quinta-feira, 17 de abril de 2014

Probabilidades

Você já parou para pensar com quantas pessoas já conversou na vida? Quantas pessoas já conheceu?

Com quantas pessoas você só falou uma vez? Com quantas pessoas você trocou dezenas de e-mails, torpedos ou agora waths e depois sumiram?

 

Quanto tempo dura uma conversa? Quanto tempo demoramos para conhecer uma pessoa? Quanto tempo demora para confiar numa pessoa?

 

Vamos ao mundo da hipóteses:

Digamos que alguém goste desse texto e faça um comentário logo ali embaixo.

Digamos que o comentário seja instigante.

Digamos que eu ache interessante o comentário e mande uma mensagem para a pessoa e passe a conversar por e-mail.

Qual a probabilidade de sair dessa relação por e-mail e querer conhecer essa pessoa?

 

Seguindo nas hipóteses:

Digamos que eu fosse conhecer essa pessoa. Sair junto, conversar, cinema e sorvetinho.

Qual a chance de você apenas trocando e-mail e saindo um dia com a pessoa querer sair novamente?

Digamos que ao sair novamente você queira sair mais uma vez, queira entrar na vida dessa pessoa. Qual a chance disso acontecer?

 

Saindo do mundo das hipóteses:

Incrível como algumas pessoas entram na nossa vida de maneira improvável e ficam.

Algumas é muita gente. Vou reformular a frase.

Como pode UMA pessoa surgir de maneira tão improvável e ficar tão próxima por tanto tempo?

Você acredita em destino?

 

Musica incidental:

E nossa estória não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar

Metal contra as Nuvens - Legião Urbana

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Noé

A sociedade está um caos. Não existe alimentos para todos. A violência é banalizada. Tudo esta descontrolado.

 

Não estou escrevendo sobre os atuais tempos. Escrevo sobre a sociedade abordado no filme Noé. Foi essa sociedade que O Criador planeja exterminar. O filme tem diferenças com a história abordada na Bíblia. Não vou entrar nesse mérito pois não sou um estudioso das escrituras. Vi o filme como um grande filme de aventura e ficção. Sob esse aspecto o filme deixa um pouco a desejar.

 

Russel Crowe (O Gladiador) é Noé. Quando pequeno ele viu seu pai ser morto por homens malvados descendentes de Caim (o cara que matou o Abel). Pronto. O filma já pula para um Noé adulto e com filhos que vive numa terra desértica sem água (parece Tatooine planeta onde vivia Anakim Skywalker), sem árvores e com homens maus que comem carne. Noé tem uns pesadelos malucos e fica numas que é o Criador falando para ele que vai destruir tudo. Noé sai com sua família com mochilas nas costas para procurar o velho Matusalém (Anthony Hopkins – que agora só faz papel de velhos sábios) que é seu avô para se aconselhar. Lá o velho dá um chazinho maluco para Noé. Com esse chá Noé tem mais algumas alucinações e diz que tem que construir uma super arca para salvar os animais da purificação da Terra. Matusalém ainda dá a Noé uma sementinha (tipo a semente do João do pé de feijão mega power).

 

Em poucos instantes a sementinha gera uma super floresta. Tá aí  a madeira necessária para construir a arca.

 

Claro que Noé não ia conseguir construir a arca sozinho. Para isso ele contou com o apoio dos tataravós dos Transformers. Uns anjos caídos dos céus que por terem influenciado na vida dos homens foram punidos pelo criador e ficaram aprisionados na Terra. A arca é construída fica cheia de animais. Os animais são colocados para dormir por Noé com um fumacê sem explicação.

 

Os outros homens (que no filme são todos malvados e comedores de carne) tentam invadir a arca. Não conseguem. O único que entra é o mesmo malvado que matou o pai de Noé. O cara tenta matar Noé, todo mundo fica malucão dentro da arca e água desce e todos tem bondade e maldade dentro de si e o mundo começa novamente.

 

No final sobram para povoar o mundo: Noé e sua esposa, filho1 de Noé e sua mulher. A mulher do filho1 de Noé que era estéril e graça a uma cirurgia espacial feita pelo Matusalém pode ter filhos e ganha gêmeas. Os outros dois filhos de Noé terão que continuar o povoamento com as sobrinhas.

domingo, 6 de abril de 2014

Bailei na Curva

Minha peça teatral preferida é Bailei na Curva. Hoje assisti a última apresentação da temporada comemorativa aos 30 anos da estréia. Sim, chorei novamente. Deve ser a 5º vez que assisti. Sempre me emociono por motivos que não sei explicar.
Já escrevi que gosto dessa peça em 2005 (Clica aqui para ler o texto). Apesar de tanta coisa ter mudado em mim nesse tempo todo, a emoção que sinto ao assistir não mudou.

Também em 2005 assisti a apresentação da peça "O Rei da Escória" do mesmo criador de "Bailei na Curva". Gostei, citei nesse blog (aqui) e nessa postagem tenho um comentário de Julio Conte que guardo com muito carinho. No comentário ele dá a dica para acompanhar o blog Dispositivo Cênico onde conta sobre o processo de criação da Bailei.

Bailei na Curva é pra mim uma instituição tradicional de Porto Alegre. Acreditava que não havia quem nunca tivesse ouvido falar. A surpresa foi grande quando fui abordado na frente do Araujo Vianna por um casal perguntando o motivo de tanta gente por ali. Respondi que era para a peça de teatro Bailei na Curva. O homem me perguntou se era comédia e se tinha globais no elenco. Falei pra ele que a peça era boa e não tinha globais. Ele deu as costas e deve ter ido pra casa assistir o Faustão.

No final da apresentação Julio Conte emocionadíssimo conversou com a platéia. Deixou uma mensagem sobre o que ele quer mostrar mantendo essa montagem por tanto tempo. Pedro bailou na curva. Pedro queria mudar o mundo. Ele fez sua parte. Cada um de nós precisa fazer sua parte. E não precisa esperar o dia das eleições. Mudamos o mundo fazendo pequenas coisas. Mudamos o mundo com nossas atitudes diárias. Fazendo o bem no dia a dia.

Antes do fim:
Que bom poder trocar uma ideia sobre a peça na saída.