segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Viagem: Balneário Camboriú
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Ipanema FM - Fim de uma era.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Viagem: Serra do Rio do Rastro
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Gardiões da Galaxia
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Dona Ignes
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quinta-feira, 26 de junho de 2014
Copa das Copas
E a Copa é sucesso de público e satisfação garantida. Pelo menos é isso o que mostram os meios de comunicação. Ao que parece estamos vivendo momentos de êxtase em todos os eventos relacionados a Copa.
Parece estranho.
Tenho a impressão de que para as pessoas que não tem contato com o evento tudo esta igual a antes.
As pessoas continuam sendo assaltadas;
As pessoas continuam nas salas de espera dos hospitais;
As pessoas continuam presas no transito;
As pessoas continuam tendo que adquirir dívidas para adquirir as coisas;
As pessoas continuam morando nas ruas;
As pessoas continuam fazendo greve e reclamando de salários;
As pessoas continuam sem professores nas escolas;
As pessoas continuam convivendo com cidades sujas;
As pessoas continuam se drogando nas esquinas.
Mas pelo menos agora temos a Copa é o que me dizem.
Será que ao invés de grandes investimentos em publicidade, construção de estádios e infraestrutura em volta desses estádios não poderíamos ter grandes investimentos em áreas básicas da pirâmide?
Sim, lembrei da pirâmide das necessidade de Maslow. Ele defendia que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um precisa "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a autorrealização.
Me parece que o Brasil pulou alguns degraus dessa pirâmide para termos a impressão de que já estamos no topo dela.
Quer saber mais sobre a tal pirâmide? Acessa aqui: Pirâmide de Maslow
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Noé
A sociedade está um caos. Não existe alimentos para todos. A violência é banalizada. Tudo esta descontrolado.
Não estou escrevendo sobre os atuais tempos. Escrevo sobre a sociedade abordado no filme Noé. Foi essa sociedade que O Criador planeja exterminar. O filme tem diferenças com a história abordada na Bíblia. Não vou entrar nesse mérito pois não sou um estudioso das escrituras. Vi o filme como um grande filme de aventura e ficção. Sob esse aspecto o filme deixa um pouco a desejar.
Russel Crowe (O Gladiador) é Noé. Quando pequeno ele viu seu pai ser morto por homens malvados descendentes de Caim (o cara que matou o Abel). Pronto. O filma já pula para um Noé adulto e com filhos que vive numa terra desértica sem água (parece Tatooine planeta onde vivia Anakim Skywalker), sem árvores e com homens maus que comem carne. Noé tem uns pesadelos malucos e fica numas que é o Criador falando para ele que vai destruir tudo. Noé sai com sua família com mochilas nas costas para procurar o velho Matusalém (Anthony Hopkins – que agora só faz papel de velhos sábios) que é seu avô para se aconselhar. Lá o velho dá um chazinho maluco para Noé. Com esse chá Noé tem mais algumas alucinações e diz que tem que construir uma super arca para salvar os animais da purificação da Terra. Matusalém ainda dá a Noé uma sementinha (tipo a semente do João do pé de feijão mega power).
Em poucos instantes a sementinha gera uma super floresta. Tá aí a madeira necessária para construir a arca.
Claro que Noé não ia conseguir construir a arca sozinho. Para isso ele contou com o apoio dos tataravós dos Transformers. Uns anjos caídos dos céus que por terem influenciado na vida dos homens foram punidos pelo criador e ficaram aprisionados na Terra. A arca é construída fica cheia de animais. Os animais são colocados para dormir por Noé com um fumacê sem explicação.
Os outros homens (que no filme são todos malvados e comedores de carne) tentam invadir a arca. Não conseguem. O único que entra é o mesmo malvado que matou o pai de Noé. O cara tenta matar Noé, todo mundo fica malucão dentro da arca e água desce e todos tem bondade e maldade dentro de si e o mundo começa novamente.
No final sobram para povoar o mundo: Noé e sua esposa, filho1 de Noé e sua mulher. A mulher do filho1 de Noé que era estéril e graça a uma cirurgia espacial feita pelo Matusalém pode ter filhos e ganha gêmeas. Os outros dois filhos de Noé terão que continuar o povoamento com as sobrinhas.
domingo, 6 de abril de 2014
Bailei na Curva
Já escrevi que gosto dessa peça em 2005 (Clica aqui para ler o texto). Apesar de tanta coisa ter mudado em mim nesse tempo todo, a emoção que sinto ao assistir não mudou.
Também em 2005 assisti a apresentação da peça "O Rei da Escória" do mesmo criador de "Bailei na Curva". Gostei, citei nesse blog (aqui) e nessa postagem tenho um comentário de Julio Conte que guardo com muito carinho. No comentário ele dá a dica para acompanhar o blog Dispositivo Cênico onde conta sobre o processo de criação da Bailei.
Bailei na Curva é pra mim uma instituição tradicional de Porto Alegre. Acreditava que não havia quem nunca tivesse ouvido falar. A surpresa foi grande quando fui abordado na frente do Araujo Vianna por um casal perguntando o motivo de tanta gente por ali. Respondi que era para a peça de teatro Bailei na Curva. O homem me perguntou se era comédia e se tinha globais no elenco. Falei pra ele que a peça era boa e não tinha globais. Ele deu as costas e deve ter ido pra casa assistir o Faustão.
No final da apresentação Julio Conte emocionadíssimo conversou com a platéia. Deixou uma mensagem sobre o que ele quer mostrar mantendo essa montagem por tanto tempo. Pedro bailou na curva. Pedro queria mudar o mundo. Ele fez sua parte. Cada um de nós precisa fazer sua parte. E não precisa esperar o dia das eleições. Mudamos o mundo fazendo pequenas coisas. Mudamos o mundo com nossas atitudes diárias. Fazendo o bem no dia a dia.
Antes do fim:
Que bom poder trocar uma ideia sobre a peça na saída.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Ainda é cedo
Hoje seria o aniversário de Renato Russo. O cara que escrevia músicas no tempo em que se escrevia a letra da música e depois se musicava ela. Hoje acho que é ao contrário. Ou nem se pensa muito na letra da música. Hoje tem música com letras bacanas?
Bom, Renato completaria hoje 54 anos. Fez letras legais, outras nem tanto. Falava da sua vida, das suas angustias, suas felicidades. Duvido de alguém que não se identifique com alguma letra do cara.
Hoje me identifiquei com a letra da música “Ainda é cedo” do primeiro disco da Legião Urbana.
Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo
Aí eu disse: - Quem tem medo é você
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse:
- Eu não sei mais o que eu
sinto por você. Vamos dar
um tempo, um dia a gente se vê
terça-feira, 25 de março de 2014
Dando férias para o coração
Não escrevi o texto abaixo mas gostaria de ter escrito.
Retirei do site Mais de Trinta. Quem quiser olhar direto no site segue o endereço: http://maisdetrinta.com.br/colunistas/dando-ferias-para-o-coracao/
Voltar a estar solteiro depois dos trinta anos é uma situação para lá de estranha. As coisas parecem não se encaixar de jeito algum. Falta algo que não sei explicar muito bem. É uma mistura de duas sensações complexas: a de liberdade e a de fragilidade.
Repare que toda vez que um relacionamento acaba é como se você tivesse tirado um peso das costas. Por outro lado, a solidão te deixa como cachorro que caiu da mudança, sem saber para onde ir e o que fazer.
É claro que todos sabemos que o inverno não será eterno, mas mesmo assim é difícil lidar com a perspectiva aberta de um novo futuro.
Fiz um pequeno repasse na minha vida afetiva e tive uma revelação não muito agradável. Entre encontros e desencontros, nunca fiquei só. Desde os meus quatorze anos venho emendando uma relação em outra, com pouquíssimo espaço de tempo entre elas.
Não é que eu tenha escolhido esse caminho conscientemente. Longe disso. As coisas simplesmente acontecem. Toda vez que fico solteiro é como se um grande luminoso — escrito “Há vagas” — fosse ligado bem em cima da minha cabeça.
Sei muito bem que não sou um exemplo da beleza comercial, mas isso parece não importar muito para o tipo de mulher com quem me relaciono. Não estou fazendo uma crítica a quem prefira uma barriga de tanquinho às minhas características, todo mundo tem o direito de gostar e se sentir atraído por quem achar melhor.
É muito difícil escrever sobre o assédio constante que sofro por parte da mulherada. Pode soar um tanto quanto arrogante. Mas é a verdade, por mais incrível que pareça. Em alguns momentos até eu me questiono dos motivos que me colocam bem posicionado na prateleira.
Graças a essa chuva constante de propostas, sempre acabei dizendo sim e voltando a namorar rapidamente após cada término.
Eu simplesmente adoro vida de casal! Nunca gostei de sair a noite, costumo dormir cedo, trabalho muito, não bebo, não fumo e gosto de conhecer a pessoa com quem durmo. Como você pode observar, não sirvo para ser solteiro. Me sinto um E.T. quando acontece.
Considerando o grande volume de mulheres que têm acesso ao meu conteúdo, alguém com outra visão de mundo, em meu lugar, passaria o rodo geral. Eu prefiro me abster e evitar a fadiga, como diria o carteiro Jaiminho.
Acontece que talvez tenha chegado a minha hora de dar uma parada, fazer uma pausa na vida afetiva, dar férias ao coração.
São muitos anos ininterruptos de relacionamentos consecutivos. Muitas histórias, momentos de alegria e de tristeza. Nisso sempre fechei com o Roberto Carlos (se eu chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi), porém, notei que um problema grave acontece nessa rotina. Não limpamos o paladar entre uma relação e outra!
Acabamos trazendo o passado para o presente, até porque não demos tempo suficiente para que ele se assentasse em seu devido lugar. Ok, e qual o problema com isso?
Explico. Quando você sai de uma relação, vários laços de confiança, intimidade e parceria estavam estabelecidos. Por pior que seja o término do relacionamento, é inegável que você tenha gerado e recebido créditos com a pessoa que estava.
Na nova relação isso não existe. Você chega zerado. Precisa conquistar a outra pessoa e, claro, ser conquistado. É aí que o problema mora.
Quando não há tempo para que você se acostume a ser um ninguém na fila do pão francês, você chega cheio de marra, parecendo que está com os créditos gerados da relação anterior. É um copo cheio que precisa ser esvaziado.
O conflito acaba sendo inevitável e há uma grande chance da nova investida ser mal sucedida, o que te levará de volta ao círculo vicioso.
Não sei por quanto tempo conseguirei permanecer solteiro, será um grande desafio para a minha personalidade, mas tentarei ficar pelo menos seis meses, pois vejo que é necessário.
Se vai dar certo, confesso que não faço a menor ideia, mas acredito que a experiência poderá me dar novas perspectivas e ampliar a noção que tenho sobre mim.
Segundo Hermann Hesse, escritor alemão, solidão é o modo que o destino encontra de levar o homem a si mesmo. Eu voltei para a prateleira, porém, bem lá no alto, só para admirar o público fazendo compras.
Até mais.

