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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ipanema FM - Fica a lenda

Um pouco menos de um ano após a Ipanema dar um guinada na programação procurando se tornar mais "digerível" para alguns ouvintes e eu escrever um texto sobre o fim da era Ipanema, a dona Band resolveu que realmente não vale a pena manter uma rádio que foi autêntica e fez história por mais de 30 anos.

A Ipanema vai deixar a frequência 94,9 de Porto Alegre. A Ipanema vai deixar de ser FM. Em seu lugar mais uma rádio de futebol e notícias. Só mais uma. O que aconteceu com as rádios de Porto Alegre? Tivemos a Ipanema, a Felusp, a Band FM (que em Porto Alegre era uma rádio adulta contemporânea) e ainda muito antes a Continental no AM.

A Ipanema realmente nunca teve uma audiência numerosa. Mas era uma audiência extraordinária. A rádio mudou. Os ouvintes mudaram. A música mudou. Antes o bacana era ouvir o bom e velho rock n' roll. Agora? Melhor não comentar.

Os ouvintes militantes da Ipanema já não estavam contentes. Com a última mudança na gerencia da emissora a rádio mudou muito sua postura. Não era sombra do que foi um dia. A era da Ipanema já tinha acabado. Mas ela estava lá. Ainda tinha o Alemão Vitor Hugo como uma voz que ainda insistia em nos acordar todas as manhãs.

A Ipanema foi a escola de rock de uma geração. Ela fez a cabeça e formou a opinião de muitas pessoas. Algumas músicas só tocaram na Ipanema. Só fizeram sucesso na Ipanema. Tocaram antes na Ipanema.

Desligaram os tubos. Agora ela se vai. Tudo na vida tem seu ciclo. Tudo morre um dia. Fica a lenda.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ipanema FM - Fim de uma era.

Então após ter sido deixada de lado por 30 anos, a direção de rádios da Bandeirantes resolveu dar uma olhada na Ipanema FM. Olhou e viu que a rádio não tinha nada a ver com as outras. Viu que a rádio não estava entre as líderes de audiência no geral e tampouco no segmento jovem. Aliás, em que segmento a Ipanema atuava?

A Ipanema era uma rádio feito para um nicho de ouvintes muito específico. Um nicho talvez vanguardista não disposto a aceitar o que o mercado impõe como aquilo que todos devem escutar no rádio. A Ipanema era assim.

Na Ipanema você nunca sabia o que ia tocar. Era ligar o rádio e ser surpreendido. Não tocava os sucessos populares. Tocava os seus sucessos. A Ipanema fazia seus “top hits”. Tem músicas que só tocaram na Ipanema e eram sucesso entre os ouvintes. Sua parada de sucessos não se assemelhava a parada de sucessos de outras rádios.

Os locutores nunca foram acelerados, alegres o tempo inteiro. Eram pessoas que falavam normalmente. Os locutores não simplesmente falavam o nome da música, eles também falavam o motivo de tocar aquela música, qual o contexto. Quando informavam alguma notícia os locutores passavam sua visão sobre aquele assunto e tentavam mostrar como aquilo poderia afetar o ouvinte.

A rádio que um dia foi “a rádio para quem tem algo entre as orelhas”, “a rádio dos loucos”, “a menos pior” e “a rádio ouça pra frente” não é mais assim.

São novos tempos. A direção da Bandeirantes lembrou que tinha dado um canal de rádio para uma gurizada. Lembrou que o 94,9 ficava perto da 94,3 e que se fizesse uma programação parecida poderia roubar alguns ouvintes de uma das rádios mais ouvidas de Porto Alegre. Achou que poderia se intitular a rádio rock de Porto Alegre e não perder ouvintes que sabiam como era uma rádio rock.

Hoje a Ipanema toca várias vezes durante o dia o mesmo “playlist”. O meu pen drive tem mais músicas que o da Ipanema. Hoje a Ipanema tem locutores que falam alto e rápido. Locutores que só falam o nome da música.

Entre as opções parecidas com a antiga Ipanema temos a Unisinos e a Itapema (com boa vontade). Mais que isso somente webrádios. Sugiro as rádios Putzgrila, Dinâmico, Rádio Elétrica e On The Rocks.

Ipanema, a rádio que não mais aquela, FM.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

|Post Inédito|

Faz tempo que não escrevia no blog. Não sei exatamente se é a falta de assunto ou a falta de vontade de escrever. Não tenho explicação pra isso. O fato é que o Coisas Urbanas esta aqui meio sem dono. Tenho escrito bastante no Twitter, estou no endereço www.twitter.com/mauromu Escrevo ali quase que diariamente e quase que dezenas de vezes por dia.

Falta de assunto pra escrever não é, talvez eu tenho assunto o suficiente pra escrever um livro. Justamente esse excesso de assunto é que deve ter ocasionado essa ausência. Com uma oferta grandiosa demais de pautas para o blog, acabo não me decidindo sobre o que escrever.

Vamos então a um pequeno resumo do que tem acontecido nos altos da Antônio de Carvalho. O apartamento esta ótimo, tudo certinho no meu relacionamento monogâmico com a Aline. Recentemente adquirimos uma moto, chamo ela de Ruiva pois é vermelha. Aliás, chamo ela assim somente nos meus pensamentos, já pensou ficar chamando uma moto na rua? Bem, estamos bem satisfeitos com a moto, apesar de ser de baixa cilindrada, já nos levou pra praia e tudo.

Estou de férias, praticamente sem fazer nada de muito útil pra humanidade. Comprei alguns DVDs de shows, que são ótimos de ver e escutar no super aparelho de som e vídeo aqui de casa. Comprei acústico do Lobão, show do Engenheiros do Hawaii e Pouca Vogal, baixei da internet o show do Cidadão Quem gravado no Teatro São Pedro. Tento acompanhar os músicos como violão que ganhei da Aline de aniversário, mas isso não tem apresentado um avanço satisfatório de aprendizado.

Assisti alguns bons filmes no cinema. Recomendo todos: Fim da Escuridão, O Lobisomem e Sherlock Holmes. Assisti a uma apresentação teatral: Solos Trágicos, na beira do Guaiba, nos fundos da Usina do Gasômetro com musica ao vivo. Fui fazer rafting nas corredeiras do Paranhama em Três Coroas, fui a Torres veranear, em Tramandaí pra visitar o Camporee, em São Lourenço passar o réveillon, em Bento Gonçalves fazer um curso. Para amenizar o calor fui a todos os shoppings de Porto Alegre e tomei alguns banhos na piscina do condomínio. Li "Pra ser Sincero" do Humberto Gessinger e "Bellini e o Demônio" do Toni Belotto entre outras coisas.

Hoje é quinta de carnaval, sim, no Brasil uma semana antes e uma semana depois do carnaval é carnaval. Volto a trabalhar na próxima quarta cheio de gás e tomara que pronto para enfrentar novos desafios que surgirem. Acho que só sabemos que estávamos prontos para o desafio depois de enfrentá-lo. E assim segue a vida, com calma e força pra encarar tudo.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

|Amanhã, não fará diferença|

Em meio as comemorações da Indendência do Brasil, o grande feriado Nacional, assistindo a alguma reportagem sobre os desfiles marciais (que não sei para que servem) lembrei que ontem fui assistir ao show do Arthur de Faria e Seu Conjunto no Teatro de Arena em Porto Alegre. Lembrei hoje de uma música em especial. Uma música que na verdade é a adaptação de um poema de Daniel Galera.

Daniel Galera é o autor do livro que originou o filme Cão sem Dono, sobre o qual já escrevi alguma coisa quando ocorreu o lançamento. O poema é de uma sensibilidade que me fez pensar em coisas que já penso. A música serviria de trilha para todas as viradas do ano. Pelo menos hoje serve (infelizmente). O poema é uma oração. Uma breve oração de virada de ano. Serve para pensar no orgulho nacional do sete de setembro e todas as coisas que nos fazem ficar tão orgulhosos de nosso estado humano frágil.

Breve Oração de Virada de Ano
(Arthur, sobre poema de Daniel Galera)

"Dentes guardados. Não acabam nunca se guardados. Na boca apodrecem."
(Hilda Hilst, "Com os meus olhos de cão")

Deus, por favor não mais permita que os cachorros me dirijam olhares tristes por trás das grades do jardim das casas.
Deus, poupe-me também dos olhares tristonhos das empregadas que contemplam a cidade apoiadas nas sacadas dos prédios.
Tira, por favor, de todos os asilos, os adesivos do Ecco Salva afixados nas paredes.
Que as vastas platéias de cinema sejam ocupadas sempre por uma única pessoa, e que na saída do filme chova invariavelmente.
Bota fim, deus, a esse constrangimento injustificado que faz com que as pessoas desistam de foder e dar abraços, mesmo quando elas sabem que isto seria necessário.
Convence a todos da impossibilidade do amor, e observa enquanto descobrem o amor como a única possibilidade.
Quanto aos pecados capitais, peço que tornes a Gula compatível com a Vaidade, a Preguiça compatível com a Avareza, a Ira compatível com a Inveja, e que a Luxúria soterre as anteriores.
Acabe com a Aids, deus.
Que todos tenham plena consciência de que vão morrer definitivamente, e que na hora da morte não possam evitar um breve sorriso de desobediência infantil. E conserva os dentes dentro de nossas bocas,para que apodreçam conosco.
Que persista no tempo apenas aquilo que fomos capazes de criar.
Peço que amanhã de manhã, deus, eu seja acordado com o peso familiar de um certo corpo em cima do meu.
Que o sol invada minha barraca brando, resignado.
Então será o ano 2000, mas não fará diferença.

quarta-feira, 11 de março de 2009

|Sonho De Uma Flauta|

Nem toda palavra é

Aquilo que o dicionário diz

Nem todo pedaço de pedra

Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho

Que não sabe bater asa

Passarinho voando longe

Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor

Que o vento tirou pra dançar

Flor parece a gente

Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga

Lá de cima do avião

O céu parece um chão de areia

Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça

Tem gente que acha que ela é algodão

Algodão as vezes é doce

Mas as vezes né doce não

Sonho parece verdade

Quando a gente esquece de acordar

O dia parece metade

Quando a gente acorda e esquece de levantar

Hum... E o mundo é perfeito

Hum... E o mundo é perfeito

E o mundo é perfeito

Eu não pareço meu pai

Nem pareço com meu irmão

Sei que toda mãe é santa

Sei que incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida

Tem mordida que parece carinho

Tem carinho que parece briga

Briga que aparece pra trazer sorriso

Tem riso que parece choro

Tem choro que é por alegria

Tem dia que parece noite

E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo

Tem o novo que quer ter motivo

Tem a sede que morre no seio

Nota que fermata quando desafino

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas

É querer saber demais

Querer saber demais

Sonho parece verdade

Quando a gente esquece de acordar

O dia parece metade

Quando a gente acorda e esquece de levantar

Mas sonho parece verdade

Quando a gente esquece de acordar

E o dia parece metade

Quando a gente acorda e esquece de levantar

E o mundo é perfeito

E o mundo é perfeito

E o mundo é perfeito...


O Teatro Mágico

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

|Na Natureza Selvagem|

Roteiro e direção: Sean Pen

Baseado na Obra de: Jon Krakauer (Into the Wild)

Elenco: Emile Hirsch (Christopher McCandless), Marcia Gay Harden (Billie McCandless), William Hurt (Walt McCandless), Jena Malone (Carine McCandless), Brian Dierker (Rainey), Catherine Keener (Jan Burres), Vince Vaughn (Wayne Westerberg), Kristen Stewart (Tracy), Hal Holbrook (Ron Franz), Zach Galifianakis (Kevin)

Duração: 140 min.

Gênero: Drama/Aventura

Christopher Johnson McCandless nasceu em 1968 e cresceu no estado da Virginia, EUA. Filho de um engenheiro da NASA, ele sempre se destacou por sua habilidade atlética e um certo isolamento, que se traduziu num crescente descontentamento com a situação social nos EUA. Em 1990, inspirado pelos trabalhos de escritores como Jack London, Leon Tolstoi e Henry David Thoreau, largou tudo após concluir a universidade, doou suas economias para a caridade e se tornou um andarilho, assumindo a alcunha de Alexander Supertramp. Viajou pelos EUA, alternando períodos na estrada e trabalhos temporários. Sua peregrinação culminou em uma viagem para o Alasca, onde pretendia viver da terra em um estado de isolamento e contemplação.

A história real de Christopher McCandless se tornou o livro “Na Natureza Selvagem”, de Jon Krakauer, em 1997. Dez anos depois, o ator e diretor Sean Penn reacende a lenda deste jovem, neste belíssimo e emocionante drama. O filme traz um magro e barbudo Emile Hirsch (“Os Reis de Dogtown”, “Alpha Dog”) como protagonista, quase irreconhecível para quem se lembra de seu papel como o garoto de “Show de Vizinha”, de 2004. “Acho que eu tinha uns 9 anos quando passou um programa na televisão e eu fui cativado e fascinado pela história desse cara que foi para o Alasca”- lembra-se Hirsch - “Aquilo me impactou profundamente quando eu era criança. Depois que Sean me ofereceu o papel e eu li o livro, aquelas emoções voltaram com tudo.”. Tentando recriar a personalidade forte e decidida de Chris, Hirsch faz um trabalho impecável e merece cada um dos muitos elogios que recebeu de público e crítica por sua atuação. Também espanta a seriedade de seu treinamento físico: para filmar as cenas no Alasca, o ator de apenas 22 anos chegou a perder 15 quilos, atingindo o peso de 52 Kg (ele tem 1,70 m).

Eu poderia dizer que a presença dominante de Emile Hirsch, entremeada por uma narração quase poética, carrega o filme, mas isso seria uma grandíssima injustiça em relação a todos os outros envolvidos no trabalho, em especial com o veterano Hal Holbrook. Holbrook interpreta Ron Franz, um viúvo e veterano de guerra que conhece Chris durante suas viagens e por algum tempo convive com o andarilho, ensinando-lhe sobre sua profissão. Ron, assim como tantos outros no caminho de Chris, vive à margem da sociedade, isolado em um mundo particular. O momento da despedida entre ele e o jovem idealista é o momento mais emocionante do filme, tanto que Hal Holbrook foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 2008. Outros atores também marcam presença no longa: William Hurt e Marcia Gay Harden fazem os papéis dos pais de Chris e servem como vínculo do andarilho ao seu passado; a jovem Jena Malone interpreta Carine, a irmã de Chris, e faz muitas das narrações do filme, contando um pouco do passado dos dois irmãos. Uma surpresa entre os coadjuvantes é Brian Dierker, treinador de Hirsch nas cenas com caiaque, que acabou sendo convencido por Sean Penn a interpretar Rainey, um hippie que viaja pelas estradas em seu trailer com a parceira Jan, vivida pela atriz Catherine Keener. Outro nome que merece ser mencionado é o da bela Kristen Stewart, interpretando uma adolescente no acampamento de trailers de Slab City que se apaixona pelo espírito aventureiro de Chris.

Desde o lançamento do livro de Krakauer, Sean Penn buscava uma oportunidade para obter os direitos de filmagem da história. Foram tantos anos até a família MacCandless se sentir preparada para reviver aquele período em suas vidas, que quando o projeto recebeu o sinal verde, Penn já sabia exatamente como fazer seu filme. “Era como se Sean tivesse pensado no filme durante todos aqueles dez anos. Tudo aquilo simplesmente começou a sair porque o filme inteiro já estava dentro dele antes mesmo de Sean escrever uma página” comenta Art Linson, produtor do filme. Isso fez com que Sean Penn tivesse tempo para fazer escolhas muito específicas para a produção. Para a cinematografia, que envolveria muitas paisagens naturais e deveria tentar transmitir o sentimento de assombro de Chris em relação à natureza, o diretor procurou Eric Gautier, diretor de fotografia em “Diários de Motocicleta”, de Walter Salles. Nas palavras de Sean Penn: “Eu conversei com Walter Salles, quem eu conheço e respeito muito, e ele começou a falar sem parar como Eric era excelente e um verdadeiro artista e tal... e ouvir isso de Walter foi uma coisa e tanto... Eu sinto que fui muito sortudo, pois este é o cara com quem quero fazer todos os meus próximos trabalhos”. Não só na identidade visual de “Na Natureza Selvagem” vemos o cuidado de Sean Penn. O diretor também queria que o filme tivesse uma identidade musical única e acabou procurando Eddie Vedder, ex-vocalista do Pearl Jam, para complementar a trilha sonora para a película. O compositor já conhecia Penn desde seu trabalho na trilha sonora de “Os Últimos Passos de um Homem” e não hesitou em participar do projeto. Vedder compôs várias das canções originais do filme, tocando ele mesmo todos os instrumentos em muitas das composições. O estilo rústico das músicas e a voz de Vedder caem como uma luva no ritmo e na fotografia do filme, criando uma trilha sonora marcante e que não deveria ter ficado de fora do Oscar de 2008. A impressão realmente é de que a música de Vedder ajuda a contar a história e mergulha nos pensamentos de Chris à medida que este atravessa os EUA.

É difícil não ser repetitivo ao elogiar “Na Natureza Selvagem”. Um trabalho que mostra uma grande maturidade artística de Sean Penn como diretor e roteirista e uma produção impecável, com atuações emocionantes, é o mínimo a se dizer. Dizer que o filme além de belo traz uma profunda reflexão sobre nosso papel na sociedade também seria apenas tocar a superfície de “Na Natureza Selvagem”. Mas nesse ponto acaba a crítica cinematográfica e começa a filosofia, então prefiro deixá-los com o filme e com suas próprias reflexões.

Gustavo Catão

Antes do fim:

O filme é espetacular. Não sei porque demorei tanto para assistir. Deve ser por culpa dessa demora que assisti o filme duas vezes seguidas. A jornada do protagonista deveria ser obrigatória para todas as pessoas, afinal quem não quer encontrar o seu Alaska?


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

|As chaves|

O Sol retoma logo a dianteira
Mandando avisar que o céu é dele
E que tudo vai mudar
Tudo vai mudar
Tudo vai mudar
Tudo vai mudar

E já não existia mais tristeza no ar
Assim que o sol nasceu e começou a brilhar
A luz tranqüilizou toda a população
A chuva já não nos preocupava
Havia novo gás pra crowd da parada

E o sol quem toma conta do planeta
E manda avisar que o seu povo
não precisa mais chorar
Não precisa mais chorar
Não precisa mais chorar
Não precisa mais chorar

O sol que toma conta do planeta
Mandando avisar que o céu é dele
E que tudo vai mudar
Tudo vai mudar
tudo vai mudar
tudo vai mudar...
Finalmente eu e a Aline conseguimos tocar no nosso apartamento. Depois de alguns contratempos, as chaves já estão em nossas mãos.

Agora sim vai começar uma nova vida, tudo vai mudar.

Antes do fim:
Bem que essa poderia ser a trilha sonora das matérias sobre Santa Catarina. A música é do Maskavo, uma banda de Brasília com um som bem legal.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

|Chorando no Campo|

A chuva cai chorando

E o meu amor vai e vem

No céu, no chão

A rede vai e vai levando

A noite além da noite

Me faz lembrar o que eu não vivi

Toda essa história esse segredo

Memórias num vendaval

Pela estrada enquanto eu passo

O cinema é só ilusão

Vou chorando pelo campo

No meio do temporal

A chuva dá saudades

De um lugar que eu nunca fui

E o vento vai soprando

Um choro tão distante

Pela estrada enquanto eu passo

O cinema é só ilusão

Vou chorando pelo campo

No meio do temporal.


Antes do fim:
Esta música é do Lobão. Ficou ótima com a interpretação da Ira!.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

|A tempestade|

Dia de Sol, calor. O mar esta limpo, a areia bem branquinha.
Um ótimo dia para ir até a beira da praia e tomar um belo e refrescante banho de mar.

São três quadras até o mar. A caminhada é longa e cansativa. No final vai valer a pena.

Quando se estava para colocar o pé na areia caiu aquele toró. A praia teve que ficar pra outro dia.

Foi como um balde de água fria. Esfriou o que talvez estava muito quente. 

Antes do fim:
Chegou a tempestade devastando o lugar
E quem viu desesperou-se e comecou a chorar

O frio, queimando as plantas, castigando animais
A fome era o que mais assolava
Matando bons e maus em uma só tacada
Maskavo 

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

|A Grande Preocupação|

Incrível como as vezes encontro músicas que gostaria de ter feito. A música baixo está atualíssima e eu partilho do que é dito na letra. Para quem também gostar e quiser saber mais sobre o dono da música, acessa o site http://www.thiagocorrea.com.br/ que lá tu vai encontrar mais músicas e também versões de sucessos em ritmo de Samba Rock. Bem interessante.

 Thiago Correa - A Grande Preocupação


Composição: Thiago Correa

Hoje eu vou falar o que eu tenho percebido.
Mas sei quando acabar você já vai ter esquecido.
Por que a nossa memória cabe só o que interessa.
Tem Maria tem Glória, mas a ordem não é essa.

Tem a tal de violência, mas é só no seriado.
Tenho a alarme, grade e um pastor alemão.
Mas sinceramente voto em libertar os condenados
E mudar pra segurança da prisão

Li sobre um policial morto semana passada
Saiu a nota no jornal. A causa não revelada
Eu já nem me admiro porque sei da verdade
Morreu de tiro? Não. De honestidade.

Sua esposa é professora e tá aprendendo a lição
Já tá usando a vassoura em sua nova profissão
Ela não come todo dia, mas comprou televisão.
Viva as Casa Bahia
felicidade em prestação.

Policia desmonta um grande esquema de corrupção
Criança atingida por bala perdida na operação
Mas a Grande Preocupação
Foi que levou a táça da segunda divisão (Vai lá Timão)
Dinheiro roubado, imposto aumentado e a gente a cantar (Lalaiálaiá)
Mendigo encontrado intoxicado por lixo hospitalar
Mas a Grande Preocupação foi quem se virou nos 30 no domingo do Faustão. (No domingão)

Pele branca, grana preta, adolescente revoltado.
Se acha excluído por não ser discriminado
Sonha em fazer Dread, ser pobre e favelado.
Vende drogas, usa gírias, fala bem, melhor calado.

Enquanto acha bonitinho ser ladrão
Seu pai faz vasectomia e a mãe lipoaspiração
Mas povo alegre só enxerga a solução
A gente desce na boquinha da garrafa até o...

Brasileiro é alegre,
Brasileiro tem gingado.
A família toda espera que ele seja advogado
Na primeira oportunidade vai pro exterior
É o melhor dos manobristas, tem diploma de doutor.
Mas tu viu o noticiário que horror?
Dado Dolabela na carreira de cantor
Ronaldinho engordou e ainda está na seleção
Sandy e Júnior anunciam sua separação.

Nosso povo é bem tratado a pão e circo e novela
Eu acredito no senado, acredito em Cinderela.
Mas se o circo não tem dono é só leão que come?
Então tem pizza rolando enquanto o povo passa fome?

Hoje mesmo eu sonhei que era deputado
Terça e Quinta trabalhei, depois fiz feriado.
Suas regras decido, minhas leis eu mesmo invento.
Então tá bom, tá resolvido, vou me dar mais um aumento.

Quanta coisa acontecendo, ninguém sabe, ninguém viu.
Olha o Lula recebendo o Papa no Brasil
Meu cumpadi, meu amigo, venha
cá me dar um abraço.
Faça tudo o que digo, mas disfarça o que eu faço.

Quem transar de camisinha vai ouvir um sermão
Mas pra benzer um coroinha a gente abre uma exceção.
Então esquece o pecado, o Romário já fez mil.
Nesse país de Pelados o costureiro é o Clodovil.



Antes do fim:
Não gosto de horário de verão.

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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

|Olimpíadas|

O Brasil enviou para os Jugos na China uma delegação de 469 integrantes, sendo que destes somente 277 são atletas. Mais de 40% da delegação não é de atletas. O que fazem não atletas em uma olimpíada?

Na Olimpíada de Atenas em 2004, foram competir pelo Brasil 247 atletas. A delegação trouxe de volta apenas 10 medalhas. O Brasil participa de Jogos Olímpicos desde 1920 e ao todo já trouxe 76 medalhas, apenas 17 de ouro.

Os Americanos ao todo, na história dos Jogos já conquistaram 2177 medalhas, sendo 891 de ouro.
Até mesmo os pobres Cubanos, que sempre sofreram tanto nas mãos do Fidel já ganharam 164 medalhas e somente 100 destas não foram de ouro.

Pra que ir uma delegação tão grande de brasileiros para concorrer em coisas que nem temos chance de ganhar. Porque não enviar somente os atletas que realmente tem chance de ganhar alguma coisa. Acho vergonhoso vibrar um décimo lugar ou comemorar mais um bronze para o Brasil.

Existem os que reclamam de que não existe apoio financeiro do governo para os esportes olímpicos. E eu pergunto: existe comprometimento com um bom resultado? Você que tem um dinheirinho sobrando investiria em quem se contenta em estar participando dos maiores Jogos Olímpicos da história? Colocaria a marca de sua empresa na camiseta em quem fica feliz em ganhar uma medalha de bronze? Eu não.

Antes do fim:

Rockixe
Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho

Vê se me entende, olha o meu sapato novo
Minha calça colorida o meu novo way of life
Eu tô tão lindo porém bem mais perigoso
Aprendi a ficar quieto e começar tudo de novo

O que eu quero, eu vou conseguir
O que eu quero, eu vou conseguir
Pois quando eu quero todos querem
Quando eu quero todo mundo pede mais
E pede bis

Eu tinha medo do seu medo do que eu faço
Medo de cair no laço que você preparou
Eu tinha medo de ter que dormir mais cedo
numa cama que eu não gosto só porque você mandou...

Você é forte mais eu sou muito mais lindo
O meu cinto cintilante, a minha bota, o meu boné
Não tenho pressa, tenho muita paciência
Na esquina da falência que eu te pego pelo pé

Olha o meu charme, minha túnica, meu terno
Eu sou o anjo do inferno que chegou pra lhe buscar
Eu vim de longe, vim d´uma metamorfose
Numa nuvem de poeira que pintou pra lhe pegar

Você é forte, faz o que deseja e quer
Mas se assusta com o que eu faço, isso eu já posso ver
E foi com isso justamente que eu vi
Maravilhoso, eu aprendi que eu sou mais forte que você

O que eu quero, eu vou conseguir
O que eu quero, eu vou conseguir
Pois quando eu quero todos querem
Quando eu quero todo mundo pede mais
E pede bis, e pede mais...
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terça-feira, 22 de julho de 2008

|Tudo Muda o Tempo Inteiro|

Acredito que toda a polêmica em torno da intolerância à combinação de álcool e direção é uma questão cultural. Eu acho a coisa mais normal do mundo fazer tudo sem beber. Não vejo nenhuma necessidade de ter que tomar vinho pra comer massa, tomar cerveja para dançar ou beber whisky pra esquecer. Sempre fiz tudo de bom sem beber e acredito que até aproveitei mais do que quem bebe. Enfim, torço para que a lei continue em vigor e as estatísticas que mostram a diminuição dos acidentes sejam cada vez mais divulgadas.

Na contramão disso, fico preocupado com as mulheres feias. Essas se valiam do álcool na cabeça dos homens para conseguir ficar com alguém interessante. Da mesma forma, aqueles que davam a desculpa de que estavam bêbados e não se responsabilizam pelos atos, terão que arrumar outra desculpa.

Porque somente boas bandas acabam ou dão um tempo?

Nesta semana mais uma banda legal anunciou que vai dar um tempo. É a Engenheiros do Hawaii. Segue abaixo mensagem deixada no site da banda:

"Os Engenheiros do Hawaii vão sair da estrada por um tempo. Quanto tempo? Não sei. Talvez voltemos para comemorar os 25 anos, dia 11 de janeiro de 2010... Talvez um pouco antes ou muito depois. Sempre fomos uma banda silenciosa, estou curioso pra "verouvir" como vão soar as músicas e discos com este silêncio radicalizado. Novidades, neste site. Cuidem-se! Tu-di-bom!!!! HG".

E foi assim com a Ultraman, com o Ira!, com a Los Hermanos, com os Cascaveletes, com a TNT e por aí vai. Enquanto isso proliferam-se os Bondes disso e daquilo, os MC's e as duplas sertanojos.

Mais um ano de eleições. Mais um ano de coisas funcionando nas prefeituras. A minha rua já foi consertada. As ruas de Porto Alegre estão sendo melhor sinalizadas. Os prefeitos estão nas ruas ouvindo a população. Aquele vizinho estranho é candidato a vereador e te cumprimentou. Soluções mirabolantes serão encontradas para resolver os mais incríveis problemas. Ano que vem tudo estará igual. Sei lá, perdi a brilho dos olhos com esta história de eleições.

Antes do fim:

Nas grandes cidades de um país tão irreal

Os muros e as grades nos protegem de nosso próprio mal

Levamos uma vida que não nos leva a nada

Levamos muito tempo pra descobrir

Que não é por aí... não é por nada não

Não, não pode ser... é claro que não é, será?

Engenheiros do Hawaii

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

|Speed Racer|

Emocionante. Família, união, esperança, justiça, amor, emoção, drama, ação, ganância, trapassas e leite. Esses são os ingredientes da filmagem feita pelos irmãos Wachowski (Matrix) para Speed Racer (Emilie Hirst - Show de Vizinha). A filmagem da história de Speed no Mach 5 cor de prata enche os olhos de tanta cor. Chega a ser psicodélico.

Toda a histório dos desenhos está no filme. Tem a Trixie (Chistina Ricci - Monster, Gasprzinho, A Lenda do Cavalheiro Sem Cabeça) , inseparável namorada de Speed e o enigmático Corredor X (Mathew Fox - Lost) que na verdade é Rex Racer, o irmão disfarçado de Speed, e é claro que ficamos torcendo para que Speed descubra que o misterioso piloto é na verdade o seu irmão. É válido registrar que a mãe de Speed é vivida pela Oscarizada Susan Sarandon (Encantada e Thelma e Louise). O Gorducho e o macaco fizeram um ótima dupla. aliás, o macaco é de verdade, apesar das reclamações do PETA.

As corridas são pura adrenalina, impossível não torcer por Speed. Os carros detem acessórios que os fazem pular, dar cambalhotas e fugir dos mais diversos truques pregados pelos corredores trapaceiros. Tem até um carro patrocinado pela Petrobrás.

O filme critica as grandes coorporações, responsáveis pelas maldades do mundo, incluindo aí a manipulação de resultados de corrida e a destruição de famílias por dinheiro. Uma bonita mensagem de que um outro mundo é possíve, bastando fazer a sua parte para começar a mudar.
A comemoração de Speed com leite no final das corridas é no mínimo ilária.

Chegou a ser esquisito o momento em que saí da sala de cinema e liguei o rádio. Estava tocando a música Go, Speed Racer, Go! da banda Sponge, que é da trilha do filme e seguiu-se com Match 5, sucesso de um tempinho atrás da banda Presidents of U.S.A.. O clima do filme continuou um pouquinho mais pra mim graças a Ipanema.

Recomendo o filme. Go, Speed Racer, Go!
Antes do fim:

Speed Racer - Herbert Vianna


Cada dia que passa
É mais um dia que passa
Pra onde o destino me leva, eu não sei
Eu ando pela cidade, Speed Racer
Pela cidade, um Mach 5 cor de prata em alta velocidade
Em alta velocidade
De dentro do meu carro, eu vejo a chuva, o sol, o vento
E as nuvens dando voltas na Lagoa eu penso
A vida nem sempre é boa
A vida nem sempre é boa
Até por ruas mais estreitas ou por grandes avenidas
Cruzando viadutos e túneis
Passam-se dias e noites
Passam-se dias e noites
rasgando o espaço, eu sinto o sol
Batendo em minha cara
Eu tenho a força, eu sou veloz
No mach 5 em alta velocidade
Em alta velocidade
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terça-feira, 29 de abril de 2008

|Pornografia Musical|

Falam e reclamam das músicas em ritmo de funk. Mas tem alguns heróis da MPB com umas músicas com triplo sentido. Só porque não tem dancinha pornô ninguém reclama.

O Djavam é um frustrado. Não teve jeito de a guria querer dar pra ele. Também pudera, querendo o Dragão do São Jorge emprestado... Que argmento fraquinho esse do Djavan.

SE
Composição: Djavan
Você disse
Que não sabe "se não"
Mas também
Não tem certeza que "sim"...

Quer saber?
Quando é assim
Deixa vir do coração
Você sabe
Que eu só penso em você
Você diz
Que vive pensando em mim...

Pode ser
Se é assim
Você tem que largar
A mão do "não"
Soltar essa louca
Arder de paixão
Não há como doer
Prá decidir
Só dizer "sim" ou "não"
Mas você adora um "se"...

Eu levo a sério
Mas você disfarça
Você me diz à beça
E eu nessa de horror
E me remete ao frio
Que vem lá do sul
Insiste em "zero" a "zero"
Eu quero "um" a "um"...

Sei lá, o que te dá
Não quer meu calor
São Jorge, por favor
Me empresta o dragão
Dragão!
Mais fácil aprender
Japonês em braile
Do que você decidir
Se dá ou não...
Já o Sr. Nando Reis é um prevertido. Se o Djavan tivesse a atitudo do Nando teria tido sucesso. A letra abaixo é uma das mais bizarras que já vi. É sexo explícito.

MONÓICO
Composição: Nando Reis
Aparte aquilo que a gente quer
Eu sou um homem, você é uma mulher
Se estou com fome você me traz uma colher
E eu me alimento

Mas na verdade isso tanto faz
Sou só metade se você é meu par
Eu só queria com você me casar
E você me completa

Eu sou um antúrio, você é um ibísco
Eu quero tudo e sempre tudo coloco em risco
E num mergulho eu acho que sou seu marido
E eu me afogo

Sinto seu dedo mas não vejo a sua mão
Não sinto medo quando estou deitado olhando pro chão
E o meu relevo ofereço pra sua visão
E você me afaga

Quero que sua lingua lamba o meu corpo nú
E que o meu sexo te dê todo o céu azul
Nas suas pernas se encrava o tesouro do meu baú
E eu te abuso

Me dê seu leite como meu licor
Me dê seus peitos cheios de amor
Me dê um beijo sem nenhum pudor
E você me penetra

Raspe meu sal como um animal
Use sua boca me faça seu fio dental
Solte meu cinto, dou seu guia e farol
E eu te ilumino

Diga seu nome que eu revelo minha identidade
Mate minha fome que eu farei tuas vontades
Uma esfinge cercada por três piramides
E Você me enterra

Sou sua sombra, seu espelho, sua ilusão
Você é meu leito, minha onda, minha missão
Não temos tempo precisamos de solução
E quem é que espera?

Temos dois lados, pois temos frente e verso
Me queira inteiro assim te imploro e peço
Sou mais que o avesso sou seu fogo seu forro seu ferro
E eu te engulo

Eu sou um homem você é uma mulher
Você me come porque eu quero ser sua mulher
E eu quero o homem que come essa mulher
Será que você me entende?

E finalmente restaremos só osso e pó
Sejamos homens, mulheres, qualquer um de nós
E Fatalmente terminaremos sós
Mas você: a quem pertence?

Você pertence à você.


Vai dizer que as letras de funk não são ingênuas?

Antes do fim:

Não confundir Capitão de fragata com cafetão de gravata.
Não confundir espingarda de caçar rolinhas com espinafre de caçarolinha.
Não confundir a banda dos fuzileiros com a bunda do funileiro.
Não confundir Pato a Tucupi com entupir o cu do pato.
Não confundir a grande obra do mestre Picasso com grande picasso do mestre-de-obras.
Não confundir a boba da Celeste com abóbada celeste.
Não confundir idiossincrasia com índio sem camisinha.
Não confundir crepúsculo com opúsculo.
Não confundir hóstia de missa com bosta de pica.
Não confundir o livro de história de Rocha Pombo com a história da pomba da Marta Rocha.

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

|Titãs e Paralamas|


Fui assistir ao Show conjunto de Titãs e Paralamas. Os "vovôs" do rock nacional. Faz tempo que as duas bandas não fazem mais as músicas que me conquistaram. Eram músicas com mais atitude, com mais conteúdo, com mais rock. Hoje, Titãs não faz mais nada. desde o Acustivo MTV nada de bacana acontece. Parece que perderam a fórmula.

Os Paralamas perderam a fórmula a mais tempo ainda. Mas desde que o Herbert caiu de avião e parou de andar a coisa piorou. Eu fui em um show dos Paralamas em 1998 no Gigantinho e o show era outro. O Herbert tinha uma presença de palco impressionante. Passaram-se dez anos, nem eu ternho mais presença de palco.

O show no Pepsi on Stage desta última sexta, foi um grande revival dos sucessos das duas bandas. Tocaram tudo o que precisava cantar, trocaram músicas, tocaram músicas juntos, tocaram músicas separados. As participações de Fito Paez (o mais aclamado pela platéia) em Go Back e Trac-trac, Andreas Kisser que deixou mais selvagem as músicas Selvagem e Polícia e Arnaldo Antunes (como faz falta) engrandecendo Comida e Lugar Nenhum foram ótimas. Destaque especial para o solo das duas baterias em Cabeça Dinossauro e os solos de guitarra. Duas baterias e quatro guitarras não pra qualquer um. No final, parecia mais uma Jam session.

O ponto negativo ficou por conta da acústica do lugar, que nada mais é do que um depósito enfeitado. Além é claro do atraso de 40 minutos para o show iniciar.

Antes do fim.
Eu me lembro exatamente do momento em que comecei a gostar de cada uma das bandas. Minha preferência por Paralamas começou a se formar no meio da areia da praia da Pinheira em Santa Catarina. A música era Alagados. O ano eu acho que era 1988. O gosto por Titãs surgiu através do meu pai, que comprou a fita K7 Cabeça Dinossauro e colocava a música Bichos Escrotos a todo volume para incomodar um vizinho com a parte do "vai te fuder" que lá em 1986 ou 87 ou 88 era proibida e entrava um piiiii!!! no lugar.
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terça-feira, 18 de março de 2008

|CQC|


Sempre fui fã do Marcelo Taz, desde os tempos em que ele apresentava o Vitrine na Tv Cultura.

Ontem estreou na Band um novo programa “cômico-jornalistico” na Band chamado Com Qualquer Custo, ou simplesmente CQC. Achei muito interessante e inovador. Apesar de por vezes ser parecido com algumas coisas que já vimos. Eles se parecem um pouco com o Pânico, fazem perguntas pertinentes e incomodam os entrevistados , porém, sem cair no besteirol. Eles se parecem com um antigo quadro que o Alexandre Garcia tinha no Fantástico dos bastidores da política, porém mais ácidos. Eles se parecem com o Casseta e Planeta sob o aspecto de ser uma grande equipe de engraçados porém, sem cair na malha fina da Globo. É inovador por misturar tudo isso e ficar legal. É inovador porque é um formato que já existe há bastante tempo na Argentina e os outros é que copiaram deles.

Destaque para o repórter Rafinha Bastos, gaúcho, que fez uma reportagem sobre a poluição nas águas de São Paulo. Ele foi procurar uma solução e mostrou como é difícil conseguir falar com uma autoridade. Depois de várias tentativas, conseguir falar com alguém, derrubou água de esgoto na mesa do importante, colocou um vaso sanitário na recepção do lugar, abaixou as calças e sentou ali e raptou uma planta, que prometeu devolver assim que o problema estivesse resolvido.

Enfim, é jornalismo com comédia. Talvez eles incomodem um pouco os políticos mostrando os políticos como eles são. O programa já é sucesso na Argentina, Chile, Espanha e Itália, inclusive foi a pedra no sapato, ou melhor, a mosca na sopa dos últimos Presidentes Argentinos.

O programa é transmitido todas as segundas a partir das 22:45 na Band.

Antes do fim:

Destaque para a trilha sonora do programa,.teve Metálica, Ramones e bastante rock. Ponto negativo para a câmera nervosa que não é necessária.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

|Eventos|

O ruim de ficar um tempão sem escrever nada é que fica um monte de assunto pendente. Fica difícil saber por onde começar e lembrar de tudo, ainda mais que eu fiz algumas coisas bem legais.

Paulinho Moska e Kevin Johansen
Moska era do conjunto Inimigos do Rei (tem que ter mais de 25 anos para lembrar) e Johanstein é um Argentino, criado no Alaska, que viveu em Nova York e faz música com bastante influência brasileira. Os dois formam um belo dueto de violão e voz. Músicas penetrantes em português e espanhol. Os dois têm um ótimo carisma e senso de humor. E o show ainda foi por conta da Bandnews FM.

Tributo ao Tim Maia
Evento de lançamento do livro Tudo ou Nada de autoria do Nelson Mota com um belo show da banda Tributo a Tim Maia. O vocalista da banda, Jorjão (já tocou com um monte de banda de Porto Alegre), é muito parecido com o Tim. Tocaram vários sucessos do Tim. Foi um show emocionante tinha bebida, comida, manobrista e era de graça.

Meu nome não é Johnny
Devido a propaganda feita, esperava mais do filme. Achei uma mistura de coisas que deram certo no cinema nacional. Tem um pouco de Cazuza, um pouco de Carandiru, um pouco de Tropa de Elite. O tão elogiado Selton Melo não esta muito diferente de outros papéis já feitos, tem um pouco de cada personagem já encarnado por ele. Vai fazer sucesso na Tela Quente.

Entre Tapas e Beijos
Peça teatral participante do projeto Porto Verão Alegre. Interessante por ser uma apresentação muda. Mostra o que acontece a um casal depois de um final de relacionamento causado por uma desastrosa noite no motel. A montagem tem uma boa trilha sonora para acompanhar os gestos dos atores. Mais uma cortesia da Bandnews FM.

Antes do fim:

O melhor Cachorro-quente de Porto Alegre ainda é o Cachorro do Bigode, o melhor suco é da Lancheria do Parque, o melhor sorvete é o da Sorveteria Jóia. E como é bom ficar até altas horas falando besteira, comendo, bebendo Coca-cola gorda, cantando e tocando violão com boas pessoas.



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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

|O Começo|

Estou devendo um post explicativo sobre o meu final de ano que aconteceu no dia 21 de dezembro.
No post do dia 21 de novembro escrevi algumas palavras de motivação e esperança que deixaram alguns leitores curiosos.
Vamos nos superar
E não desistir
Fazer algo nunca antes feito
Tentar quebrar barreiras e limites
Milhões de executivos
Fazem isso o tempo inteiro
Seja uma criança sempre lépida e faceira
E agora, junte-se ao levante
Finalmente duas semanas após o meu final de ano, tive uma resposta. Positiva.
Se o homem deve caçar
Para evoluir
Encare como evolução da espécie
Como se fosse um culto religioso
Milhões de executivos
Fazem isso o ano inteiro
Tire do cabide o melhor traje de domingo
Sem demora, vista-se e levante
Fui finalmente contratado, assinaram a minha carteira de trabalho. Agora sou empregado, deixei de ser estagiário.
Todos juntos no bar Lá-lá-lá-lá!
Vamos celebrar Lá-lá-lá-lá!
Brindem copos no ar Lá-lá-lá!
Vamos comemorar!
Depois de 5 anos sem nem mesmo tirar férias, trabalhando nas mais diversas atividades, aguentando as mais diversas coisas, passando pelas mais diversas situações, finalmente terei todos os benefícios que o Senhor Getulio Vargas me autorizou a ter.

Antes do fim:
Musica incidental
Isso é Que é Sábado!
Bidê ou Balde

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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

|Naquele tempo do Julinho|

Teve aquela vez da viagem de final de ano do colégio. Passamos o ano inteiro discutindo onde seria ser a nossa viagem de Formatura no segundo grau. Programamos os lugares mais bacanas possíveis. Começamos com o sonho de consumo de grande parte dos formandos na época: a Ilha do Mel. Todo mundo mobilizado, vendendo rifa, pesquisando ônibus, agência de turismo, tudo certo. O dinheiro não deu.

Plano B.
Surgiram diversas alternativas de viagem para vários outros lugares. Não seria a mesma coisa, o pessoal já não estava com tanta vontade. A turma se desmobilizou, não queria mais fazer a viagem de final de ano. A formatura ficaria só pela cerimônia mesmo, sem grandes atividades.

A solução
Vamos ver quem esta querendo mesmo, juntamos um dinheiro e alugamos uma casa. Certo! Onde? Em Mariluz, uma prainha perto de Imbé. Pra quem ia passar o final de semana na Ilha do Mel, Mariluz esta de bom tamanho.

Acabamos indo em uma meia dúzia de colegas mais legais para uma casa simples em Mariluz. Choveu, a casa alagou, mas foi um dos finais de semana mais legais da minha adolescência. Até hoje lembro.

Turminha boa que se separou. Nunca mais conseguimos nos reunir. Nem bem nos falamos mais...

Antes do fim:

Carro e Grana - Leoni

Houve um tempo em que tudo girava ao meu redor
Dos meus desejos e vontades
E todo mundo ria de tudo que eu dizia
E eu dizia um monte de bobagens
Eu achava que tinha de tudo para sempre
Que eu tinha amigos de verdade
Mas a verdade sempre vem bater à porta
A gente tenha ou não vontade

Já tive carro e grana
E um monte de convites pra qualquer lugar
Hoje eu só ando a pé
Mas eu continuo a andar

E aquelas pessoas que andavam ao meu redor
Hoje escolheram uma menina
Que por enquanto acredita em tudo que eles dizem
É a mesma história toda vida
O que eu sei eu sei que ela só vai descobrir
Quando ela sair de moda
Um tropeço ensina mais do que o sucesso
E é tudo bem mais claro agora

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terça-feira, 20 de novembro de 2007

|Penalti|

É chegada a hora. Falta exatamente 1 mês para o meu final do ano.

Tudo pode ser, se quiser será
O sonho sempre vem pra quem sonhar
Tudo pode ser, só basta acreditar
Tudo que tiver que ser, será


É hora de apelar.
É hora de buscar coisas sabe-se lá onde.

Tudo que eu fizer
Eu vou tentar melhor do que eu já fiz
Esteja o meu
destino onde estiver
Eu vou buscar a sorte e ser feliz


Os dados estão lançados, eles estão rolando a quase dois anos.
A roleta gira, a bolinha pula. Falta só cair na meu número.
A história chegou em um momento decisivo.

Todos juntos vamos lá! Na torcida.

Antes do fim:

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Renato Russo
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