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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Rumo ao alto da montanha

Já pesei 140Kg. Tudo era difícil. Deixei de fazer várias coisas. Estive na porta de uma severa diabetes, tinha pressão alta, problemas no estomago e dormia muito mal. Sem falar de toda a indisposição, baixa alto-estima e vontade de ficar deitado no sofá comendo sorvete.

Hoje sou outra pessoa. Conquistei uma nova chance. Posso fazer tudo diferente. Posso caminhar, posso ir conhecer o que eu quiser. Tenho disposição para falar com as pessoas, me sinto bem e satisfeito comigo. Não parece que me olham diferente. Sou a pessoa que quero ser.

Nos últimos dois anos tenho saído e feito aquilo tudo o que eu queria fazer. Me livrei de metade de mim. Sou leve. Tenho o corpo leve e a cabeça saudável. O corpo saudável e a cabeça leve. Vejo a natureza. Aproveito a vida simples, as coisas simples e as pequenas coisas.

Neste último final de semana fiz uma caminhada de 7Km com uma mochila de pouco mais de 10Kg nas costas. Para quem já teve 70Kg excedentes no corpo, carregar uma mochila de pouco mais de 10Kg é muito fácil. Pensei muito sobre isso na caminhada. Em como dei a volta por cima. De como consigo me surpreender com as coisas que faço.


Alguém poderá dizer que eu já fazia esse tipo de coisa antes e eu respondo que fazia. Não do jeito que eu queria. Eu fazia mas não era com o corpo saudável e a mente leve. Não era com o corpo leve e a mente saudável.

Quando cheguei no cume do local da subida tinha um livro de registros. Na primeira página alguns dizeres, algumas frases de incentivo e uma certeza... Poucos chegam ali tão bem como eu cheguei.

A vista do cume de uma montanha ajuda muito a ampliar os conceitos. (...) tudo o que é pequeno some, só fica o que é grande.

 Irvin D. Yalom - Arthur Schopenhauer

"Cada um terá a vista da montanha que escalar". Eu ainda estou escalando. Ainda estou subindo. A vista está ótima aqui de cima.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Trabalho

Este blog não esta esquecido. Lembro dele várias vezes durante o dia e quase todos os dias. Tenho idéias muito legais de textos para escrever. Sempre falo mentalmente que tenho que colocar certa situação ou certa história no blog. Mas depois esqueço.

Escrever aqui me faz bem. Eu, que sou uma pessoa com dificuldades de comunicação aberta, me sinto a vontade para escrever aqui. Mas falta tempo. Ou uma melhor organização do dia para que sobre tempo para escrever. Aliás falta tempo para uma monte de coisa que não faço durante o dia.

Queria ler mais, ver mais filmes, escrever aqui no blog, caminhar, viajar, tomar um sorvete em alguma sorveteria e várias outras coisas. Mas o dia começa e termina e só o que se faz é trabalhar. Aliás, trabalhar é algo que tem me despertado muitos questionamentos internos. Sei que já não tenho mais idade para isso, mas me pergunto muito se realmente eu faço o que queria fazer. O trabalho não me traz o prazer que eu gostaria que trouxesse. E não sei o que fazer para mudar isso. Não sei o que eu quero, o que me traria realmente satisfação em fazer. Será que alguém sabe? Ou será que o problema não é o meu trabalho e sim o que eu faço quando não estou trabalhando?

Mas talvez isso seja trabalho. Afinal de contas, se formos buscar a etimologia da palavra vem do latim tripalium e significa castigo. A origem da palavra até que é bem pertinente, pois muitas pessoas, assim como eu hoje em dia, consideram o trabalho uma verdadeira tortura diária. O tripalium do latim era, na verdade, uma espécie de estaca que era fincada no chão para servir de tronco para o castigo dos escravos da Idade Média.

Talvez se eu conseguisse ler mais, ver mais filmes, escrever, caminhar, viajar e tomar sorvete amenizasse meu sofrimento. Mas para fazer tudo isso preciso trabalhar. Estou confuso.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Venha 2016



Tem algumas épocas do ano que são mais difíceis que outras. Eu não gosto do período de final de ano. Acho terrível.

É nessa época que faço uma revisão do que foi feito durante o ano. Se realizei tudo o que tinha vontade de fazer. E na maioria das vezes, poxa, não faço quase nada do pensava que ia fazer. Não coloco os meus planos em prática na maioria das vezes.

Já estamos no início de dezembro. É o início do fim do ano. Já passou meu aniversário. Novamente não ganhei a maioria dos presentes que eu queria ter ganho. Daqui a pouco é Natal. Nos últimos anos não ganhei quase nada e a tendência é piorar. Não pense leitor que meu sentimento se resume aos presentes que não ganho. Isso eu não tenho sob controle.

Passou mais um ano e eu não fiz novas amizades. Será que fiz algum esforço para fazer novas amizades? Não. Não fiz. Continuo sem convites para grandes festas e eventos bacanas. Continuo sem um grupo de caminhadores ou uma companhia para um passeio. Ninguém que realmente valha a pena ou será que sou muito xarope mesmo?

Em 2015 não recebi cartas que não fossem de boletos bancários e cobranças. Não recebi e-mails que não fossem convites para reuniões (99% desnecessárias), mais trabalho ou SPAM. Mas agora só se usa Facebook e Whats você pensa. Whats é só putaria e piada velha. Minha timeline do Facebook ficou cheia de selfies dos outros, campanhas para rezar por alguém, notícias de tragédias e fotos de viagens dos outros.

Mais um ano se acaba e que lugares novos eu conheci? Nem me lembro se conheci algum. Acho que só fui em lugares repetidos. Nenhuma grande novidade. Tenho vários roteiros prontos. São várias as aventuras e lugares para se conhecer. Mas isso pode parecer tão supérfluo para tantas pessoas. Pode ser tão secundário. Melhor nem me preocupar mais com isso e nem criar expectativas em 2016.

O ano de 2015 está chegando ao fim e já que eu não fiz a maioria das coisas que estavam planejadas pelo menos deveria ter feito alguma economia. Onde foi que enfiei meu dinheiro? Cadê? Sumiu!
Sou o resultado das minhas escolhas.

Agora o leitor deve ter se perguntado durante a leitura: nada de bom durante o ano? Sim. Aconteceram várias coisas boas. Mas é a insatisfação que muda o mundo.