quarta-feira, 9 de novembro de 2005

|Atualidades|

Não tem acontecido muita coisa para escrever, e eu não estou muito bom de escrita...
Vou atualizar algumas coisas que tenho observado.

1 - Obrigado a todos que lembraram do meu aniversário. Adorei as mensagens...
2- Ganhei um barbeador muito legal da minha namorada, adorei.
3- Fui assistir uma peça teatral muito boa, O Rei da Escória, tem direção do Julio Conte e entre as músicas da trilha tem até Chico Buarque.
4- Chuvarada na sexta que passou, até a sala de aula alagou...
5- Agora o desastre da Televisão no domingo esta completa, Gugu, Faustão e Raul Gil. Ninguém merece ficar em casa no domingo.
6- Que má fase a musica nacional esta passando...
7- Que má fase o cinema esta passando...
8- Que pouca vergonha o Beijaço em Brasilia. Tudo que é demais não fica bom...
9- Não tem acontecido muita coisa boa no mundo... em Paris a coisa tá braba!
10- Soltaram os outros dois assassinos do casal Ristophen

Antes do fim:

Música trilha da peça O Rei da Escória
João e Maria

Composição: Sivuca
Música: Chico Buarque

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

|Horizontes|

Esta é a música tema da minha peça teatral preferida.
Bailei na Curva foi montada no Rio Grande do Sul e é encenada desde os anos 70 com grande sucesso! A direção é de julio Conte e a música é de Flavio Bicca Rocha.


Há muito tempo que ando
Nas ruas de um porto não muito alegre
E que no entanto
Me traz encantos
Um pôr de sol me traduz em versos
De seguir livre
Muitos caminhos
Arando terras
Provando vinhos
De ter idéias de liberdade
De ver amor em todas idades
Nasci chorando
Moinhos de vento
Subir no bonde
Descer correndo
A boa funda de goiabeira
Jogar bolita
Pular fogueira
Sessenta e quatro
Sessenta e seis
Sessenta e oito mau tempo talvez
Anos setenta não deu prá ti
E nos oitenta eu...
...não vou me perder por aí.


Antes do fim:
Assisti Dois Filhos de Francisco e gostei muito.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

|Não sei o que eu quero dizer com o que escrevi!!!|

Tempos difíceis. Dúvidas cruéis. Nada mais é como antes e nem poderia ser.
O que era certo e limpo, hoje é errado e sujo.
O que era firme e forte, hoje é bamba e fraco.

Eu sei que pode ser que cair não caia,
Doer não doa,
Sofrer não sofra!
Mas mesmo que seja assim,
Eu quero igual,
Mas muito mais!
Vou me perder no labirinto da ilusão!
De lá não vou sair com as mãos abanando.
Sem encontrar aquilo que eu não conheci:
A verdadeira maionese!
Alguém pode dizer que não tem porque,
Mas também não,
Nem porque não.
Então, pois que seja assim!
Que seja aqui!
Que seja já!
Haverá sempre uma pergunta a responder...
Um tanto de invenção na realidade.
Enquanto isso eu continuo a procurar:
A verdadeira maionese!

Tangos e Tragédias

A peça principal para o sucesso de um cachorro-quente é a maionese. Se a maionese é ruim, não adianta ter a salsicha sadia que nada vai resolver.
Viva a maionese!

Antes do fim:
Me deu uma vontade de escrever uma besteira...
Escrevi!

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

|Pergunta cretina|

Todos sabem que foi organizado um referendo para 23 de outubro próximo, quando todos os eleitores serão chamados às urnas.
O referendo tem cartas marcadas, uma massiva propaganda institucional partida de Brasília engabelou a opinião pública, com a ajuda da imprensa.
Não foi muito difícil botar nas cabeças das pessoas que as armas de fogo matam.
Intentou-se então a pergunta cretina que será respondida por todos os eleitores: se eles são a favor da proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil?
Isto é tão cretino quanto perguntar-se se as pessoas são a favor da comercialização do arsênico e da estricnina.

É claro que todos são contra o arsênico e a estricnina. Porque o raciocínio reflexo é de que são venenos. Ninguém vai se lembrar que o arsênico e a estricnina têm também outras mil utilidades que não nada têm a ver com a eliminação de seres vivos, inclusive humanos.
Se se faz um plebiscito calhorda indagando dos brasileiros sobre o arsênico e a estricnina, todos votam contra esses dois letais venenos.
O Brasil então vai cair nesta armadilha e vai votar de goleada a favor do desarmamento.

Aqui no Rio Grande do Sul, apesar do apoio dissimulado e inconvicto da imprensa ao desarmamento, tem chance de ganhar o voto contrário ao desarmamento.
É que proibir o revólver ao gaúcho é como proibir-lhe o chimarrão. Está entranhada na alma do gaúcho a posse de uma arma, o revólver e a faca podem nunca ser usados pelo gaúcho, mas estarão sempre presentes em sua cintura na campanha.
De nada adiantará que os gaúchos votem contra o desarmamento, o resto do Brasil vai votar a favor.

Teremos a seguinte situação a partir de outubro: quando uma pessoa estiver para ser assaltada ou já estiver sendo assaltada, não terá mais como pedir socorro a seus vizinhos.

Todos os vizinhos estarão desarmados. Não é o mais importante, até mesmo porque a grande maioria do povo brasileiro é desarmada.

O mais importante, o fundamental é que a bandidagem, que daqui a cinco anos estará empatada em número, na marcha que vai, com as pessoas de bem, terá então a certeza de que todos estão desarmados.

Quando os ladrões, depois do referendo de cartas marcadas, tiverem a certeza de que todos num edifício, numa rua, num bairro, num rincão, onde é impossível às pessoas que vivem no meio agreste não ter uma arma para defender-se dos animais ou de prováveis assaltantes - quando os ladrões tiverem a certeza de que toda uma cidade e todo um Estado estão desarmados, vai ser uma festa para eles. Nunca vai ser tão fácil roubar, estuprar e assassinar, sem o mínimo risco de que alguém na volta do local do delito tenha uma arma para defender as vítimas.
É fácil adivinhar o que vai acontecer depois do referendo. Os ladrões continuarão armados, até mesmo porque muitos cidadãos de bem se tornarão criminosos, obrigados a aderir ao contrabando de armas e munições. Não é uma tragédia?

Vão proibir as armas, mas assim como a maconha e a cocaína, proibidas, as armas e as munições, contrabandeadas, existirão.

Se a pergunta do referendo fosse honesta ("Você é a favor de que os brasileiros tenham uma arma de fogo em casa para se defender?"), o resultado seria exatamente o contrário do que vai ser.

Mas com pergunta cretina só pode haver resposta incauta.

Texto do jornalista Paulo Sant'ana publicado no jornal Zero Hora de hoje. Concordo e assino embaixo.


Antes do fim:
E eu vou trabalhar de mesário...

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

|Vossa Excelência|

Música nova dos Titãs, voltando aos velhos e bons tempos quando o grupo ainda era uma banda de Rock!

VOSSA EXCELÊNCIA
(P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin)

Estão nas mangas dos Senhores Ministros
Nas capas dos Senhores Magistrados
Nas golas dos Senhores Deputados
Nos fundilhos dos Senhores Vereadores
Nas perucas dos Senhores Senadores
Senhores!
Senhores!
Senhores!
Minha Senhora!
Senhores!
Senhores!
Filha da Puta!
Bandido!
Corrupto!
Ladrão!
Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
O sol um dia ainda vai nascer
Quadrado
Isso não prova nada!
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos de tomar nenhuma decisão!
Vamos esperar que tudo caia no esquecimento
Aí então...
Faça-se a justiça!
Vamos arrumar vossas acomodações, Excelência.
Filha da Puta! Senhores! Corrupto!
Senhores! Bandido! Senhores! Ladrão!


Antes do fim:
Existe festa em outro Estado que enalteça tanto a cultura de um povo? Estamos celebrando a Semana Farroupilha!

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

|Manifestações|

A internet tem de tudo mesmo! Agora inventaram uma caminhada virtual contra a corrupção. Acho que de concreto e real nada vai acontecer, mas já tem um monte de gente cadastrada no site. A cada novo cadastrado são dois passos em direção a Brasília. Esta caminhada começou em 05 de agosto e já percorreu mais de 250 km. No total são as de 1000km a serem percorridos de São Paulo a Brasília. O endereço do site é este: E-Indignação . Eu já andei meus dois metros...

Antes do fim
E que aceitou e recebeu o mensalão? Não vai ser cassado?

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

|Acústico Bandas Gaúchas|

Acústico Bandas Gaúchas
Fui no lançamento do CD Acústico MTV Bandas Gaúchas e adorei. O show começou com o Wander Wildner entoando seu punk brega que faz todo mundo cantar junto, seguido pela Bidê ou Balde que não cantou mas tocou a música polêmica do post anterior(a platéia cantou), que foram seguidos pela Cachorro Grande que fez uma apresentação redondinha mas sem entusiasmo e terminou com a Ultramen levantando todo mundo das cadeiras e sacudindo o povo. O ponto forte foi no final, logo após as músicas Amigo Punk e Peléia com todas as bandas juntas, na hora das bandas saírem o público começou com a frase: Ah! Eu sou gaúcho! Os músicos tiveram que voltar e reverenciar a platéia. Ótimo show.

Antes do fim:
Foto tirada na Festiqueijo em Carlos Barbosa. Eu, o Queijo e a Aline.

sexta-feira, 22 de julho de 2005

|Qual a diferença?|

Abaixo duas letras de música, qual é a pior? Qual deve ser censurada?

E por que não? – Bidê ou Balde
Eu estou amando a minha menina
E como eu adoro suas pernas fininhas
Eu estou cantando pra minha menina
Pra ver se eu convenço ela a entrar na minha
E por que não?
Teu sangue é igual ao meu, é igual ao meu
Teu nome fui eu quem deu
Te conheço desde que nasceu
E por que não?
Eu estou adorando
Ver a minha menina
Com algumas colegas
Dela da escolinha
Eu estou apaixonado
Pela minha menina
O jeito que ela fala, olha,
O jeito que ela caminha.


57 – Tati Quebra Barraco
67 patinete
abre as pernas
agente mete
se tu não ta aguentano
para um pouquinho e paga um boquete
intão paga um boquete
paga um boquete
paga um boquete, abre as perna e agente mete!

67 patinete
abre as pernas
agente mete
se tu não ta aguentano
para um pouquinho e paga um boquete
intão paga um boquete
paga um boquete
paga um boquete, abre as perna e agente mete!


A primeira esta em vias de ser proibida e ter todas as cópias do cd recolhidas. Porque a segunda pode?

Antes do fim:
Receita de Acampamento III
Arroz na Moranga
Abra na moranga, uma tampa de uns 7 cm.
Na parte de cima da mesma e retire seu miolo.
Coloque o arroz, a água e seus temperos na moranga.
Agora, basta cozinhar, da mesma maneira que se fosse uma panela normal.
Assim, o arroz trará o sabor da moranga, junto com o seu gosto natural.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

|Matador de Passarinho|

Tem música que a gente escuta e fica maginando como é que pode alguem ter imaginado aquelas frases. As vezes até tem uns versos bonitos, mas daqui a pouco começa a coisa tosca.
Rogério Skylab é um autor de músicas estranhas. Todas as letras escritas por ele tem uma estranhice muito bizarra. Descobri ele num programa do Jô antigo. Essa música abaixo é um exemplo das composições dele. Tem que ter uns cinco parafusos a menos para escrever esse tipo de coisa.

Matador De Passarinho
Aqui tem João-de-Barro, Pintassilgo, Pinta-roxo,
Pica-pau e Colibri
Aqui tem Canário-belga, Araponga, Açum-preto,
Curió e Bem-te-vi
Aqui tem tanta Andorinha, Cambaxirra, Quero-quero,
Rouxinol e Juriti
Que servem de tiro ao alvo
Para espantar o tédio
E o vazio do existir

Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho

Tico-tico quando voas,
Tico-tico tu pareces um teco-teco no ar
Tico-tico quando cantas
Me lembro da minha infância,
Feriado em Paquetá.
Tico-tico tão arisco, tico-tico tu beliscas
Uns grãozinhos de fubá
Tico-tico me perdoa mas me vem um vontade,
Não posso me segurar

Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho

Beija-flor de flor em flor
Beija-flor tu és o rei
Beija-flor te quero bem
Beija-flor se tu soubesse
Beija-flor ah! Se eu pudesse
Beijaria a flor também
Beija-flor tu vais levando
Numa nuvem cor de rosa
Grãos de pólen para quem
Beija-flor tu és tão lindo
Mas chegou a tua hora
Não beijarás mais ninguém

Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho,
Matador de passarinho.

Composição: Rogério Skylab

Antes do fim:
Receita de Acampamento II
Banana Caramelada
Pegue a banana e abra pela metade uma de suas abas.
Coloque então o açúcar, que pode ser colocado em excesso.
Agora, feche novamente a aba da banana, e envolva-a completamente com papel laminado.
Agora, simplesmente coloque-a dentro de um fogo em brasas, após cerca de 15 minutos, retire-a do fogo e do papel laminado e coma.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

|Somos todos iguais nesta noite|

Esta música foi escrita pelo Ivan Lins a bastante tempo mas parece que foi feita pra ser a trilha sonora do mensalão. Depois que caiu o último "inocente" da política, todos são iguais, sem distinção de coisa alguma.
Como diz a música: É o circo de novo...

Somos todos iguais nesta noite
Na frieza de um riso pintado
Na certeza de um sonho acabado
É o circo de novo
Nós vivemos debaixo do pano
Entre espadas e rodas de fogo
Entre luzes e a dança das cores
Onde estão os atores
Pede a banda pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda pra tocar um dobrado
Vamos dançar mais uma vez
Somos todos iguais nesta noite
Pelo ensaio diário de um drama
Pelo medo da chuva e da lama
É o circo de novo
Nós vivemos debaixo do pano
Pelo truque malfeito dos magos
Pelo chicote dos domadores
E o rufar dos tambores
Pede a banda pra tocar um dobrado
Olha nós outra vez no picadeiro
Pede a banda pra tocar um dobrado

Ivan Lins

Antes do fim:
Receita de acampamento I
Ovo no Barro
Envolva um ovo em cerca de 2 cm de barro, após, coloque-o no fogo em brasas.
Quando o barro secar e começar a rachar, é sinal de que o ovo está pronto.