações do filme, contando um pouco do passado dos dois irmãos. Uma surpresa entre os coadjuvantes é Brian Dierker, treinador de Hirsch nas cenas com caiaque, que acabou sendo convencido por Sean Penn a interpretar Rainey, um hippie que viaja pelas estradas em seu trailer com a parceira Jan, vivida pela atriz Catherine Keener. Outro nome que merece ser mencionado é o da bela Kristen Stewart, interpretando uma adolescente no acampamento de trailers de Slab City que se apaixona pelo espírito aventureiro de Chris.
Desde o lançamento do livro de Krakauer, Sean Penn buscava uma oportunidade para obter os direitos de filmagem da história. Foram tantos anos até a família MacCandless se sentir preparada para reviver aquele período em suas vidas, que quando o projeto recebeu o sinal verde, Penn já sabia exatamente como fazer seu filme. “Era como se Sean tivesse pensado no filme durante todos aqueles dez anos. Tudo aquilo simplesmente começou a sair porque o filme inteiro já estava dentro dele antes mesmo de Sean escrever uma página” comenta Art Linson, produtor do filme. Isso fez com que Sean Penn tivesse tempo para fazer escolhas muito específicas para a produção. Para a cinematografia, que envolveria muitas paisagens naturais e deveria tentar transmitir o sentimento de assombro de Chris em relação à natureza, o diretor procurou Eric Gautier, diretor de fotografia em “Diários de Motocicleta”, de Walter Salles. Nas palavras de Sean Penn: “Eu conversei com Walter Salles, quem eu conheço e respeito muito, e ele começou a falar sem parar como Eric era excelente e um verdadeiro artista e tal... e ouvir isso de Walter foi uma coisa e tanto... Eu sinto que fui muito sortudo, pois este é o cara com quem quero fazer todos os meus próximos trabalhos”. Não só na identidade visual de “Na Natureza Selvagem” vemos o cuidado de Sean Penn. O diretor também queria que o filme tivesse uma identidade musical única e acabou procurando Eddie Vedder, ex-vocalista do Pearl Jam, para complementar a trilha sonora para a película. O compositor já conhecia Penn desde seu trabalho na trilha sonora de “Os Últimos Passos de um Homem” e não hesitou em participar do projeto. Vedder compôs várias das canções originais do filme, tocando ele mesmo todos os instrumentos em muitas das composições. O estilo rústico das músicas e a voz de Vedder caem como uma luva no ritmo e na fotografia do filme, criando uma trilha sonora marcante e que não deveria ter ficado de fora do Oscar de 2008. A impressão realmente é de que a música de Vedder ajuda a contar a história e mergulha nos pensamentos de Chris à medida que este atravessa os EUA.
É difícil não ser repetitivo ao elogiar “Na Natureza Selvagem”. Um trabalho que mostra uma grande maturidade artística de Sean Penn como diretor e roteirista e uma produção impecável, com atuações emocionantes, é o mínimo a se dizer. Dizer que o filme além de belo traz uma profunda reflexão sobre nosso papel na sociedade também seria apenas tocar a superfície de “Na Natureza Selvagem”. Mas nesse ponto acaba a crítica cinematográfica e começa a filosofia, então prefiro deixá-los com o filme e com suas próprias reflexões.
Antes do fim:
O filme é espetacular. Não sei porque demorei tanto para assistir. Deve ser por culpa dessa demora que assisti o filme duas vezes seguidas. A jornada do protagonista deveria ser obrigatória para todas as pessoas, afinal quem não quer encontrar o seu Alaska?
19038
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
|Abaixo o amigo secreto!!!|
Do site do Tulio Milman:
Comentei no último programa Café TVCOM o meu cansaço em relação à tradicional prática do amigo secreto. Virou uma chatice. São presentes comprados por obrigação, recebidos sem entusiasmo e muitas vezes repassados ao amigo secreto do outro dia. Ou reembrulhados e entregues para aquela dinda do sobrinho da avó que vai estar no Natal da família.
O pior de tudo são as descrições sem graça que somos obrigados a fazer e ouvir no meio de uma roda: "O meu amigo é um cara muito legal, adora futebol e é um baita colega".
Um porre.
Até do ponto de vista econômico é uma piada. Muitas vezes a gente compra um presente de 20 reais que o outro pediu e recebe um de 20 que não quer. De uns tempos para cá, cada um escolhe o que deseja ganhar. Tudo em nome da praticidade. Quem tem tempo para pensar num presente criativo?
Seria muito mais eficiente se a turma da firma juntasse os 20 pilas de cada um e doasse para uma instituição de caridade séria no fim do ano.
Você concorda??
Antes do fim:
Eu concordo em quase tudo… Agora juntar os pila e dar para uma instituição já não é tão bacana. Estou pensando em alguma coisa legal! Ainda não sei o que é.
18885
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
|Convivência|
Estou falando é de conviver com os outros. Conviver em harmonia e com alegria e, sobretudo, com tolerância. Viver sem se levar muito a sério. Sem levar nada muito a sério. Porque nada é realmente sério. Porque tudo o que se faz na verdade não tem sentido. É só uma tentativa de esquecimento.O outro.As notícias horripilantes do jornal de todo dia, a arrogância do chefe, a mesquinhez do colega, a violência, quanto de dor se pouparia se as pessoas soubessem que só o que importa de verdade é conviver com o outro.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
|As chaves|
O Sol retoma logo a dianteiraFinalmente eu e a Aline conseguimos tocar no nosso apartamento. Depois de alguns contratempos, as chaves já estão em nossas mãos.
Mandando avisar que o céu é dele
E que tudo vai mudar
Tudo vai mudar
Tudo vai mudar
Tudo vai mudar
E já não existia mais tristeza no ar
Assim que o sol nasceu e começou a brilhar
A luz tranqüilizou toda a população
A chuva já não nos preocupava
Havia novo gás pra crowd da parada
E o sol quem toma conta do planeta
E manda avisar que o seu povo
não precisa mais chorar
Não precisa mais chorar
Não precisa mais chorar
Não precisa mais chorar
O sol que toma conta do planeta
Mandando avisar que o céu é dele
E que tudo vai mudar
Tudo vai mudar
tudo vai mudar
tudo vai mudar...
Agora sim vai começar uma nova vida, tudo vai mudar.
Antes do fim:
Bem que essa poderia ser a trilha sonora das matérias sobre Santa Catarina. A música é do Maskavo, uma banda de Brasília com um som bem legal.
18691
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
|Chorando no Campo|
A chuva cai chorando
E o meu amor vai e vem
No céu, no chão
A rede vai e vai levando
A noite além da noite
Me faz lembrar o que eu não vivi
Toda essa história esse segredo
Memórias num vendaval
Pela estrada enquanto eu passo
O cinema é só ilusão
Vou chorando pelo campo
No meio do temporal
A chuva dá saudades
De um lugar que eu nunca fui
E o vento vai soprando
Um choro tão distante
Pela estrada enquanto eu passo
O cinema é só ilusão
Vou chorando pelo campo
No meio do temporal.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
|E o Sol?|
Antes do fim:
Sabe puto da cara? Fiquei.
18653
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
|A tempestade|
Chegou a tempestade devastando o lugarE quem viu desesperou-se e comecou a chorarO frio, queimando as plantas, castigando animaisA fome era o que mais assolavaMatando bons e maus em uma só tacada
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
|Estaleiro Só|
Produziram ferros, sinos para igrejas, tachos de cobre e, durante a guerra do Paraguai, forneceram bocais, estribos e cornetas para o exército em operação. Neste período, parece ter se desenhado a vocação da empresa, que também passou a fazer reparos na frota naval da Marinha Brasileira.
Nas últimas décadas, estabeleceu-se como sociedade anônima, adotando o nome de Estaleiro Só S.A. Depois de já constituído como um estaleiro, produziu mais de 170 embarcações, cerca de 30 modelos de navios, entre eles ferry-boats, navios-tanque, baleeiras, rebocadores, iates e pesqueiros. Seu apogeu ocorreu durante a década de 70, do século XX. Neste período, chegou a contabilizar cerca de 3 mil funcionários.
Nos anos 80, a indústria sofreu um forte declínio, principalmente devido à falta de financiamentos. O Estaleiro Só iniciou, então, um processo de diversificação de suas atividades, abrindo uma divisão de metal-mecânica, destinada à fabricação e pré-montagem de caldeiraria pesada, semi-pesada e leve. Esta iniciativa, que chegou a dar uma sobrevida ao empreendimento, não foi suficiente para mantê-lo ativo nos anos que se seguiram.
A área com mais de 50 mil metros quadrados junto ao Guaíba, na zona Sul da capital, está abandonada desde 1995 após ser utilizada desde meados dos anos 50 para fins privados. Hoje, o que existe no local são as ruínas do Estaleiro, lixo e abandono.
Então alguém comprou a área em um leilão. E provocou a ira de pessoas que querem deixar tudo abandonado do que jeito que esta com o argumento de que irá privatizar a orla do Guaíba. Aquela parte da orla já é privada! É de propriedade de ratos, baratas, cobras e drogados. Sou totalmente favorável de que algo seja construído ali urgentemente. Os novos donos do local querem construir prédios comerciais e residenciais. Vai ficar muito legal. Bem melhor do que as áreas já utilizadas pela iniciativa privada (existem áreas junto ao Guaíba utilizadas pelos times do Grêmio e do Inter).
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
|A Grande Preocupação|
Thiago Correa - A Grande Preocupação
Composição: Thiago Correa
Hoje eu vou falar o que eu tenho percebido.
Mas sei quando acabar você já vai ter esquecido.
Por que a nossa memória cabe só o que interessa.
Tem Maria tem Glória, mas a ordem não é essa.
Tem a tal de violência, mas é só no seriado.
Tenho a alarme, grade e um pastor alemão.
Mas sinceramente voto em libertar os condenados
E mudar pra segurança da prisão
Li sobre um policial morto semana passada
Saiu a nota no jornal. A causa não revelada
Eu já nem me admiro porque sei da verdade
Morreu de tiro? Não. De honestidade.
Sua esposa é professora e tá aprendendo a lição
Já tá usando a vassoura em sua nova profissão
Ela não come todo dia, mas comprou televisão.
Viva as Casa Bahia
felicidade em prestação.
Policia desmonta um grande esquema de corrupção
Criança atingida por bala perdida na operação
Mas a Grande Preocupação
Foi que levou a táça da segunda divisão (Vai lá Timão)
Dinheiro roubado, imposto aumentado e a gente a cantar (Lalaiálaiá)
Mendigo encontrado intoxicado por lixo hospitalar
Mas a Grande Preocupação foi quem se virou nos 30 no domingo do Faustão. (No domingão)
Pele branca, grana preta, adolescente revoltado.
Se acha excluído por não ser discriminado
Sonha em fazer Dread, ser pobre e favelado.
Vende drogas, usa gírias, fala bem, melhor calado.
Enquanto acha bonitinho ser ladrão
Seu pai faz vasectomia e a mãe lipoaspiração
Mas povo alegre só enxerga a solução
A gente desce na boquinha da garrafa até o...
Brasileiro é alegre,
Brasileiro tem gingado.
A família toda espera que ele seja advogado
Na primeira oportunidade vai pro exterior
É o melhor dos manobristas, tem diploma de doutor.
Mas tu viu o noticiário que horror?
Dado Dolabela na carreira de cantor
Ronaldinho engordou e ainda está na seleção
Sandy e Júnior anunciam sua separação.
Nosso povo é bem tratado a pão e circo e novela
Eu acredito no senado, acredito em Cinderela.
Mas se o circo não tem dono é só leão que come?
Então tem pizza rolando enquanto o povo passa fome?
Hoje mesmo eu sonhei que era deputado
Terça e Quinta trabalhei, depois fiz feriado.
Suas regras decido, minhas leis eu mesmo invento.
Então tá bom, tá resolvido, vou me dar mais um aumento.
Quanta coisa acontecendo, ninguém sabe, ninguém viu.
Olha o Lula recebendo o Papa no Brasil
Meu cumpadi, meu amigo, venha
cá me dar um abraço.
Faça tudo o que digo, mas disfarça o que eu faço.
Quem transar de camisinha vai ouvir um sermão
Mas pra benzer um coroinha a gente abre uma exceção.
Então esquece o pecado, o Romário já fez mil.
Nesse país de Pelados o costureiro é o Clodovil.
Antes do fim:
Não gosto de horário de verão.
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