Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de março de 2022

Ainda Orangotangos e o Beco dos Pesadelos

Um mocinho que de tão ganancioso e aproveitador, torcemos para que ele em algum momento se dê mal. Esse é o papel de Bradley Cooper (Nasce uma estrela) no filme Beco dos Pesadelos. Cooper vive o personagem Stanton, um homem perdido e sem perspectivas até encontrar um circo. O filme se passa entre os anos 30 e 40, uma época de pessoas com menos informações, onde era possível apresentar num circo além de animais, criaturas e mentalistas. E é com um mentalista que Stanton busca inspiração e se torna um charlatão inescrupuloso que cobiça ganhar dinheiro através da fé e da dor das pessoas. Ele aprende, se aprimora, sai do circo com a moça mais bonita, conquista a cidade grande, faz aliança com uma “femme fatale”, se aproveita da dor alheia, engana e exagera na dose.

Guillermo del Toro é o diretor de mais essa fábula, algo corriqueiro no currículo dele. Em sua trajetória cinematográfica sempre temos que lidar com alguma “criatura”, isso aparece em filmes como Labirinto do Fauno e A Forma da água. Em Beco dos Pesadelos a criatura pode ser o próprio ser humano.

O filme me lembrou vagamente a ideia do filme rodado em Porto Alegre “Ainda Orangotangos” (dirigido por Gustavo Spolidoro) que também mostra pessoas “normais” que se tornam primitivas devido a situações e circunstancias. Vale a pensa tentar pensar em um paralelo entre a ideia desses dois filmes.

O elenco de estrelas conta com Cate Blanchett, Rooney Mara, Toni Collette e Willen Dafoe. Um bom filme.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Viúva Negra

Um filme atrasado, mas necessário. Uma grande personagem da Marvel merecia um filme bem feitinho. É dito o primeiro filme nos cinemas da nova fase da Marvel, mas ainda se passa no tempo da fase antiga. Ele esta ambientado depois da Guerra Civil. Enquanto outros personagens foram apresentados em um filme “solo”, Natasha foi apresentada em um filme de despedida. Ou seria a apresentação da Yelena?

Um filme de espionagem ao bom estilo Bourne, um filme de acerto de contas. Um filme para fechar algumas pontas soltas da personagem falecida em Vingadores. Sabemos da sua outra família, uma família um tanto estranha com um pai que foi um herói Russo esquecido e decadente, uma mãe determinada e seguidora de princípios ambíguos e uma irmã ressentida que teve um caminho parecido com o de Natasha, mas não é heroína. Ainda.

Uma cena pós créditos para das sequencia na história. Acho que essa sequencia se dará em série e não em filme.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Animações para crianças?

 

A maior enganação do cinema é de que as animações são feitas para crianças. Ser animação e divulgação voltada para crianças é só uma isca para transmitir uma mensagem forte para os adultos que levam seus pequenos no cinema ou assistem em casa as produções. Eu tenho exemplos!

Os Croods (2013)

Homens das cavernas que passam por grandes mudanças e precisam se adaptar rapidamente aos novos tempos. Qualquer semelhança com o mundo coorporativo não é mera coincidência. Tem o mais conservador, o mais aberto a novidades, tem aqueles que seguem a manada, aquele que é cheio de novidades. Impossível não se identificar ou identificar um colega.

Divertidamente (2015)

Reconhecer as nossas emoções e como lidar com elas. Como nos sentimos frente as coisas que acontecem no nosso dia? Alegria, raiva, tristeza, medo ou nojo? O que nos causa traumas? Quais são os nossos sentimentos mais fortes? Quando nossos “castelos” são destruídos?

Espanta tubarões (2004)

A animação é sobre um tubarão que não come carne ou sobre diversidade e aceitação? Como a família reage quando o filho diz que é diferente daquilo que se espera dela?

Toy Story 4 (2019)

Tu acredita no teu potencial ou nas pessoas que tentam te colocar pra baixo, que só dão opiniões tóxicas? Nesta animação tem a história do motoqueiro Duke Kaboom, ele tem medo de dirigir a moto e fazer grandes saltos por que uma criança que foi sua dona ficou desapontada quando viu que ele não tinha a mesma performance da propaganda. Duke Kaboom, tem dificuldade para superar a "voz do passado" que o fez desacreditar de sua capacidade. Mas supera.

Tem muitas outras animações com várias ótimas mensagens para adultos. Aqui só citei algumas lembradas de momento. Quais as que tu gosta?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Star Wars - O Despertar da Força (com revelações do enredo)

Conforme já escrevi no texto anterior, o filme é espetacular. Muito bom mesmo. E se quiser saber detalhes sobre o que eu achei da produção o texto é anterior a este e não contem revelações do enredo.

Se não quiser saber sobre o enredo, não leia o que vem a seguir.

Agora é o momento de falar sobre a história. J.J. Abrams respeitou muito a trilogia original. Respeitou tanto que fez quase uma releitura de Episódio IV - Uma nova esperança. O enredo ficou muito parecido. Como não poderia deixar de ser, tem a jornada do herói, dessa vez uma heroína. Tem um vilão com máscara, tem um velho personagem assumindo o papel de tutor, tem uma estrela da morte a ser destruída, tem um androide com uma informação valiosa, tem um grupo que quer salvar a mocinha e tem o conflito entre o bem e o mal. É Star Wars.

O novo androide queridinho BB-8 assume o papel de ser o encarregado de guardar a informação secreta que todos querem (nesse filme um mapa com a possível localização de Luke Skywalker). A heroína vive num planeta desértico sem ter muito conhecimento da força. Han Solo faz as vezes de Obi-Wan e a introduz no caminho da força. Assim como o primeiro mestre de Anakin (Qui-Gon Jinn) e de Luke (Obi-Wan) o primeiro "mestre" de Ray morre. Porém, não é só uma morte. Tem muito mais por trás dessa morte.

O primeiro mestre o Ray é Han Solo. Pai de Ben Solo, o homem por trás da máscara do vilão Kylo Ren. E em Star Wars para que a força venha com bastante intensidade o cara tem que enfrentar seu tutor/ pai. Foi assim com Anakin enfrentando Obi-Wan e foi assim com Luke enfrentando Vader. Mas Kylo Ren tem que tomar bastante Toddy para se tornar um vilão aos pés de seu avó. A roupa dele é legal, a mascara é legal. Mas quando ele tira a máscara, eu esperava um ser desfigurado ou pelo menos com uma cara feia de vilão. Ele tirou a máscara e deu vontade de rir. Não tem motivo nenhum para ele usar máscara. No máximo tem uns chiliques e destrói tudo em volta com seu sabre de luz turbinado.

Han Solo morre. Ele passa o bastão para a nova geração de personagens. Sua morte foi bem feita e faz todo o sentido para a história. Ele tenta resgatar seu filho do lado negro. Diferente de Vader que tentou fazer o contrário. É mostrado que Kylo Ren tem um conflito nele. O lado negro é forte nele, porém, sofre com lampejos de ser bom. Ainda não sabemos quem é Snoke e onde ele estava este tempo todo. Faz talvez ele estivesse até mesmo por traz dos Sith, por que não? 

Rey é a moça abandonado que tem a força. Nada sabemos da sua origem. Ao que parece ela fou deixada sozinha no planeta Jakku. Ela espera que alguém a busque. Ela é capturada e Kyle Ren não consegue entrar em sua mente. Ao contrário, mesmo sem ter treinamento é Ray quem consegue atingir a mente de Kylo. Logo em seguida Ray controla um Stormtrooper (sem treinamento da força) igual Obi-Wan faz no episódio IV. Mais tarde ao enfrentar Kylo ela faz com que o sabre de luz venha em sua direção sem carregar pedra ou correr pelo pântano como Luke. Enfrenta o vilão de igual e por detalhe não o derrota. A força veio fácil para Ray.

Sobre Finn, será ele apenas um novo Jar Jar Binks? Ou terá um papel mais nobre no futuro?

Toda a parte política da história ficou sem explicação no filme. Sabemos que as lideranças existem mas são frágeis. Não sabemos como a Nova Ordem conseguiu ficar com todo o poder militar do império. Não sabemos como Kylo Ren deixou de ser Ben Solo. Não sabemos como a Resistência não notou que estacam construindo uma nova Starkiller muito maior que as anteriores.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Star Wars - O Despertar da Força


Sim! Eu já vi Star Wars – O despertar da Força. Fui surpreendido muito positivamente. Superou minhas expectativas. Apesar de saber que dificilmente J. J. Abrams faria algo ruim, tinha meu receio. 
 
É a continuação de O Retorno de Jedi. Passaram-se 30 anos. O Despertar da Força faz renascer (ou nascer em novos) em centenas de milhões de espectadores ao redor do mundo a Força. E faz isso muito bem.

Esqueça aquele ambiente criado nos episódios I, II e III. Estamos de volta ao clima e muito mais próximos dos cenários dos episódios IV, V e VI. E isso é bom. Personagens inesquecíveis, como Luke Skywalker, Princesa Leia Organa, Han Solo e Chewbacca poderiam voltar às telas? J.J. mostrou que não só podem, como fez isso de forma magnífica.

Novos personagens também são logo mostrados. Afinal, ninguém dura para sempre. Poe Dameron (Oscar Isaac, de Ex-Machina: Instinto Artificial), o robô BB-8 (que vai vender muito), Finn (John Boyega, de Ataque Ao Prédio) e Rey (Daisy Ridley, em seu primeiro longa), pela Resistência e Kylo Ren (Adam Driver, de Enquanto Somos Jovens), Capitã Phasma (Gwendoline Christie, de Game of Thrones) e General Hux (Domhnall Gleeson, também de Ex-Machina: Instinto Artificial), pela Primeira Ordem. E, outros antigos personagens da saga vão reaparecendo como Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew), que receberam aplausos em suas aparições, Lea Organa (Carrie Fisher) e C-3PO (Anthony Daniels).

Antigos e novos atores interagiram muito bem. Alguns antigos atores ficaram em segundo plano para servir de escada para os novos e assim dar sequência a saga. Tudo fluindo muito bem. John Boyega está bem no papel de alguém que percebe estar no lugar errado e muda seu destino. Daisy Ridley faz um dos papéis que será muito comentado nos próximos anos. Harrison Ford parece ter feito Han Solo ontem. Retomou o personagem de mais de 30 anos naturalmente.

Acredito que muito da culpa de todos conseguirem um bom nível de atuação no filme foi a direção de J. J. Abrams. Ele respeitou o legado de George Lucas, e aproveitou bem os avanços tecnológicos das últimas décadas para dar rapidez às cenas de perseguição de naves e às de luta. Tem uma cena da câmera se movimentando ao lado da nave que é ótima (deve ser maravilhosa no IMAX). A fotografia também é ótima. 

O que achei que poderia ter marcado mais foi a música. Não chega a ser ruim, até porque uma trilha de John Willians não tem como ser ruim. Mas não chega a ter uma nova Marcha imperial para o novo vilão ou coisa assim. Também não sei se precisava. 

Sobre os efeitos especiais, não são em excesso. Estão em boa quantidade. Talvez o 3D seja ate dispensável, não acrescenta muito. 

Depois de muita ansiedade para ver essa estreia, gostei muito do filme. Recomendo. Não vou dar informações sobre o enredo. Apenas indico que levem lenços. Tem muita gente para assistir ainda. Mas se procurar já tem a sinopse até na Wikipedia.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Gardiões da Galaxia

Fui assistir ao filme “Os Guardiões da Galáxia” sem conhecer os personagens dos quadrinhos. Tudo o que eu sabia é que eram da Marvel e que eram “tipo” Os Vingadores (Homem de Ferro pode aparecer nos próximos filmes dos Guardiões). Na verdade achei mais tipo Star Wars. Tem a Leia que não é princesa mas faz par com um Luke que também não sabe quem é o pai. Tem um Chewbacca que fala só uma frase o filme inteiro (diversas vezes) e tem o Han Solo que conserta as coisas e dirige a nave destemidamente e é inicialmente mais preocupado com o lucro. E tem um fortão que não pensa muito que é uma mistura de Hulk com o Coisa do Quarteto Fantástico.

Além de um espetáculo visual com efeitos especiais muito legais, personagens bacanas e uma história que fecha o filme tem ótimos extraterrestres coadjuvantes. Estes por vezes um pouco parecidos com o ambiente de Homens de Preto.

O filme conta como personagens tão diferentes acabaram se reunindo para salvar um objeto que pode destruir a galáxia (Homens de Preto novamente). Temos Peter Quill (Chris Pratt), o personagem terráqueo que abduzido quando jovem que se tornou um caçador de recompensas e que se intitula o “Senhor das Estrelas”. Drax (Deve Bautista) é o fortão da turma e quer vingança contra o vilão que matou sua família. Gamora (Zoe Saldana que deve adorar filmes em que vira um ser estranho vide Star Trek e Avatar) foi criada pelo vilão para ser uma arma. Rocket Raccoon (Bradley Cooper) é um guaxinim de laboratório e finalmente Groot (Vin Diesel) uma árvore humanoide que só fala “eu sou Groot”.

Um outro personagem de muita importância no filme é um Walkmann Sony típico dos anos 80 que vai costurando as cenas com rock e pop selecionado pela mãe de Peter em uma fita cassete. Um filme que pode ganhar novamente certa procura é Footloose, que é uma grande lenda terráquea contada no filme. Vale a pena procurar a trilha sonora.

Filme muito divertido para adultos e crianças não tão pequenas.
Tem cena pós-créditos para iniciados no mundo Marvel.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Super 8

Super 8 é um filme anos 80 feito hoje. Tem um grupo de amigos como em os Goonies, a gurizada anda de bicicleta como em ET, tem uma ameaça que só se revela no final do filme como em Tubarão e tem pessoas do governo americano encobrindo alguma coisa como em Contatos Imediatos de Terceiro Grau. Baseado nesses filmes citados a conclusão óbvia é que é mais um filme do Spilberg. Não é. O diretor é J.J. Abrams (pra quem não sabe, o criador de Lost) e apreciador da obra do pai do ET. Ainda não vi um filme dele que eu não achasse bacana. Além das menções a Spielberg tem também velhos conhecidos de J.J. como o monstro que nunca aparece tal o Lostzila e grunhidos iguais aos de Cloverfield – Monstro.

O filme se passa numa cidadezinha americana. A gurizada entra em férias e para se divertir resolve fazer um filme sobre zumbis. Enquanto filmam uma cena, presenciam um desastre com um trem. A partir desse desastre coisas estranhas começam a acontecer e militares iniciam uma grande operação na cidade.

Relacionamento entre pais e filhos, perdas, amizade e o romantismo do primeiro amor são alguns dos temas abordados no filme. Vários momentos engraçados e com lições de moral são mostradas como quando um dos personagens fica "chapado" e não consegue dirigir a gurizada imediatamente afirma que drogas não fazem bem. O filme é amarrado com clássicos dos anos 80, afinal o filme acontece em 1979. Espere acabar os créditos pois o filme que a gurizada fez em Super 8 é mostrado na íntegra.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

|Post Inédito|

Faz tempo que não escrevia no blog. Não sei exatamente se é a falta de assunto ou a falta de vontade de escrever. Não tenho explicação pra isso. O fato é que o Coisas Urbanas esta aqui meio sem dono. Tenho escrito bastante no Twitter, estou no endereço www.twitter.com/mauromu Escrevo ali quase que diariamente e quase que dezenas de vezes por dia.

Falta de assunto pra escrever não é, talvez eu tenho assunto o suficiente pra escrever um livro. Justamente esse excesso de assunto é que deve ter ocasionado essa ausência. Com uma oferta grandiosa demais de pautas para o blog, acabo não me decidindo sobre o que escrever.

Vamos então a um pequeno resumo do que tem acontecido nos altos da Antônio de Carvalho. O apartamento esta ótimo, tudo certinho no meu relacionamento monogâmico com a Aline. Recentemente adquirimos uma moto, chamo ela de Ruiva pois é vermelha. Aliás, chamo ela assim somente nos meus pensamentos, já pensou ficar chamando uma moto na rua? Bem, estamos bem satisfeitos com a moto, apesar de ser de baixa cilindrada, já nos levou pra praia e tudo.

Estou de férias, praticamente sem fazer nada de muito útil pra humanidade. Comprei alguns DVDs de shows, que são ótimos de ver e escutar no super aparelho de som e vídeo aqui de casa. Comprei acústico do Lobão, show do Engenheiros do Hawaii e Pouca Vogal, baixei da internet o show do Cidadão Quem gravado no Teatro São Pedro. Tento acompanhar os músicos como violão que ganhei da Aline de aniversário, mas isso não tem apresentado um avanço satisfatório de aprendizado.

Assisti alguns bons filmes no cinema. Recomendo todos: Fim da Escuridão, O Lobisomem e Sherlock Holmes. Assisti a uma apresentação teatral: Solos Trágicos, na beira do Guaiba, nos fundos da Usina do Gasômetro com musica ao vivo. Fui fazer rafting nas corredeiras do Paranhama em Três Coroas, fui a Torres veranear, em Tramandaí pra visitar o Camporee, em São Lourenço passar o réveillon, em Bento Gonçalves fazer um curso. Para amenizar o calor fui a todos os shoppings de Porto Alegre e tomei alguns banhos na piscina do condomínio. Li "Pra ser Sincero" do Humberto Gessinger e "Bellini e o Demônio" do Toni Belotto entre outras coisas.

Hoje é quinta de carnaval, sim, no Brasil uma semana antes e uma semana depois do carnaval é carnaval. Volto a trabalhar na próxima quarta cheio de gás e tomara que pronto para enfrentar novos desafios que surgirem. Acho que só sabemos que estávamos prontos para o desafio depois de enfrentá-lo. E assim segue a vida, com calma e força pra encarar tudo.


20536

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

|UP - Altas Aventuras|


Com certeza é a melhor animação que eu já assisti: UP - ALTAS AVENTURAS, de Peter Docter e Bob Petersen.

É um desenho da Disney, que eu assisti usando óculos 3D, o que dá uma esperiência muito legal. O desenho conta a vida de um velhinho chamado de Carl Fredricksen (nome muito complicado), que aos 78 anos, resiste ao avanço dos grandes prédios sobre a casa onde viveu toda a vida com seu amor de infância, Ellie. O velho é dublado pelo ótimo Chico Anysio.

Após um incidente com um trabalhador dos prédios que estão sendo construidos, ele é obrigado a ir morar em um asilo. Porém, ao invés disso, ele decide colocar em prática o que sempre sonhou com a esposa: viajar para a América do Sul e desbravar as matas selvagens da Venezuela. Só que ele faz isso colocando milhares de balões de gás sobre sua casa. Obviamete isso foi inspirado pelo Padre que voou com balões.

Por acidente, acaba levando junto um legítimo escoteiro que precisa ajudar um idoso em alguma coisa para receber um distintivo de especialidade. Os diálogos entre os dois são muito engraçados, principalmente na irritação de Carl com o pequeno escoteiro e com as tiradas típicas de um escoteiro de verdade. As falas do cachorro que eles encontram na Venezuela também são muito engraçadas.

UP não é uma simples comédia animada de aventuras para as crianças. Ele encanta os adultos também falando de amizade, amor, perdas e desilução com nossos herois. herois esses próximos ou distântes.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

|Na Natureza Selvagem|

Roteiro e direção: Sean Pen

Baseado na Obra de: Jon Krakauer (Into the Wild)

Elenco: Emile Hirsch (Christopher McCandless), Marcia Gay Harden (Billie McCandless), William Hurt (Walt McCandless), Jena Malone (Carine McCandless), Brian Dierker (Rainey), Catherine Keener (Jan Burres), Vince Vaughn (Wayne Westerberg), Kristen Stewart (Tracy), Hal Holbrook (Ron Franz), Zach Galifianakis (Kevin)

Duração: 140 min.

Gênero: Drama/Aventura

Christopher Johnson McCandless nasceu em 1968 e cresceu no estado da Virginia, EUA. Filho de um engenheiro da NASA, ele sempre se destacou por sua habilidade atlética e um certo isolamento, que se traduziu num crescente descontentamento com a situação social nos EUA. Em 1990, inspirado pelos trabalhos de escritores como Jack London, Leon Tolstoi e Henry David Thoreau, largou tudo após concluir a universidade, doou suas economias para a caridade e se tornou um andarilho, assumindo a alcunha de Alexander Supertramp. Viajou pelos EUA, alternando períodos na estrada e trabalhos temporários. Sua peregrinação culminou em uma viagem para o Alasca, onde pretendia viver da terra em um estado de isolamento e contemplação.

A história real de Christopher McCandless se tornou o livro “Na Natureza Selvagem”, de Jon Krakauer, em 1997. Dez anos depois, o ator e diretor Sean Penn reacende a lenda deste jovem, neste belíssimo e emocionante drama. O filme traz um magro e barbudo Emile Hirsch (“Os Reis de Dogtown”, “Alpha Dog”) como protagonista, quase irreconhecível para quem se lembra de seu papel como o garoto de “Show de Vizinha”, de 2004. “Acho que eu tinha uns 9 anos quando passou um programa na televisão e eu fui cativado e fascinado pela história desse cara que foi para o Alasca”- lembra-se Hirsch - “Aquilo me impactou profundamente quando eu era criança. Depois que Sean me ofereceu o papel e eu li o livro, aquelas emoções voltaram com tudo.”. Tentando recriar a personalidade forte e decidida de Chris, Hirsch faz um trabalho impecável e merece cada um dos muitos elogios que recebeu de público e crítica por sua atuação. Também espanta a seriedade de seu treinamento físico: para filmar as cenas no Alasca, o ator de apenas 22 anos chegou a perder 15 quilos, atingindo o peso de 52 Kg (ele tem 1,70 m).

Eu poderia dizer que a presença dominante de Emile Hirsch, entremeada por uma narração quase poética, carrega o filme, mas isso seria uma grandíssima injustiça em relação a todos os outros envolvidos no trabalho, em especial com o veterano Hal Holbrook. Holbrook interpreta Ron Franz, um viúvo e veterano de guerra que conhece Chris durante suas viagens e por algum tempo convive com o andarilho, ensinando-lhe sobre sua profissão. Ron, assim como tantos outros no caminho de Chris, vive à margem da sociedade, isolado em um mundo particular. O momento da despedida entre ele e o jovem idealista é o momento mais emocionante do filme, tanto que Hal Holbrook foi indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante em 2008. Outros atores também marcam presença no longa: William Hurt e Marcia Gay Harden fazem os papéis dos pais de Chris e servem como vínculo do andarilho ao seu passado; a jovem Jena Malone interpreta Carine, a irmã de Chris, e faz muitas das narrações do filme, contando um pouco do passado dos dois irmãos. Uma surpresa entre os coadjuvantes é Brian Dierker, treinador de Hirsch nas cenas com caiaque, que acabou sendo convencido por Sean Penn a interpretar Rainey, um hippie que viaja pelas estradas em seu trailer com a parceira Jan, vivida pela atriz Catherine Keener. Outro nome que merece ser mencionado é o da bela Kristen Stewart, interpretando uma adolescente no acampamento de trailers de Slab City que se apaixona pelo espírito aventureiro de Chris.

Desde o lançamento do livro de Krakauer, Sean Penn buscava uma oportunidade para obter os direitos de filmagem da história. Foram tantos anos até a família MacCandless se sentir preparada para reviver aquele período em suas vidas, que quando o projeto recebeu o sinal verde, Penn já sabia exatamente como fazer seu filme. “Era como se Sean tivesse pensado no filme durante todos aqueles dez anos. Tudo aquilo simplesmente começou a sair porque o filme inteiro já estava dentro dele antes mesmo de Sean escrever uma página” comenta Art Linson, produtor do filme. Isso fez com que Sean Penn tivesse tempo para fazer escolhas muito específicas para a produção. Para a cinematografia, que envolveria muitas paisagens naturais e deveria tentar transmitir o sentimento de assombro de Chris em relação à natureza, o diretor procurou Eric Gautier, diretor de fotografia em “Diários de Motocicleta”, de Walter Salles. Nas palavras de Sean Penn: “Eu conversei com Walter Salles, quem eu conheço e respeito muito, e ele começou a falar sem parar como Eric era excelente e um verdadeiro artista e tal... e ouvir isso de Walter foi uma coisa e tanto... Eu sinto que fui muito sortudo, pois este é o cara com quem quero fazer todos os meus próximos trabalhos”. Não só na identidade visual de “Na Natureza Selvagem” vemos o cuidado de Sean Penn. O diretor também queria que o filme tivesse uma identidade musical única e acabou procurando Eddie Vedder, ex-vocalista do Pearl Jam, para complementar a trilha sonora para a película. O compositor já conhecia Penn desde seu trabalho na trilha sonora de “Os Últimos Passos de um Homem” e não hesitou em participar do projeto. Vedder compôs várias das canções originais do filme, tocando ele mesmo todos os instrumentos em muitas das composições. O estilo rústico das músicas e a voz de Vedder caem como uma luva no ritmo e na fotografia do filme, criando uma trilha sonora marcante e que não deveria ter ficado de fora do Oscar de 2008. A impressão realmente é de que a música de Vedder ajuda a contar a história e mergulha nos pensamentos de Chris à medida que este atravessa os EUA.

É difícil não ser repetitivo ao elogiar “Na Natureza Selvagem”. Um trabalho que mostra uma grande maturidade artística de Sean Penn como diretor e roteirista e uma produção impecável, com atuações emocionantes, é o mínimo a se dizer. Dizer que o filme além de belo traz uma profunda reflexão sobre nosso papel na sociedade também seria apenas tocar a superfície de “Na Natureza Selvagem”. Mas nesse ponto acaba a crítica cinematográfica e começa a filosofia, então prefiro deixá-los com o filme e com suas próprias reflexões.

Gustavo Catão

Antes do fim:

O filme é espetacular. Não sei porque demorei tanto para assistir. Deve ser por culpa dessa demora que assisti o filme duas vezes seguidas. A jornada do protagonista deveria ser obrigatória para todas as pessoas, afinal quem não quer encontrar o seu Alaska?


19038

quinta-feira, 15 de maio de 2008

|Speed Racer|

Emocionante. Família, união, esperança, justiça, amor, emoção, drama, ação, ganância, trapassas e leite. Esses são os ingredientes da filmagem feita pelos irmãos Wachowski (Matrix) para Speed Racer (Emilie Hirst - Show de Vizinha). A filmagem da história de Speed no Mach 5 cor de prata enche os olhos de tanta cor. Chega a ser psicodélico.

Toda a histório dos desenhos está no filme. Tem a Trixie (Chistina Ricci - Monster, Gasprzinho, A Lenda do Cavalheiro Sem Cabeça) , inseparável namorada de Speed e o enigmático Corredor X (Mathew Fox - Lost) que na verdade é Rex Racer, o irmão disfarçado de Speed, e é claro que ficamos torcendo para que Speed descubra que o misterioso piloto é na verdade o seu irmão. É válido registrar que a mãe de Speed é vivida pela Oscarizada Susan Sarandon (Encantada e Thelma e Louise). O Gorducho e o macaco fizeram um ótima dupla. aliás, o macaco é de verdade, apesar das reclamações do PETA.

As corridas são pura adrenalina, impossível não torcer por Speed. Os carros detem acessórios que os fazem pular, dar cambalhotas e fugir dos mais diversos truques pregados pelos corredores trapaceiros. Tem até um carro patrocinado pela Petrobrás.

O filme critica as grandes coorporações, responsáveis pelas maldades do mundo, incluindo aí a manipulação de resultados de corrida e a destruição de famílias por dinheiro. Uma bonita mensagem de que um outro mundo é possíve, bastando fazer a sua parte para começar a mudar.
A comemoração de Speed com leite no final das corridas é no mínimo ilária.

Chegou a ser esquisito o momento em que saí da sala de cinema e liguei o rádio. Estava tocando a música Go, Speed Racer, Go! da banda Sponge, que é da trilha do filme e seguiu-se com Match 5, sucesso de um tempinho atrás da banda Presidents of U.S.A.. O clima do filme continuou um pouquinho mais pra mim graças a Ipanema.

Recomendo o filme. Go, Speed Racer, Go!
Antes do fim:

Speed Racer - Herbert Vianna


Cada dia que passa
É mais um dia que passa
Pra onde o destino me leva, eu não sei
Eu ando pela cidade, Speed Racer
Pela cidade, um Mach 5 cor de prata em alta velocidade
Em alta velocidade
De dentro do meu carro, eu vejo a chuva, o sol, o vento
E as nuvens dando voltas na Lagoa eu penso
A vida nem sempre é boa
A vida nem sempre é boa
Até por ruas mais estreitas ou por grandes avenidas
Cruzando viadutos e túneis
Passam-se dias e noites
Passam-se dias e noites
rasgando o espaço, eu sinto o sol
Batendo em minha cara
Eu tenho a força, eu sou veloz
No mach 5 em alta velocidade
Em alta velocidade
16971

segunda-feira, 3 de março de 2008

|Onde os Fracos não tem Vez|

Estou a um tempão sem escrever nada por aqui. Realmente andava sem tempo. Fiz várias coisas durante este tempo, mas o que me fez sentar em frente a esta tela foi o “Onde os Fracos não tem Vez”. Aliás, mais um filme com o título mal traduzido. O nome deveria ser algo do tipo “Não há lugar para os velhos”, isso descreveria melhor a essência que eu encontrei no filme.

Tudo começa com uma locução de Tommy Lee Jones (ganhou o Oscar em O Fugitivo) contando do tempo em que nem o Xerife precisava usar armas. Ele é o xerife da localidade. Um caçador (Josh Brolin – participou de O Gangster e de Os Goonies) encontra um massacre no meio do deserto, um desacerto por causa de drogas. Resultado: ele encontra uma mala com 2 milhões de dolares. Um assassino louco (Javier Bardem de Mar Adentro) que carrega uma pistola presa a um cilindro de ar comprimido quer a mala. E a caçada inicia.

Em meio a caçada, uma ótima fotografia, cenas de violência, tiros, bastante sangue, crueldade e ótimos diálogos. Destaque especial para o diálogo do assassino com um dono de armazém de beira de estrada. Dono de armazém este que é obrigado e apostar em um jogo de cara ou coroa, um jogo intenso e nervoso, impensável para um cara ou coroa.

Ao final o título é justificado, os tempos são outros. As drogas dominam, o dinheiro corrompe a todos, os jovens tem cabelos verdes e até mesmo o Xerife é obrigado a usar armas.

Antes do fim:
Não deixe de assistir também ao filme “O Gangster”. Uma dupla de protagonistas milionária e oscarizada formada por Denzel Washington (Dia de Treinamento) e Russel Crowe (O Gladiador) e dirigida por Ridley Scott (Alien - o Oitavo Passageiro, Hannibal, Cruzada, Gladiador). Deveria ter ganho algum prêmio da Academia.


16247

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

|Cloverfield|


Seguindo a mesma idéia de lançamento do filme A Bruxa de Blair, foi feita uma grande campanha divulgando a data de 01-18-08 como sendo o dia em que aconteceria algo grande. Antes do filme Transformers passou um trailler intrigante sem o nome do filme, apenas com imagens estranhas, a fatídica data e o nome de J.J. Abrams. Na Internet, nos fóruns de discussão das séries Lost e Heroes, não se fala em outra coisa e o motivo é o produtor do filme ser o mesmo de Lost e um dos atores ser o mesmo de Heroes. Séries estas cobertas de mistérios e lacunas, com várias pistas deixadas pela Internet. Seria Cloverfield uma pista gigante?

Vamos a história
Tudo começa com a informação de que o filme foi encontrado em uma área anteriormente conhecida como Central Parque. A câmera fica o tempo inteiro nas mãos de um dos atores que fala o tempo inteiro que esta documentando tudo. A imagem treme, fica escura, a câmera cai e o único momento em que a imagem fica menos nervosa é quando ela é colocada no chão. Igual Bruxa de Blair.

Tudo esta indo bem em uma festa de despedida quando algo começa a destruir Nova York. Ninguém sabe o que é, a cidade começa a ser evacuada, todos correm tentando se salvar ou tentando salvar alguém. Igual Gerra dos Mundos.

A partir de determinado momento ficamos sabendo que um monstro enorme é o causador de tudo. Igual Godzilla. Se quiser saber um pouco mais sobre os antecedentes da história, clica aqui. Nos momentos em que a imagem falha, temos contato com uma gravação antiga feita pelo dono da câmera durante um passeio com uma “amiga”. Estas imagens são fundamentais para o final do filme.

Pessoas vão dizer que o filme é ótimo, já outras pessoas vão dizer que o filme é terrível. Achei o filme bastante interessante. Talvez vire uma tendência os filmes primeiro gerarem uma expectativa através da Internet para depois serem lançados no cinema. Os fãs das séries sem resposta vão querer encontrar alguma coisa no filme. Há quem diga que viu os logotipos da Fundação Dharma no filme.

Antes do fim:

Acho que o pior que começar um post é acabar. Deve ser igual com filmes tipo Cloverfield, A Bruxa de Blair, Guerra dos Mundos, Jogos Mortais, O Chamado. Por isso acabo aqui, sem fim.

15991

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

|Eventos|

O ruim de ficar um tempão sem escrever nada é que fica um monte de assunto pendente. Fica difícil saber por onde começar e lembrar de tudo, ainda mais que eu fiz algumas coisas bem legais.

Paulinho Moska e Kevin Johansen
Moska era do conjunto Inimigos do Rei (tem que ter mais de 25 anos para lembrar) e Johanstein é um Argentino, criado no Alaska, que viveu em Nova York e faz música com bastante influência brasileira. Os dois formam um belo dueto de violão e voz. Músicas penetrantes em português e espanhol. Os dois têm um ótimo carisma e senso de humor. E o show ainda foi por conta da Bandnews FM.

Tributo ao Tim Maia
Evento de lançamento do livro Tudo ou Nada de autoria do Nelson Mota com um belo show da banda Tributo a Tim Maia. O vocalista da banda, Jorjão (já tocou com um monte de banda de Porto Alegre), é muito parecido com o Tim. Tocaram vários sucessos do Tim. Foi um show emocionante tinha bebida, comida, manobrista e era de graça.

Meu nome não é Johnny
Devido a propaganda feita, esperava mais do filme. Achei uma mistura de coisas que deram certo no cinema nacional. Tem um pouco de Cazuza, um pouco de Carandiru, um pouco de Tropa de Elite. O tão elogiado Selton Melo não esta muito diferente de outros papéis já feitos, tem um pouco de cada personagem já encarnado por ele. Vai fazer sucesso na Tela Quente.

Entre Tapas e Beijos
Peça teatral participante do projeto Porto Verão Alegre. Interessante por ser uma apresentação muda. Mostra o que acontece a um casal depois de um final de relacionamento causado por uma desastrosa noite no motel. A montagem tem uma boa trilha sonora para acompanhar os gestos dos atores. Mais uma cortesia da Bandnews FM.

Antes do fim:

O melhor Cachorro-quente de Porto Alegre ainda é o Cachorro do Bigode, o melhor suco é da Lancheria do Parque, o melhor sorvete é o da Sorveteria Jóia. E como é bom ficar até altas horas falando besteira, comendo, bebendo Coca-cola gorda, cantando e tocando violão com boas pessoas.



15972