quinta-feira, 2 de agosto de 2007

|Saneamento Básico - O filme|



Jorge Furtado percebeu que estava fazendo filmes iguais. Conforme declaração dele, todos os filmes feitos antes de Saneamento Básico – O filme poderiam ter a mesma sinopse: “Jovem tímido e inteligente faz tudo pela mulher amada”.

Ele resolveu mudar e fez o melhor filme de comédia brasileiro que eu já vi. Com tiradas inteligentes e piadas que não caem na mesmice dos humorísticos da Globo. Atores que são os melhores desta nova “safra” muito bem entrosados.

"Saneamento básico, o filme" conta a história de uma comunidade que tenta conseguir dinheiro para construir uma fossa na cidade, mas a única verba disponível na prefeitura é para financiar o projeto de um filme. Sem saída, eles decidem então filmar uma obra de ficção para conseguir a grana.

O tema “problemas ambientais” ainda carecia de uma abordagem no cinema. De uma maneira sutil, com grandes pitadas de humor, Jorge Furtado foi feliz neste desafio. Para não deixar passar em branco meu bairrismo, vale lembrar que o filme foi gravado na Serra Gaúcha, um dos cenários mais bonitos do mundo.

Antes do fim:




O cabelo faz do homem um ser misterioso que carrega na cabeça, na parte do corpo que é mais nítida e mais marcada, uma coisa rebelde como um mar e confusa como uma floresta. Está quase fora do corpo, é uma espécie de jardim privado, onde o dono exerce à vontade sua fantasia e sua desordem. É qualquer coisa que cresce e que transborda como se estivesse livre do domínio da alma.


Gustavo Corção
Três alqueires e uma vaca
Rio de Janeiro, Agir,1961
Fala de Silene em Saneamento Básico - O filme

quarta-feira, 18 de julho de 2007

|Atualidades Urbanas|

Vaia do Pan
Finalmente minha teoria foi colocada a prova. Agora esta confirmado, não me resta dúvidas de que a culpa de termos os políticos fazendo o que fazem é do Juscelino. A grande vaia que o Presidente Lula recebeu na abertura do Pan é a prova que faltava. Com os políticos lá em Brasília, o população não se encoraja em reclamar de nada, afinal, estando tão longe, não vai ser ouvida.

Eu quase me emocionei quando escutei um Maracanã lotado vaiando o Presidente que nada sabe e nada vê. Não tem como não ter escutado.

A abertura do Pan com ingressos que passavam de R$50,00 atraiu as pessoas que não são compradas com os projetos assistenciais do governo federal, quem estava no estádio, era o povo que escuta rádio, lê jornal e se informa sobre as coisas que acontecem.

Renam
E parece que ele conseguiu. Primeiro foi o Pan a distrair a imprensa e tira-la do foco, junto a isso tem o recesso do Parlamento e agora o acidente do avião da TAM. Ninguém nunca mais vai lembrar de tudo o que Renam Calheiros fez. Aliás, o que ele fez mesmo?

Globo e Congonhas
Enquanto a coisa toda pegava fogo e todo mundo queria saber de notícias sobre o acidente da TAM, a Globo continuava a exibir suas novelas tranqüilamente.

LULA e Congonhas
Faltou um pronunciamento do Excelentíssimo Sr. Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva sobre a tragédia em Congonhas. Até imaginei ele falando: “Nunca na história deste País, ocorreram tantos acidentes e morreram tantas pessoas como nesse governo.” É sempre a mesma ladainha...

Antes do fim 1:
A Daiane dos Santos parece o Rubinho, sempre quebra antes do final da prova.

Antes do fim 2:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul já está recebendo os pedidos de isenção de taxa de inscrição para o vestibular 2008. O prazo vai até o dia 23 de julho, exclusivamente pela Internet. A instituição vai conceder descontos parciais e totais. O desconto de 50% vai ser concedido aos candidatos que cursaram pelo menos a metade de seus estudos de ensino fundamental e a totalidade do ensino médio em escolas públicas. A isenção total do valor da inscrição é para os candidatos que cursaram pelo menos a metade de seus estudos de ensino fundamental e a totalidade do ensino médio em escolas públicas. Além disso, eles devem demonstrar carência socioeconômica comprovando uma renda bruta mensal de até R$ 350. Os documentos obrigatórios devem ser encaminhados pelos Correios ou entregues pessoalmente na Coperso, na Ramiro Barcelos, 2574 - Portão K - bairro Santa Cecília - Porto Alegre, RS - CEP 90035-003. Os resultados devem ser divulgados até 1º de agosto. Saiba tudo no site da Universidade: www.vestibular.ufrgs.br

quinta-feira, 12 de julho de 2007

|Discurso de um Senador|

Dedicado a Renan Calheiros

Senador Renan Calheiros,
Estou me dirigindo ao Senhor com o intuito de colaborar com suas decisões futuras. Desde que começaram estas denúncias contra o Senhor, tenho pensado muito em sua vida – mesmo que não tenha nada a ver com ela. Mas, até hoje, o Senhor é presidente do Senado da República e por isso me manifesto.
José Renan Vasconcelos Calheiros está com 51 anos. É, portanto, um político jovem, com muito por fazer. Neste pouco espaço de tempo já foi deputado federal, integrante da base de apoio do presidente Fernando Collor de Mello, nosso atual colega. Foi ministro da Justiça do presidente Fernando Henrique Cardoso. É da base de apoio do nosso presidente atual Lula.
Teve passagens marcantes como presidente do Conselho Nacional de Trânsito; do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente; do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e do Conselho Nacional de Segurança Pública .
Foi eleito senador pelo grande Estado das Alagoas em 1994 e reeleito em 2002. É, como disse, o nosso presidente desta Casa.
Senador,
O Senhor é casado com a dona Verônica, tem três filhos e um neto de poucos meses.

Senador,
Não digo que deva renunciar como senador e muito menos como presidente do Senado. Mas, eu, em seu lugar, voltaria para Maceió. Desistiria do Senado e concorreria no ano que vem a Prefeitura da capital alagoana, aquela maravilha, aquele paraíso nordestino.
Senador,
Pode estar se perguntando: Por que este palhaço está falando tudo isso. E eu lhe respondo, antes que o meu tempo se encerre, com todas as letras.
Não poderia pagar para a sua nanmorada e a filha de vocês o aluguel de um apartamento de quatro quartos. E por 4.500 reais por mês!! E mais!! Uma pensão de 12 mil reais para uma menina de três anos!!
Senador,
Vá brincar com seu neto ou com sua filhinha de Brasília!! Afinal ela ganha tanto quanto o senhor e também tem apartamento funcional!!
Muito obrigado!!

(Quem faria este discurso? Qualquer senador normal, igual a mim e a você).
Sugado de http://www.previdi.com.br/

Antes do fim 1:
Acho que finalmente chegou o momento que Calheiros tanto esperava. Os jogos Panamericanos. Agora vai ficar todo mundo de olho nas medalhas que o Brasil vai tentar ganhar e vai esquecer toda esta historio de País corrupto, afinal o que importa mesmo é ganhar medalha e ser feliz.

Antes do fim 2:
Esta bem boa a nova programação da Rede Record no Rio Grande do Sul, agora no canal 2, já a da Pampa esta de arrepiar. Falta melhorar o Correio do Povo.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

|Hi! Mortal|

Não sou de escrever dois posts em períodos tão curtos de tempo. Hoje é um dia atípico.

O jogo do Grêmio contra o Boca Jr. acabou de terminar. A festa que a torcida do Grêmio merecia ganhar não foi realizada. Ao invés de fazer, o tricolor tomou gols. Caiu o Imortal. Caiu humilhado. Resta agora acompanhar e ver como vai se comportar a torcida do Grêmio, esta sim Imortal.

Chegou longe o time do Grêmio.

Para homenagear os Argentinos, segue uma música do Fito Paez.

Tema de Piluso
Cerca, Rosario siempre estuvo cerca
tu vida siempre estuvo cerca
y esto es verdad
Vida, tu vida fue una hermosa vida
tu vida transformó la mía
y esto es verdad.

Y la vida como viene va
no hay merienda si no hay capitán.

Tanto, salimos por las calles, tanto
bebimos en los bares santos
de la verdad
y algo, me dice que perdimos algo
perdimos y ganamos algo
algo en verdad.

Y la vida como viene va
no hay merienda si no hay capitán.

Nada nos deja más en soledad
que la alegría si se va
volar, volar, volar, volar, volar
¿cómo es, Alberto, volar al más allá...?

Tira, la soga de tu cuello tira
la soga de mi cuello tira
y esto es verdad
y eran los tiempos de la primavera
dejaste tu sonrisa en ella
y esto es verdad.

Y la vida como viene va
no hay merienda si no hay capitán

Nada nos deja más en soledad
que la alegría si se va
volar, volar, volar, volar, volar
¿cómo es, Alberto, volar al más allá...?

Cerca, Rosario siempre estuvo cerca
tu vida siempre estuvo cerca
y esto es verdad

Y la vida como viene va
(Y la vida como viene va)
no hay merienda si no hay capitán
(no hay merienda si no hay capitán)
no hay merienda si no hay capitán

A versão em Português desta música foi feita pelo Thedy Correa da banda Nenhum de Nós. Segue a letra:

Nas luzes de Rosário
Festa, nas luzes de Rosario , festa
Tua vida o meu passado cerca
isso é verdade
vida, tua vida, tão preciosa vida
tua vida transformou a minha
e isto é verdade.

E a vida como vem, vai
não há amor que seja sempre igual

Tanto, saímos nessas ruas tanto
bebemos nesses bares santos
e isto é verdade
algo me diz que nós perdemos algo
perdemos e ganhamos algo
algo de verdade.

E a vida como vem, vai
não há amor que seja sempre igual.

Nada faz a solidão aumentar mais
do que a alegria que se vai
voltar, voltar, voltar, voltar
como é tão certo voltar pra te encontrar

Tira as roupas do teu corpo, tira
as roupas do meu corpo, tira
e isto é verdade
lembra dos tempos de uma primavera
dos sonhos que esquecemos nela
era verdade

e a vida como vem, vai
não há amor que seja sempre igual.

Antes do fim:
Mas que os Colorados se cagaram de medo se cagaram.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

|Imortal Tricolor|

Eu não sou um desses caras que se dizem apaixonados por futebol. Talvez mais para ser do contra do que por falta de interesse. Sendo assim, não posso deixar passar em branco o que esta acontecendo hoje em Porto Alegre.

Hoje o Grêmio estará fazendo uma das partidas mais importantes de sua história. Caso venha a sair vencedor deste campeonato, os colorados só terão tido um ano para se gabar de serem campeões da Libertadores. Êta torcida sofredora essa do Inter. O Grêmio, com este título, vai encerrar na origem qualquer possibilidade de discussão.

As chances de que isto aconteça, existem, mas são tão minguadas quanto alguma coisa pode ser. Minúsculas, ínfimas, microscópicas. Ainda assim, o que se sente aqui em Porto Alegre é um absurdo clima de otimismo, uma espécie de já ganhou sem qualquer sentido. Compreendo a necessidade das pessoas de afirmarem que o objetivo buscado pode ser atingido. Também concordo que vencer por 3 a 0 o Boca é, no sentido lato da palavra, factível. Mas, pensando bem, o que não é?

Por onde eu vou, me perguntam se eu acredito. Acreditar, claro que eu acredito. Isso significa que não duvido. Quando a bola rolar, às 21h50, talvez estarei assistindo, talvez esteja fazendo outra coisa. Não vai fazer tanta diferença.

Caso o Grêmio saia campeão da Libertadores, será um milagre. Inclusive, não sei se é coincidência ou não, mas Milan x Grêmio é igual a MILA-GRE. Então é isso: se o Grêmio conseguir levar a Copa, e tudo acontecer como esperado no Mundial Interclubes, teremos o clássico MILA-GRE.

Antes do fim:
Cada vez me convenço mais de que o JK foi o pior Presidente do Brasil. Ele fez o que era necessário, levou a capital federal para longe do povo e assim é possível fazer tudo o que eles fazem sem se importarem com a população que esta bem longe.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

|Bagasexta|

Pra começo de conversa:
Pra comemorar a semana dos namorados, que tal uma festinha sem toda aquela turma?
Eu e a Aline (que pra quem ta desinformado é minha namorada) fizemos isso. Fomos só nós dois em uma festa e gostamos. Para registrar, segue abaixo o primeiro post escrito a quatro mãos do Coisas Urbanas. Bom proveito.
Finalmente fomos na Tradicional Bagasexta, festa realizada há mais de cinco anos em Porto Alegre. Fomos meio sem saber o que íamos encontrar pois não conhecemos ninguém de carne e osso que tenha ido lá. Achávamos que era uma peça teatral ou alguma outra coisa sei lá o que. No fim das contas é uma grande festa temática. A que nós fomos era a Bagasexta Grenal. Igual nós dois.

A Bagasexta é a festa mais Porto Alegre de Porto Alegre.

Poderia muito bem ser realizada na Cidade Baixa que estaria em casa, mas é ali no bairro Floresta, entre boates, prostitutas de rua e escuridão, em uma rua escura e cinza em meio aos antigos depósitos abandonados que um prédio laranja se destaca. É neste prédio que se diverte o povo da Bagasexta.

A função já começa na fila onde os atores interagem com as pessoas que aguardam brincando com o público e já dando uma amostra do que está por vir.
Tudo é muito “tosco” e improvisado. Não tem nada luxuoso. É um depósito e lembra um pouco das festas de garagem com algumas mesas nos cantos. Numa das pontas do depósito tem uma espécie de palco improvisado onde serão realizadas peças teatrais também improvisadas. No meio da festa os festeiros são convidados a se transformar em público e participar da confusão que é armada. Não tem cadeira, senta-se no chão mesmo.

O público é bem variado. Não te assuste se olhar para o lado der de cara com o teu professor da 1ª série aos beijos com uma gatinha com não mais que 18 anos... e nem se surpreenda se deres de cara com um casal com toda a pinta de quem está comemorando seus 30 anos de casado. Todo mundo dança com todo mundo, a azaração é solta. Homens e mulheres rindo, brincando, dançando, beijando... não necessariamente nesta ordem!

Em resumo, a festa tem um pouco de tudo o que nós imaginávamos: tem teatro, música, uma “fauna” variada e um ótimo “clima”, facilitado pelo atores-animadores.

O banheiro é unisex, não que não tenha uma para homens e outro para mulheres, o problema é definir o que é homem e o que é mulher. Na dúvida, se entra no que estiver mais vazio. Como dissemos antes, a “fauna” é variada.

Tem estacionamento, e o cardápio é com preços acessíveis. O som é muito bom tocando desde sucessos dos anos 80, passando por música da Xuxa e funk até os sucessos atuais.

Só indo e provando como é gostoso.

Antes do fim:
Para mais informações sobre o povo da Bagasexta, você pode acessar o site da turma. O endereço é http://www.depositodeteatro.com.br/. Tem comunidade no Orkut também. Te vira e procura.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

|Baucis e Filémon|

Pra começo de conversa:
Como estou com postagens atrasadas, resolvi descarregar hoje. Seguem duas histórias bem bacanas que eu encontrei nas minhas navegadas pelo mundo virtual.

A primeira historinha serve para homenagear todas as pessoas que acreditam em Dia dos Namorados. Logo em seguida coloco uma homenagem a todas as pessoas que acreditam que podem resolver alguma coisa pelo tele-atendimento.

Querendo experimentar a bondade dos homens, conta a mitologia, Júpiter e seu filho Mercúrio tomaram um dia a forma humana e desceram a uma terra da Grécia chamada Frigia.

Bateram aí de porta em porta, pedindo agasalho; mas ninguém lhes prestou atenção, nem socorreu. Tendo procurado em vão despertar a piedade dos habitantes do lugar, chegaram enfim a uma pobre cabana de um casal de velhinhos, que os acolheu com doçura e caridade. Chamava-se a mulher - Baucis, e o marido – Filémon. Alimentando e confortando os forasteiros, nem o marido nem a mulher podiam de leve suspeitar estarem na presença de deuses.


Depois de ter repousado com o filho Mercúrio, Júpiter, ao sair, transformou a pobre cabana em um templo suntuoso e disse aos velhinhos maravilhados que poderiam pedir-lhe o que quisessem, pois tudo lhes concederia. Marido e mulher, dando-se as mãos amorosamente, pediram então que lhes concedesse a graça de não morrer um antes do outro...
E o pedido foi concedido.

Certo dia, quando já contavam idade bem avançada, estavam nos degraus do templo, narrando a história daquele lugar sagrado, quando Baucis viu brotarem folhas em Filemon e Filemon viu o mesmo fenômeno ocorrendo em Baucis. Ainda trocavam palavras de despedida quando uma coroa de folhagem brotou-lhes na cabeça.

- Adeus, amor da minha vida - diziam juntos e, no mesmo momento, o tronco se fechou em suas bocas. Os pastores da Tiania mostram ainda hoje as duas árvores - o carvalho e a tília - lado a lado como se estivessem namorando para sempre.

Antes do fim:
Achei este texto no site http://www.previdi.com.br/. Vale a pena ler!

O MITO DA CRIAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE UMA ATENDENTE DE TELEMARKETING

No princípio era o Gerúndio. E Deus pegou o telefone e disse:
- A gente vai estar fazendo a Luz!

Mas a luz não se fez, porque uma atendente O mandou esperar na linha, por favor.
E Deus teve que aguardar um bilhão de anos, ouvindo Für Elise. E quando foi atendido, Deus repetiu:
- A gente vai estar fazendo a Luz! E isso vai estar sendo uma ordem!

E a voz do outro lado disse:
- Desculpe, Senhor, mas Luz não vai estar sendo neste setor. Eu vou estar encaminhando o Senhor para o setor de Fotogênese e Ontogenia.

E Deus deu cascudos em cinco anjinhos, criou o Oriente Médio e inventou a injeção de Benzetacil para descontar a raiva.
Então, esperou mais três bilhões, setecentos e noventa e nove milhões, três mil, trezentos e quatorze anos. Ao final dos quais, escutou:


- O Senhor está no setor de Fotogênese e Ontogenia. Para criar a Luz, disque 1. Para criar o sistema solar, disque 2. Para criar o homem, disque 3. Para saber a idade da
Hebe Camargo, disque 4. Para reclamações quanto à Criação, disque 5 ou aguarde que um dos nossos filósofos metafísicos vai atendê-lo.

E Deus apertou o 1 e esperou mais dois bilhões de anos, tempo este que usou para, como revanche, inventar o doce de melancia, os livros escritos por ex-prostitutas e o
sistema partidário brasileiro. Ao final daquele tempo, o Criador foi atendido:
- Pois não, Senhor, com quem eu estou falando?
- Com Deus, minha filha, o Onisciente, o Onipresente, o Onipotente. Mas pode me chamar de Magnânimo.
- E em que eu vou poder estar lhe ajudando, Senhor?
- A Luz, minha querida. Eu estou esperando na linha há não sei quantos bilhões de anos.
Quero estar criando a luz. Pode ser ou tá difícil?
- Só um milhão de anos, por favor, Senhor.
- Um milh...? Eu...

E Deus ouviu Für Elise por mais seis bilhões de anos, o que definitivamente contribuiu para, no futuro, Beethoven ter sofrido bastante e morrido surdo. E ao final deste período e de dialogar com mais de cem atendentes, finalmente teve seu pedido atendido.
E descontaram o valor da obra dobrado na fatura do Seu cartão de crédito e não deram os brindes promocionais, como as duas luas de Vênus e um anel a mais em
Saturno.

E Deus se vingou, criando a mensagem de celular fora da área de cobertura e a taxa por deslocamento.

terça-feira, 22 de maio de 2007

|O Caçador de Pipas|


Acabei de ler o livro “O Caçador de Pipas” de autoria do Afegão Khaled Housseini. Este é um livro mágico, daqueles que não se consegue parar de ler apesar de suas mais de 350 páginas.

O autor apresenta Amir, filho de um rico empresário afegão, que mantém sob seus cuidados Hassan, um garoto pobre de outra etnia, filho de um empregado da família. Apesar da fidelidade de Hassan, Amir abandona o amigo, tenta esquecer a culpa da traição e parte para os Estados Unidos depois da invasão soviética.

O livro mostra uma narrativa por vezes até excessivamente cinematográfica, parecendo que foi feito com o objetivo de virar um filme. Mas é possível visualizar as paisagens e as personagens com perfeição. Por vezes é inevitável inserir-se na narrativa, fazendo às vezes de Amir, outras de Hassan. O ponto fraco se dá no fato de o autor entregar o que vai acontecer, tornando o livro bastante previsível. Não é difícil imaginar o que vai acontecer na história.

Navegamos por variados sentimentos humanos: Princípios, lealdade, dignidade, covardia, coragem, respeito e honra. Mostra o arrependimento, a culpa, o sacrifício e o sucesso de Amir. Mostra com sutileza que dentro da sua simplicidade, Hassan demonstra a sofisticação dos seus sentimentos e a sua sabedoria. Mostra que existem diferentes maneiras de ser feliz e de encarar a sua realidade.

Monarquia, república, invasão soviética, guerra civil, Taliban. O livro mostra um Afeganistão já esquecido que eu nem cheguei a ouvir falar. Espera-se que o Afeganistão volte a ser àquela nação contada no início do livro, a Terra de Amir e Hassan,

Impossível não amar e odiar Amir, não sentir compaixão por Hassan. Impossível não torcer pelo futuro do Afeganistão. Emocionante.

Antes do fim:


O diretor de origem alemã, Marc Forster, de Mais Estranho que a Ficção (2006), acaba de finalizar o filme The Kite Runner, baseado no livro. O filme deve estrear em novembro nos cinemas Americanos e em janeiro do próximo ano no Brasil. Entre os produtores do filme esta Sam Mendes, diretor de Beleza Americana.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

|Cão sem dono|


Problemas básicos que vividos por jovens: falta de perspectivas, ceticismo, muitos sonhos, falta de grana, solidão, paixões e outras coisinhas mais.

Este é o cenário de Ciro (Júlio Andrade), jovem, solteiro, morador de um apartamento com pouca mobília do centro de Porto Alegre. Pouca mobília e poucos amigos. É em Porto Alegre mas poderia ser em qualquer outra metrópole. Fica interessante ser em Porto Alegre por causa do Porto-alegres, falado com bastante fluência por todos os atores. Ciro tem um amigo, o Cão Churras, um vira-latas com cara de vira-latas, que o seguiu na rua até o seu apartamento. Ciro também tem Marcela (Tainá Muller, ganhadora do merecido prêmio de Melhor Atriz no Festival de Pernambuco), uma moça cheia de vida e brilho que traz um certo sentido a vida sem vida do protagonista.

Visita na casa de casal de conhecidos desconhecidos para comer lazanha, transas no quarto sem cama de Ciro, social na casa dos pais, dificuldades para pagar o aluguel do ap, café da manhã com a companhia de Marcela e seus sonhos. Esse é o cotidiano de Ciro.

A vida de Ciro que já não era fácil, fica insuportável quando Marcela descobre que esta com câncer e some da história. Parece que Marcela era o “gás” de Ciro. Depois de uma crise, em que Ciro dá a impressão de estar vagando como se fosse um cão perdido, ele volta para a casa dos pais e passa a ter uma vidinha “normal” de adolescente com festinhas, trabalhando em uma livraria, jogando futebol com os amigos e passeios com o Churras. Até o dia em que o Cão morre e toca o telefone. Depois disso, não se sabe que rumo a vida de Ciro toma.

Um filme intenso, com uma boa história, filmado basicamente no centro de Porto Alegre. Uma vida comum de uma pessoa comum, como tantas vidas devem ser. O filme não é para assistir com a família no domingo à tarde, é um filme por vezes forte, com cenas pouco refinadas e poucos enfeites as partes engraçadas fica por conta das conversas de Ciro com Elomar (Luiz Carlos V. Coelho), o porteiro do prédio, pintor de telas e apreciador de Lupicínio Rodrigues.

Antes do fim:


O filme é baseado no livro “Até o dia em que o cão morreu” de autoria de Eduardo Galera, tem direção de Renato Ciasca e Beto Brant (O Invasor) e recebeu o Trófeu Calunga no Festival de Pernambuco. Para saber mais sobre o filme, acesse www.caosemdonopoa.com

quinta-feira, 3 de maio de 2007

|Rodeio|

Existem poucos programas que eu não gosto. Não tenho nada contra o tradicionalismo gaúcho, inclusive aprecio a valorização que o gaúcho dá as tradições.

No último final de semana, visitei o Rodeio de Viamão com todos os seu ginetes e cavalos. Que coisa mais horrível. Muitas pessoas bebendo, muitas pessoas sujas, muitos cavalos andando entre as pessoas, muitas pessoas andando em meio a cavalos. Tudo misturado e com muita poeira em volta. Muita poeira.

Vários stands vendendo desde botas de gaúcho até pinhão cozido. Muita cerveja e cachaça, muitos bêbados em volta destes barzinhos. Tudo no meio da poeira. Uma sujeira só. Fora o cheiro de excrementos de cavalo. Não tem como ficar livre disso, por onde se anda, o mau odor acompanha.

E o som do rodeio! É uma mistura de narrador de rodeio com um locutor de rádio que só fala dos patrocinadores, os dois ao mesmo tempo, junto com a poeira, o mau cheiro e os cavalos em meio as pessoas. Aliás, nem só de poeira sofre o visitante do rodeio. Onde não tem poeira tem barro. Muito barro.

Os gaúchos, trajados a rigor, com roupas não condizentes com o calor que fazia no final de semana, até que combinavam com o ambiente. Mas as mulheres, com grandes saltos, umbigos de fora, calças colantes, baton vermelho e chapéus de aba larga, estavam prontas para ir à algum outro lugar diferente daquela nuvem de poeira. Fora que não ser raro avistar espécies femininas empunhando e inclinando garrafas de cerveja diretamente na boca, em gestos nada elegantes para mulheres tão bonitas que desfilavam entre os cavalos.

Não vou comentar da maldade feita com os animais para simples divertimento das pessoas que ali estavam.

Antes do fim:
Tem podcast novo no http://www.coisasurbanas.podomatic.com/ entra lá e escuta um pouco dos novos discos do Ira! e do Lobão Acústico.


Antes do fim 2:
Eu e a Aline passamos o feriado de Páscoa em Canela com um roteiro um pouco diferente do óbvio Cascata do Caracol. Inclusive nem chegamos perto. Segue lista com alguns dos pontos turísticos visitados em cada cidade que paramos:
Nova Petrópolis: Labirinto Verde
Canela: Passo do Inferno e Parque do SESI (local da hospedagem)
Gramado: Cachorro quente com queijo derretido próximo a Rua Coberta
Três Coroas: Centro Budista (é melhor ir pela estrada de Taquara)