segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Passou e tu não viu



Não existe mais ninguém que lembre do aniversário de alguém sem as redes sociais.

Assim como já ocorre a 37 anos, no dia 5 de novembro, sábado, foi meu aniversário. Antecipadamente eu havia retirado a visualização e o aviso da data na minha página no Facebook. Resultado: recebi raríssimas felicitações. Por telefone foram somente meus pais. Por WhatsApp recebi de algumas pessoas que viram no Skype ou no LinkedIn. Não dá para encher uma mão as felicitações espontâneas que recebi.

Não fiz nenhum tipo de festinha. Seja churrasco, janta, almoço ou qualquer tipo de celebração com convidados. Resultado: sem presentes. Somente da esposa. Algo útil e que eu estava precisando.

Minha conclusão: vivemos uma falsa ilusão de que redes sociais podem aproximar pessoas. Somos incentivados pela própria rede a uma aproximação. Sem esse empurrãozinho quem lembra de alguém? Quantas felicitações sinceras recebemos sem a rede social? No meu caso, menos de cinco.

Realmente não sou muito adepto de grandes comemorações de aniversário. Nesta data, já que não fui muito requisitado, aproveitei para tirar um dia sabático. Sem ligar computador, da cama para o sofá e de volta para a cama. Comprei um jornal de papel (fazia tempo que não comprava um jornal), assisti a coisas legais na TV, procurei não atrair problemas, procurei evitar a fadiga. De repente, o dia do meu aniversário acabou. Assim, sem grande aviso, sem evento no Facebook. Sem ser trend topic.

Necessário, somente o necessário. O extraordinário é demais.

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