segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Viagem: Balneário Camboriú
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
|Na Natureza Selvagem|
Baseado na Obra de: Jon Krakauer (Into the Wild)
Elenco: Emile Hirsch (Christopher McCandless), Marcia Gay Harden (Billie McCandless), William Hurt (Walt McCandless), Jena Malone (Carine McCandless), Brian Dierker (Rainey), Catherine Keener (Jan Burres), Vince Vaughn (Wayne Westerberg), Kristen Stewart (Tracy), Hal Holbrook (Ron Franz), Zach Galifianakis (Kevin)
Duração: 140 min.
Gênero: Drama/Aventura
Christopher Johnson McCandless nasceu em 1968 e cresceu no estado da Virginia, EUA. Filho de um engenheiro da NASA, ele sempre se destacou por sua habilidade atlética e um certo isolamento, que se traduziu num crescente descontentamento com a situação social nos EUA. Em 1990, inspirado pelos trabalhos de escritores como Jack London, Leon Tolstoi e Henry David Thoreau, largou tudo após concluir a universidade, doou suas economias para a caridade e se tornou um andarilho, assumindo a alcunha de Alexander Supertramp. Viajou pelos EUA, alternando períodos na estrada e trabalhos temporários. Sua peregrinação culminou em uma viagem para o Alasca, onde pretendia viver da terra em um estado de isolamento e contemplação.
A história real de Christopher McCandless se tornou o livro “Na Natureza Selvagem”, de Jon Krakauer, em 1997. Dez anos depois, o ator e diretor Sean Penn reacende a lenda deste jovem, neste belíssimo e emocionante drama. O filme traz um magro e barbudo Emile Hirsch (“Os Reis de Dogtown”, “Alpha Dog”) como protagonista, quase irreconhecível para quem se lembra de seu papel como o garoto de “Show de Vizinha”, de 2004. “Acho que eu tinha uns 9 anos quando passou um programa na televisão e eu fui cativado e fascinado pela história desse cara que foi para o Alasca”- lembra-se Hirsch - “Aquilo me impactou profundamente quando eu era criança. Depois que Sean me ofereceu o papel e eu li o livro, aquelas emoções voltaram com tudo.”. Tentando recriar a personalidade forte e decidida de Chris, Hirsch faz um trabalho impecável e merece cada um dos muitos elogios que recebeu de público e crítica por sua atuação. Também espanta a seriedade de seu treinamento físico: para filmar as cenas no Alasca, o ator de apenas 22 anos chegou a perder 15 quilos, atingindo o peso de 52 Kg (ele tem 1,70 m).
Eu poderia dizer que a presença dominante de Emile Hirsch, entremeada por uma narração quase poética, carrega o filme, mas isso seria uma grandíssima injustiça em relação a todos os outros envolvidos no trabalho, em especial com o veterano Hal Holbrook. Holbrook interpreta Ron Franz, um viúvo e veterano de guerra que conhece Chris durante suas viagens e por algum tempo convive com o andarilho, ensinando-lhe sobre sua profissão. Ron, assim como tantos outros no caminho de Chris, vive à margem da sociedade, isolado em um mundo particular. O momento da despedida entre ele e o jovem idealista é o momento mais emocionante do filme, tanto que Hal Holbrook foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 2008. Outros atores também marcam presença no longa: William Hurt e Marcia Gay Harden fazem os papéis dos pais de Chris e servem como vínculo do andarilho ao seu passado; a jovem Jena Malone interpreta Carine, a irmã de Chris, e faz muitas das narrações do filme, contando um pouco do passado dos dois irmãos. Uma surpresa entre os coadjuvantes é Brian Dierker, treinador de Hirsch nas cenas com caiaque, que acabou sendo convencido por Sean Penn a interpretar Rainey, um hippie que viaja pelas estradas em seu trailer com a parceira Jan, vivida pela atriz Catherine Keener. Outro nome que merece ser mencionado é o da bela Kristen Stewart, interpretando uma adolescente no acampamento de trailers de Slab City que se apaixona pelo espírito aventureiro de Chris.
Desde o lançamento do livro de Krakauer, Sean Penn buscava uma oportunidade para obter os direitos de filmagem da história. Foram tantos anos até a família MacCandless se sentir preparada para reviver aquele período em suas vidas, que quando o projeto recebeu o sinal verde, Penn já sabia exatamente como fazer seu filme. “Era como se Sean tivesse pensado no filme durante todos aqueles dez anos. Tudo aquilo simplesmente começou a sair porque o filme inteiro já estava dentro dele antes mesmo de Sean escrever uma página” comenta Art Linson, produtor do filme. Isso fez com que Sean Penn tivesse tempo para fazer escolhas muito específicas para a produção. Para a cinematografia, que envolveria muitas paisagens naturais e deveria tentar transmitir o sentimento de assombro de Chris em relação à natureza, o diretor procurou Eric Gautier, diretor de fotografia em “Diários de Motocicleta”, de Walter Salles. Nas palavras de Sean Penn: “Eu conversei com Walter Salles, quem eu conheço e respeito muito, e ele começou a falar sem parar como Eric era excelente e um verdadeiro artista e tal... e ouvir isso de Walter foi uma coisa e tanto... Eu sinto que fui muito sortudo, pois este é o cara com quem quero fazer todos os meus próximos trabalhos”. Não só na identidade visual de “Na Natureza Selvagem” vemos o cuidado de Sean Penn. O diretor também queria que o filme tivesse uma identidade musical única e acabou procurando Eddie Vedder, ex-vocalista do Pearl Jam, para complementar a trilha sonora para a película. O compositor já conhecia Penn desde seu trabalho na trilha sonora de “Os Últimos Passos de um Homem” e não hesitou em participar do projeto. Vedder compôs várias das canções originais do filme, tocando ele mesmo todos os instrumentos em muitas das composições. O estilo rústico das músicas e a voz de Vedder caem como uma luva no ritmo e na fotografia do filme, criando uma trilha sonora marcante e que não deveria ter ficado de fora do Oscar de 2008. A impressão realmente é de que a música de Vedder ajuda a contar a história e mergulha nos pensamentos de Chris à medida que este atravessa os EUA.
É difícil não ser repetitivo ao elogiar “Na Natureza Selvagem”. Um trabalho que mostra uma grande maturidade artística de Sean Penn como diretor e roteirista e uma produção impecável, com atuações emocionantes, é o mínimo a se dizer. Dizer que o filme além de belo traz uma profunda reflexão sobre nosso papel na sociedade também seria apenas tocar a superfície de “Na Natureza Selvagem”. Mas nesse ponto acaba a crítica cinematográfica e começa a filosofia, então prefiro deixá-los com o filme e com suas próprias reflexões.
Antes do fim:
O filme é espetacular. Não sei porque demorei tanto para assistir. Deve ser por culpa dessa demora que assisti o filme duas vezes seguidas. A jornada do protagonista deveria ser obrigatória para todas as pessoas, afinal quem não quer encontrar o seu Alaska?
19038
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
|A tempestade|
Chegou a tempestade devastando o lugarE quem viu desesperou-se e comecou a chorarO frio, queimando as plantas, castigando animaisA fome era o que mais assolavaMatando bons e maus em uma só tacada
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
|Estaleiro Só|
Produziram ferros, sinos para igrejas, tachos de cobre e, durante a guerra do Paraguai, forneceram bocais, estribos e cornetas para o exército em operação. Neste período, parece ter se desenhado a vocação da empresa, que também passou a fazer reparos na frota naval da Marinha Brasileira.
Nas últimas décadas, estabeleceu-se como sociedade anônima, adotando o nome de Estaleiro Só S.A. Depois de já constituído como um estaleiro, produziu mais de 170 embarcações, cerca de 30 modelos de navios, entre eles ferry-boats, navios-tanque, baleeiras, rebocadores, iates e pesqueiros. Seu apogeu ocorreu durante a década de 70, do século XX. Neste período, chegou a contabilizar cerca de 3 mil funcionários.
Nos anos 80, a indústria sofreu um forte declínio, principalmente devido à falta de financiamentos. O Estaleiro Só iniciou, então, um processo de diversificação de suas atividades, abrindo uma divisão de metal-mecânica, destinada à fabricação e pré-montagem de caldeiraria pesada, semi-pesada e leve. Esta iniciativa, que chegou a dar uma sobrevida ao empreendimento, não foi suficiente para mantê-lo ativo nos anos que se seguiram.
A área com mais de 50 mil metros quadrados junto ao Guaíba, na zona Sul da capital, está abandonada desde 1995 após ser utilizada desde meados dos anos 50 para fins privados. Hoje, o que existe no local são as ruínas do Estaleiro, lixo e abandono.
Então alguém comprou a área em um leilão. E provocou a ira de pessoas que querem deixar tudo abandonado do que jeito que esta com o argumento de que irá privatizar a orla do Guaíba. Aquela parte da orla já é privada! É de propriedade de ratos, baratas, cobras e drogados. Sou totalmente favorável de que algo seja construído ali urgentemente. Os novos donos do local querem construir prédios comerciais e residenciais. Vai ficar muito legal. Bem melhor do que as áreas já utilizadas pela iniciativa privada (existem áreas junto ao Guaíba utilizadas pelos times do Grêmio e do Inter).
terça-feira, 16 de outubro de 2007
|Horário de Verão e os Honestos|
Hoje tenho que acordar antes da 7hs da manhã, no novo horário é antes das 6hs. Normalmente eu durmo tarde, depois da meia-noite, agora deito e não tenho sono, fico me revirando na cama.
A sensação que muitos têm de que uma parcela da população nasceu para acordar cedo e outra para acordar tarde é verdadeira e é decorrente de hábitos arraigados e da herança genética. Não é só crença, é pura verdade, garantem os que estudam esse processo que chamam de ‘relógio biológico’ ou ‘ritmo circadiano’, conforme conta a professora titular de nutrição da USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (SBAF), Jocilem Salgado. De acordo com ela, durante o horário de verão os mais sensíveis a mudanças no relógio devem estar preparados para uma transição de 10 a 15 dias. Eu sou um entre essa parte da população que não consegue dormir e acordar cedo.
Parece que cérebro não funciona direito. Mesmo tomando um banho frio para despertar, é como se não tivesse dormido, até porque acabo não indo dormir mais cedo. No horário do almoço não me dá fome.
Até que se tem a vantagem de se ficar mais tempo curtindo o sol, mas isso é pra quem pode. Eu tenho que ir pra aula depois do trabalho e só vejo o Sol pelas janelas que cruzam por mim no decorrer do dia. A economia que justifica o horário de verão seria mesmo acertada se realmente acabassem com a corrupção nesse pais, porque quando economizamos , sobra mais para o governo estourar em mordomias para os politicos. E porque ao invés de adiantar uma hora do relógio não desligamos a televisão e passamos o chuveiro para o morno?
A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado;
é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada;
é passar acima de 60km/h e reccorrer da multa;
é furar a fila do cinema ou do ônibus;
é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu;
é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas;
é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba;
é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde;
é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas;
Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o Sol e aí, não precisava existir o horário de verão...
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
|Saneamento Básico - O filme|
Ele resolveu mudar e fez o melhor filme de comédia brasileiro que eu já vi. Com tiradas inteligentes e piadas que não caem na mesmice dos humorísticos da Globo. Atores que são os melhores desta nova “safra” muito bem entrosados.
"Saneamento básico, o filme" conta a história de uma comunidade que tenta conseguir dinheiro para construir uma fossa na cidade, mas a única verba disponível na prefeitura é para financiar o projeto de um filme. Sem saída, eles decidem então filmar uma obra de ficção para conseguir a grana.
O tema “problemas ambientais” ainda carecia de uma abordagem no cinema. De uma maneira sutil, com grandes pitadas de humor, Jorge Furtado foi feliz neste desafio. Para não deixar passar em branco meu bairrismo, vale lembrar que o filme foi gravado na Serra Gaúcha, um dos cenários mais bonitos do mundo.
Antes do fim:
O cabelo faz do homem um ser misterioso que carrega na cabeça, na parte do corpo que é mais nítida e mais marcada, uma coisa rebelde como um mar e confusa como uma floresta. Está quase fora do corpo, é uma espécie de jardim privado, onde o dono exerce à vontade sua fantasia e sua desordem. É qualquer coisa que cresce e que transborda como se estivesse livre do domínio da alma.
Três alqueires e uma vaca
Rio de Janeiro, Agir,1961
Fala de Silene em Saneamento Básico - O filme
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
|Aquecimento Global|
A foto mostra um belo exemplo de como a Terra esquentou...

Antes do fim:
Mais um ano começou. Tudo igual.
Por mais que a gente queira pouca coisa muda nestas datas.
O Lula assumiu o novo mandato e já quer entrar em férias.
A Yeda assumiu o Estado e seu novo estilo e governar não é tão novo assim.
E segue o baile.